domingo, 7 de novembro de 2010

CENTAURUS


[/ Viver é crescer, crescer envolve escolhas e escolher nunca é fácil...]


De repente você acorda, se olha no espelho e se vê adulto. Adulto envolto a namoro, sensações diferentes, novos desejos e o mundo, que antes era pequeno demais... inofensivo demais... passa a ser uma a-lu-ci-nan-te aventura cheia de mistérios e incertezas.
De repente, o que antes era bonito... mágico... se tornou perda de tempo... Nesses novos momentos, velhos sonhos são deixados de lado - quem sabe reformulados - e a gente descobre novos sonhos através do que antes eram inimagináveis possibilidades. De repente, o passado se fez presente e o futuro se tornou um amigo muuuito distante... Outrora eu era um jovem rebelde, cheio de sonhos mirabolantes que pulsavam conforme os momentos da vida. E, de repente, vieram a barba, os primeiros sinais brancos e a ranzinzice. Nesse de repente, o olhar se aprofundou - ele agora analisa sabiamente antes de ver -, o aperto de mão ficou forte, a voz já não titubeia e dá pra sentir, fisicamente, o peso de carregar a própria vida nos ombros. Gostos mudaram. Reações mudaram. Julgamentos mudaram. O mundo mudou... Nem mesmo meu veeelho amigo vento é mais o mesmo, hoje ele é discreto, meio calado e os nossos encontros, são mais intensos. As vezes fico a perguntar se sou um homem com um coração de menino ou se ainda sou uma criança com a cabeça madura demais. Hoje, eu sou livre, e me assusta essa tal liberdade. Diante dessa ausência de barreiras, o medo se tornou companheiro. Parece que sonhei a vida toda em me libertar e correr pastos longínquos e verdejantes, transpor fronteiras e sentir o vento me guiando e... de repente... a s(c)ela me parece tão convidativa e a segurança mais seguro.

Agora fico na encruzilhada sem saber que caminho tomar, mas na certeza que parado não posso ficar, porque cedo ou tarde o destino se encarregará de me empurrar a alguma direção.
Pensativo fico a estar e no coração ouço uma voz amiga me dizendo que devo ser um homem sério, maduro, responsável, cheio de sucesso e de conselhos valiosos ou esse jovem cavalo indomável vivendo a galopar livremente...
Mas mesmo embora o coração me obrigue a escolher... ainda há dentro de mim uma voz fraca, companheira, que sempre me guiou, me dizendo que posso ser o que eu quiser: o homem, o cavalo, ou ambos.



[/ Em todas as encruzilhadas da minha vida eu só tive duas únicas certezas: voltar é impossível e optar por ficar parado é a pior escolha ]

sábado, 2 de outubro de 2010

ASSISTO EM SILÊNCIO...


[/...até o que eu não quero enxergar]


Parado aqui dentro do ônibus a caminho da minha casa estão me passando tantas coisas pela cabeça. O passado é o primeiro. O passado é algo que, por mais que tentemos não pensar demais nele, de um jeito ou de outro se faz presente.
É de repente aquele "flash back", a música que marcou, um perfume... aí, é impossível não sentir aquele aperto no peito.

Nesse momento olho a minha volta, pensando nas decisões que tenho tomado para chegar até aqui. Algumas foram fáceis, outras nem tanto, mas certamente todas foram importantes. Decisões que me tornaram a pessoa que sou.
Fico me perguntando se estou contente com os frutos colhidos e infelizmente devo admitir que não é fácil assumir para mim mesmo que, para prosseguir é necessário esquecer; para viver às vezes temos que nos desapegar de algumas coisas e deixar pessoas pra trás.
Parece-me cruel viver sem me apegar às pessoas, porém é injusto prendê-las a mim e é perda de tempo tentar evitar que a vida mude. Simplesmente muda, não tem jeito!
Questiono-me se tudo o que fiz valeu a pena mesmo e dói viver com a dúvida se o saldo é positivo ou negativo...
Quantas vezes na vida não passamos por momentos assim como este, e agente tenta encontrar saídas; quando essas talvez a gente nunca encontre, porque um dia descobriremos que não estávamos presos.

Eu sempre achei que tinha as respostas pra tudo. Ou ao menos que já sabia por quais eu caminhos eu trilharia pra encontrá-las. No entanto, hoje eu não sei. E não sei mesmo...
Não significa que estou vivendo por viver ou apenas deixando os dias correrem por mim, mas simplesmente aprendi a questionar-me. Aprendi que nem sempre o que eu faço é o melhor... Pode ser o melhor pra mim! Mas não é necessariamente para os meus amigos, meu irmão ou para o mundo.
Noto que, para mim coisas que são TÃO importantes para outros não são. Sempre achei que terminar meus estudos, fazer uma faculdade, batalhar por um bom emprego e ser politicamente correto, bastaria. Bastaria para o mundo. Bastaria pra mim. Essas eram as minhas prioridades.

Mas hoje, não são! Hoje não bastam.
Porque hoje eu tenho ânsia demais de aprender. Viver mais. E sempre estou com a sensação que o tempo me sabota.
Hoje sei que o caminho que eu tenho escolhido é só mais um caminho. Não há nada de especial, ou mágico, ou sobrenatural nele. É só mais um dos caminhos a se trilhar. Envolveram opiniões próprias e escolhas conscientes. Decisões!
Sem tirar méritos próprios por direito pelas coisas que conquistei, mas tenho completa noção de que tudo o que importa pra mim, às vezes terminará importando... só pra mim! Às vezes, por mais que você fale, algumas pessoas simplesmente não ouvem, e nem farão questão de que você está falando. Muitas vezes o que pra mim é um absurdo de tolerar, talvez não seja tão surpreendente assim. O fato é ver que por mais que você tente ser correto, ir por um caminho reto, não se deixar intimidar, algumas pessoas não estão nem aí... se você ama, sofre ou chora. Paciência.

Não é pessimismo. Nem baixo autoestima. É introspecção.
É compreender que no decorrer da vida, em alguns momentos a nossa vida perde o sentido. Desfoca. Têm momentos que a gente se estranha, parece que algo não encaixa. Nesse descompasso tentamos nos encontrar. Andar nessa estrada na qual nos perdemos e ficar olhando em volta para ver algum rosto familiar ou um lugar conhecido.
Não há jeito de descobrir sem viver, não há como evitar a vida e não há aprendizado sem esses momentos de introspecção. É preciso mergulhar com coragem e ir o mais fundo que puder.
Em momentos de dor aprendemos muito, acho muito valioso o "conteúdo interno" produzido nesses instantes. Instantes que a gente sabe que tudo pode acontecer, na certeza de que tudo vai mudar, que nada será como antes, que não se terá como fugir e que qualquer passo a ser dado não volta.


[/ É como descer um morro e se descobre sem freios, não dá pra voltar, não dá pra parar, só é preciso atenção para se equilibrar e rezar para não bater em nada]

domingo, 29 de agosto de 2010

PREFIRO SER IGNORANTE, INDIVIDUALISTA E ARROGANTE!


[/ Respira...1,2,3,4,5, respira...6,7,8,9...]


Existe cansaço, estress e irritabilidade, ao ponto de querer quebrar tudo a sua volta? Acontece num momento que parece que as coisas têm ido contra-maré e você não consegue encontrar força sequer para levantar da cama?
Bravo? Entediado? Sentir vontade de pedir "as contas" de tudo, desistir de todos, ir o mais longe possível da situação, não olhar pra trás e sequer ser capaz de lembrar?
É uma completa falta de esperança no próximo, uma insegurança no futuro, que faz se sentir pessimista e tolo por insistentemente acreditar em valores morais? Ética? É fácil desacreditar no ser humano?

Não sei se percebeu, mas eu coloquei todos esses pontos de interrogação e deixei o sujeito oculto apenas para não afirmar que, sou eu quem vive tudo isso!

Ultimamente, eu ando tão nervoso. Irritado. Ansioso (e sempre achei que não fosse). Por vezes, me peguei com as mãos d'baixo da torneira para sentir água e esfriar a cabeça. Outras "n" vezes só quis (tentei) dormir, comi exageradamente (mesmo), briguei com todo mundo (até injustamente), por não estar contente com a fase que estou vivendo. Eu me sinto cansado! Quero relaxar e não consigo, e o pior é que nada me satisfaz!

É, tô estressado, sim!
Estou sobrecarregado com materiais acadêmicos, projeto de estágio, com meu trabalho, e não encontro um só momento para não pensar demais.
Tenho dormido quatro horas por dia! Descontado toda minha ansiedade e insatisfações nas refeições e passado a maior parte do meu tempo "funcionando", "produzindo", "consumindo". Me consumindo! Vou pra cama elétrico e já acordo com sono.
Nesse momentos a gente precisa abstrair ou surtamos. É muito pra assimilar, tolerar, conviver, e acaba sendo pouco tempo, pouca paciência e pouca energia pra muita coisa!

Quem convive comigo tem me dito que ando bravo, um pouco crítico e sem paciência alguma.
Mas por outro lado, eu me pergunto e penso: eu deveria fingir? Apesar de todas as exigências e responsabilidades que tenho, assumo minha insatisfação e incapacidade de administrar meu tempo e banco minhas opiniões e atitudes, e esse mal humor. Acho ridículo quando uma pessoa diz que se dá bem com todo mundo, sempre. Porque ninguém se dá bem com todo mundo, o tempo todo, sem se anular muitas das vezes!
Tem gente que cada dia, com cada pessoa, é de um jeito: com o ativo, a pessoa é mais calma; com o calmo, a pessoa é mais dominante; no primeiro caso a pessoa esconde sua opinião e no segundo caso, extravasa. Aí, um dia agrada uns e noutro agrada o resto.
Esse tipo de pessoa quer passar a imagem de amigo de todos, quando na verdade, pra mim, está é sendo tolo e se anulando demais.
Sou bom, quero ser justo, procuro conviver bem, mas se eu quero algo, peço! Se não concordo com algo, não faço! Na dúvida, eu pergunto. E se for preciso debater, debato. A minha educação depende da dos outros, a minha opinião deixo clara, e se no fim eu não ter consigo agradar todos, pelo menos não comecei me desagradando. Ou sou eu quem tem muita personalidade, sou muito honesto comigo mesmo ou acho que sou, sim, ignorante, individualista e arrogante.

Eu sei que a situação não está fácil pra mim, porque estudar e trabalhar desgasta muito, e não sobra tempo pra nada. Mas eu não sei fingir que está tudo perfeito e ficar de bom humor, quando no fundo não tô legal. Nessa hora, o melhor que eu posso fazer é admitir. Eu acho que esse pensamento deve nortear as pessoas em qualquer situação: transparecer o que realmente se passa. Acho tolice se fazer de forte quando estamos fracos. Tentar agradar uma pessoa que não quer nossa companhia. Ou ficar se anulando. Não dá pra viver maquiando os problemas e o primeiro passo para resolver qualquer dilema é assumir. Assumir um erro, uma impotência ou uma insatisfação. Estou aprendendo que o equilíbrio não é uma constante, porque nem mesmo na natureza encontramos padrões imutáveis. As coisas saem do controle em algum momento, as brigas acontecem e por mais que tentemos controlar esses acontecimentos, não tem como. Então, acho que a única coisa que nos sobra é sermos honestos com tudo isso: conosco primeiramente, com a situação e as pessoas, e no fim com a vida. Ter maturidade e um certo jogo de cintura.


[/ O SEGREDO DO SUCESSO EU NÃO SEI, MAS O DO FRACASSO É QUERER AGRADAR A TODOS (Autor desconhecido)]

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Sigo sem saber...


[/ Com o tempo as coisas mudam de formas e de lugar, a vida ganha outro sentido e um novo horizonte, os cenários mudam com as pessoas e o que antes era tido como importante e especial, passe a ser irrelevante]


Eu sou fã da Alanis Morissette, sempre gostei das músicas dela e ultimamente uma tem se encaixado perfeitamente na minha vida: Ironic. Na música, a cantora tenta retratar as coisas engraçadas que acontecem no dia a dia e em como a vida sempre dá um jeitinho (irônico) de nos atrapalhar e nos ajudar. Eu particularmente acredito que as coisas acontecem como tem de acontecer, no fim tudo está certo.
O fato é que depois de uns dias com autoestima em baixa e passar por pensamentos derrotistas, hoje me sinto bem melhor e sei que esses momentos são de transição. O legal desses fins e começos de etapas são as mudanças que se observa. É como se você descrevesse uma viagem em detalhes: passei por aqui, vi aquilo ali, mudou aquilo lá... Eu gosto de reparar (enquanto dentro do turbilhão) quem chegou por perto, quem se afastou, o que ficou, o que o vento levou... e o que ele me trouxe.

Eu tenho ouvido muito sobre o “tal” ano 2012. Ouvi que será o fim do mundo; que aparecerão extraterrestres na Terra; que catástrofes climáticas ocorrerão etc. Mas pelo que tenho conversado com pessoas de variadas idades, religiões, regiões, profissões e pelo que eu tenho lido, assistido e pesquisado sobre esse assunto (2012), o que eu acredito é que estamos entrando numa Nova Fase. Se pararmos para reparar na História veremos que já passamos por algumas: Fase do Construir e Fase do Ter. Acredito que as pessoas já construíram tudo o que tinham que construir, já obtiveram tudo que desejavam, só que chegaram num ponto que não se enxergam felizes.
Com prazer, trato este assunto no Blog (e algumas pessoas até “torcem o nariz” pra isso). Esse espaço divulga exatamente a reflexão para se chegar até o equilíbrio em todo sentido. Uma das perguntas que sempre fiz aqui é: Sou feliz?

Acredito que as pessoas no geral estão ficando mais “egoístas” com suas escolhas, preocupadas com a forma que estão vivendo suas vidas relacionado com o tempo correndo; a humanidade está se voltando para o interior, porque se notou um grande vazio no âmago das sociedades. Por um lado, nunca se viu tantos casos de depressões e buscas por terapias e medicinas alternativas com hoje em dia, e por outro lado, também estamos vendo rebeliões das minorias, passeatas, sendo desfeitos longos casamentos, mudanças repentinas e pessoas assumindo outra sexualidade. O que fica claro é que as pessoas estão indo de encontro com elas mesmas, porque o externo já não as satisfazem. E aquela velha história:


Você pode ser rico, ter tudo e ser rodeado de amigos; a questão é: o dinheiro deu-lhe a saúde, seus bens compraram a sua felicidade e os amigos, ao seu lado, são verdadeiros?


Sempre que uma mudança acontece ela trás consigo bagunça, incertezas, dificuldades e deixa no ar aquela sensação de insegurança e medo, mas como a terra que faz de fezes adubo e precisa quebrar os ovos para se ter o omelete, veja sempre o que pode ser aproveitado e nunca pare de caminhar, porque a vida não pára se você parar.
Já passei por tanta coisa que só me fez entender que o tempo cura tudo mesmo, que certas amizades eram sim de estação, que alguns sonhos nunca morrem e que um novo dia adoça qualquer madrugada amarga. Que devemos confiar nas pessoas, mas a gente sempre deve cortar o baralho. Que o responsável pela nossa derrota somos nós mesmos e tentar colocar a culpa nos outros é se enganar a curto prazo. Ninguém consegue com sucesso manipular alguém por muito tempo, cedo ou tarde a verdade aparece e é impossível controlar todos os passos; deslizes acontecem, erros também, e o importante é como lidar com tudo isso.
Reclamar de passado não conserta presente, nem muda futuro. Ter fé e ser otimista é virtude de poucos (e vantagem na vida). Amigo defende, fica, aceita, todo o contrário disso não é amizade. Egoísmo não é viver do nosso jeito, é querer que os outros vivam. Amor próprio é dever, opinião própria é direito, respeito não é negociável e as verdades são relativas; essas são as minhas!


“Se o que é errado ficou certo

As coisas são como elas são
Se a inteligência ficou cega
De tanta informação

Se não faz sentido, discorde comigo

Não é nada demais, são águas passadas
Escolha uma estrada
E não olhe, não olhe pra trás”

(Não Olhe Pra Trás – Capital Inicial / Composição: Alvin L. / Dinho Ouro Preto)



[/ “Quem pensa por si mesmo é livre/ E ser livre é coisa muito séria/ Não se pode fechar os olhos/ Não se pode olhar pra trás/ Sem se aprender alguma coisa pro futuro” (L'Aventura – Legião Urbana)]

sexta-feira, 9 de julho de 2010

AGUENTE! SÓ MAIS UM PASSO...


[/ Mas para que temer... eu tenho fé!]


Tenho passado por momentos terrivelmente turbulentos, quase sendo crises existenciais.
Olho à minha volta e vejo algumas pessoas assim também: tristes, chateadas, pessoas passando por dores psicológicas...
Pode parecer difícil de acreditar para pessoas que nunca viveram momentos de aperto, mas, pra quem vive, é algo físico! Uma decepção aqui, uma infelicidade ali, tudo vai se acumulando, e a gente até tenta não se abater e não se abalar (muito), mas chega uma hora que ficamos por um fio.

Outro dia me peguei com pensamentos tão pra baixo, deixando cair-me tanto, desacreditando de mim mesmo e isso chegou a parecer uma depressão. Driblei aqui, caminhando e praticando corrida; driblei ali, vendo um filme motivador e não dando espaço para pensamentos negativos. A verdade, é que pensamentos ruins aparecem e é sim muito difícil controlá-los. Parece que quando as coisas vão indo bem no trabalho, em casa, na vida pessoal, precisa acontecer algo para nos tirar do eixo e perdermos (e é melhor que seja por um período curto) o equilíbrio.
Para nos mostrar como somos nada e quanto podemos tudo.

Períodos decisivos, que nós nos confrontamos bruscamente, nos desafiamos, nos perguntamos um monte de coisas (e para a grande maioria das perguntas não se obtém resposta alguma), e a gente cai, sofre um bocado por um tempo, acredita ser o fim, mas enfim nos levantamos! É preciso se levantar! Erguer a cabeça, recomeçar de algum modo e evoluir.
Eu não acredito que nunca existirá uma saída que seja para um problema. Nós fomos colocados no universo por um motivo maior, não estamos aqui assim à toa, tampouco acredito que devemos apenas sobreviver e nos agredir. Precisa-se plenitude, viver com coragem e ter resignação. No mundo não foram colocados anjos porque são seres perfeitos e na perfeição não haverá jamais evolução. Os ser humano é imperfeito e errôneo, e, graças à isso nós podemos evoluir; melhorar, recriar, se renascer a partir de cada queda.

Hoje prefiro agradecer Deus por ter nascido impreciso, imperfeito e temente; por eu ter dores e por passar por momentos difíceis, porque através de tudo isso que surgirá minha capacidade de olhar pra mim mesmo e descobrir qual saída encontrar, descobrir uma força dentro de mim capaz de vencer e aprender que a dor me lembrará que se eu a sinto é porque ainda estou vivo. Vivo para sorrir, para amar, para sonhar, para agradecer. Viver sem temer os tombos da vida, saber levantar dignamente, ter bravura, intensidade e amar sempre. Amar sempre. Sem mágoa, nem ódio, nem tristezas... eu agradeço o fato de ser tão limitado, de passar por esses momentos de aperto que só me fazem compreender minha pequenez. Minha pequenez perante à Vida!

Eu vejo casos de pessoas que chegam a perder tudo. Perdem primeiro o equilíbrio, depois os bens, os amigos, a saúde, às vezes perdem até a dignidade, chegando a perder a esperança...

...Mas não perdem a vontade de se manterem vivas. Vão a luta galgando aos poucos, aos pouquinhos, e com um tropeço aqui e um escorar ali vão se reerguendo. Paulatinamente. Através das suas cinzas e das suas lágrimas cansadas redescobrem seus passos, um à frente do outro... Um à frente do outro... Um à frente à outro... Até que um dia, em pé (para poderem ter o direito de cair novamente), reconquistam a dignidade e voltam ao equilíbrio, e aí a água retoma seu curso e acontece algo que se chama superação.

Podemos não ser ou não estar do jeito que nós gostaríamos num momento, mas é nosso dever respeitar o que formos. É dever nos gostar, nos amar, nos dar o direito de superar e nos orgulhar de quem somos!
Como tenho dito: um passo à frente do outro...um passo à frente do outro. Lá trás esquece. Frente! Passado não volta, e no máximo é lição. Mira uma estrela e vá buscá-la pra você, porque o que importa é o presente e nele, por mais que as coisas estejam complicadas e dolorosas, a gente deve se ver e se dizer: sairei dessa!!!


[/ É muito fácil ter fé e acreditar que sou capaz, que sou forte e que posso me superar, quando tudo está tranquilo. No entanto, eu sou provo pra mim mesmo que sou capaz de tudo isso quando ocorre o inverso, a turbulência. De baixo de uma forte tempestade, eu só tenho uma única certeza nas mãos: uma hora o Sol vai dominá-la, isso é fato, mas eu estarei aqui ainda. Então só é preciso resistir!]

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Desculpem-me


[/ Eu acredito que durante toda a vida nós erramos. No começo da vida ainda mais, claro, e a medida que o tempo passa vamos amadurecimento, aprendendo com os nossos tropeços e nos tornando seres humanos melhores. Mais tolerantes.
Só que no meio desse processo todo acontece os famosos pedidos de desculpa... como este ]

Eu acho que quando a gente vacila, a partir daí nós temos dois caminhos a seguir: continuamos o erro sabendo que já não estamos em acordo ou tentamos corrigir o dano.
Eu particularmente prefiro acertar os ponteiros e aprender com isso. Pedir desculpa, admitir que não estava certo e prometer pelo menos tentar não fazer mais o mesmo, é o mínimo que podemos fazer depois de uma injustiça.

Têm um certo tempo que eu venho notando umas coisas, que no momento pareciam até legais, mas hoje não vejo assim e passou a me incomodar. O que ocorria, e de vez em quando ainda ocorre, é que eu sempre entro em conflito com pessoas, seja por preferências, estilos de vida, opiniões diferentes das minhas etc. Depois, sem querer ceder, e mesmo achando que eu estava errado, não pedia desculpa; continuava bancando o durão, o que está sempre certo, o perfeito, e pior, cortava laços. As pessoas à minha volta, geralmente familiares e amigos, para não se verem sem a minha amizade vinham e acabavam puxando assunto, admitindo culpa injustamente, me pedindo perdão. E eu no doce engano achando que dessa forma eu era sempre o certo.

Ninguém é o certo, sempre! Até porque nada é cem por cento certo nessa vida. Tudo é constante, tudo é relativo e em qualquer situação somos co-responsáveis.
Oras, se eu entro em conflito sempre com todo mundo, não posso estar certo em todas as ocasiões, não é!? Pois é... não estou.

Acredito que o pior momento não é o pedido de desculpa, é quando a "ficha cai" e a gente nota o quanto fomos tolos.
Eu tenho "n" amigos espalhados pelos quatro cantos do Brasil. Amigos do trabalho, amigos de faculdade, amigos da vida, amigos de msn. Tenho amigos que só vejo pelo msn, os conheci através de redes de relacionamentos, moram muito longe de mim e, no entanto, são amigos. Amigos mais baladeiros, amigos menos extrovertidos, amigos de "papo zen", amigos de "papo louco"... amigos dos mais variados.
A vida é composta por pessoas diferentes, que possuem características específicas e cada uma possui suas preferências. De sertanejo ao rock, de terror à comédia, de doce ao salgado, de homem à mulher... É preciso respeitar.
Se não dá pra entender, se não dá pra aceitar, tudo bem, eu tenho o direito de viver de acordo com as minhas verdades. Mas eles também! Respeito é o que nos une.

Eu noto que o meu problema é mais do que simplesmente não entender ou não aceitar o perfil das pessoas, é uma mania de querer impor o meu perfil nelas. Será que isso não é um desejo meu de reforçar o que eu quero acreditar, de comandar tudo e todos e tentar ter sempre o domínio das situações?? É claro que é isso mesmo. Só que estou percebendo que para eu ter algumas amizades estou pagando o preço de ser o sabe tudo, aquele que gosta de dar lição de moral, aquele que crítica demais. Eu mesmo estou tendo dificuldades em me suportar, é uma mania de perfeição, de autocrítica, de superação constante... Já está ficando chato isso!

Hoje estou notando que tenho brigado (brigado mesmo) com as pessoas que eu gosto, que eu escolhi para me relacionar e ter como amigos, estou sendo um pouco ignorante, cabeça dura e teimoso, por querer que todo mundo seja igual a mim. No fundo, talvez isso seja uma vontade de me ver em alguém para saber se eu gostaria de mim mesmo. E isso é injusto...

Não me critico a toa; quero usar aqui pra me explicar, admitir que ando devendo como amigo e pedir desculpa. Não vou citar nomes - as vítimas - porque sei que quem sentiu meu olhar inquisidor, minhas palavras um tanto ácidas, minhas críticas sabe à quem me refiro.
As pessoas que estiverem lendo esse post e passaram por isso, saibam que neste momento vocês me vêem à cabeça, e peço desculpa à vocês. Eu não sou perfeito, eu não sou dono do jeito correto de viver e acho, SIM: todo mundo tem o direito de viver de acordo com as suas verdades! Goste de x ou de y, seja isso ou aquilo, vá por aqui ou por lá. Todo mundo tem o direito de ser como é.

Por fim, vou procurar ceder mais e admitir no momento que eu errar, que errei. Aqui, no Blog, é só o primeiro passo; vou tentar ser uma pessoa menos egoísta e menos durão. Até porque, como disse alguém um dia: "Dureza cabe à pedra, ao homem cabe firmeza!".

O Blog é sim um lugar de paz, de reflexão, de análises constantes do que eu vejo no mundo. Mas não adianta muito eu querer consertar o mundo, errando.

Uma vez mais me desculpem, vocês sabem à quem me refiro!
Obrigado

Vou aproveitar esse post e fazer um gancho num tema parecido: Preconceito.
Não sei o que é pior, se deparar com uma pessoa que tem pré-conceitos ou quando somos nós os preconceituosos. Acho que toda vez que temos preconceito, nos fechamos para novas experiências, evitando assim amadurecermos como pessoa. Acho que toda vez que alguém julga uma pessoa pela roupa, pelo jeito, pela preferência sexual, pela classe social, pela raça, pela religião, pela idade, pelo sexo, por um conceito, está empobrecendo toda uma sociedade e destruindo a luta de tantas pessoas que lutaram e lutam por um mundo mais justo.
Vale a pena impor nosso jeito nas pessoas?
Que tal repaginarmos nossos conceitos? Que tal olharmos para o novo com um novo olhar?
Será que é tão difícil assim conviver com o diferente??


[/ As vezes o que nos incomoda tanto no diferente é que vemos muito de nós mesmos! ]

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Razão ou Emoção??


[/ Na vida nunca se explique pra ninguém, porque aqueles que te amam não precisam de suas explicações, e aqueles que não te amam jamais acreditarão nas suas palavras. ]


Tenho reparado que estou demorando mais para postar, e dessa vez acho que é natural isso; simplesmente estou sem inspiração, sem tempo às vezes, ou mesmo sem vontade. Mas muitas coisas estão acontecendo. A verdade é que sempre há coisas acontecendo na vida todos, o que geralmente acontece é que não notamos, ou não damos valor.


Quero abrir um parênteses para dizer uma coisa que eu já deveria ter dito. Depois de um ano inteirinho pagando mensalidades de faculdade e transporte à duras penas, eu consegui fazer uma boa pontuação no ENEM e ganhar uma bolsa do PROUNI. E já desde esse ano eu não preciso mais me preocupar com essas duas coisas! Legal, né. Principalmente para o meu bolso rs rs

Quero ressaltar ainda que a minha melhor pontuação nas avaliações foi na redação. Fiquei ainda mais feliz por isso!

Completei recentemente (dia 03/06) vinte e dois anos. Não fiz post para isso também, e não sei explicar como me sinto com essa idade. Mais de uma coisa tenho certeza: estou feliz, e é isso o que importa.


Vamos para o post... Vira e mexe, vem uma pergunta na minha cabeça, e essa mesma pergunta rondou minha infância e adolescência. Posso dizer que todos nós um dia já nos perguntamos:


Deixo o coração responder ou o cérebro?


A verdade, já vou sendo bem sincero, eu não sei a resposta e nunca, em nenhum dos momentos, encontrei uma solução para esse dilema. Só que uma coisa é fato, o coração é o órgão mais importante do corpo humano ao meu ver, porque sem ele não há vida. Quando o coração pára de funcionar, o ser humano morre. Já o cérebro por sua vez quando pára, o que temos é uma morte cerebral; no corpo ainda há vida. Então, como pode o cérebro comandar o corpo, se ele tem papel secundário em nossa existência?

O essencial é o coração!
Quantas vezes nós relutamos ouvir o nosso coração, porque o cérebro tenta racionalizar o sentimento, o momento, as palavras?
Tem como racionalizar a mensagem de um olhar?
Tem como racionalizar o que entendemos num silêncio? Não. Não tem como a gente entender uma porção de coisas, porque simplesmente devemos sentir. Já começamos errando quando tentamos explicar o que é para sentir.
Não se explica amor. Não se explica amizade. Não se explica momentos. Porque essas coisas a gente nota, a gente intui.


Eu li, ou ouvi por alguém, outro dia uma frase assim: "Nunca se arrependa de algo que te fez sorrir." Olha que coisa mais simples e no entanto tão cheia de significados! O arrependimento provém do cérebro. Igualmente o orgulho, o rancor, a decepção, a ansiedade... Tolo engano quem acha que essas coisas provém do coração. Jamais... O coração é uma criança pelada correndo na praia, não conhece os danos do Sol, não sabe nadar e não teme a água, só quer correr e brincar.

A vida é bela, é boa, é tudo de bom quando passamos a viver e vê-la com os olhos de uma criança. Ao tentar racionalizar demais as coisas, nós damos os defeitos ao mundo.
O cérebro trava o abraço. O cérebro é quem pensa. O coração vai no embalo!

Mas o cérebro tem o seu papel também; a razão serve para nortear a emoção. Aprendi que em todas as decisões, pensa-se com o coração e se age com o cérebro.

O cérebro é o carro, o coração é a pessoa.
O cérebro é o destino, o coração é o caminho.
O cérebro é quem pergunta, o coração apenas responde.


"Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer...

Queria ter aceitado
As pessoas como elas são
Cada um sabe alegria
E a dor que traz no coração..."

(Epitáfio-Titãs/Composição: Sério Britto)


[/ O acaso vai te proteger, enquanto você andar distraído...]

quarta-feira, 5 de maio de 2010

DOIS ANOS, E ALGUNS DIAS! 101 POSTS!!!


Foto: by Mãe

[/ Pra começo de conversa, eu acho que todo dia é dia de festa. É dia para se comemorar algo. Não só aniversários. Não só natais. Esperar para presentear? Para abraçar e dizer a alguém quanto o amamos? ]



Hoje eu comemoro o aniversário do Blog que eu criei com tanto cuidado, amor e atenção. Comemoro mais de cem posts e, de quebra, comemoro também dois anos árduos no meu trabalho! Para vocês poderem entrar aqui e me conhecerem, se conhecerem, se abrirem para qualquer coisa, eu me doei de corpo e alma neste projeto.

Mas, hoje, eu também comemoro o simples fato de eu estar respirando bem, enxergando essas teclas enquanto escrevo, o singelo fato de eu ser saudável.
Ah, mas para que comemorar essas coisas né? É... elas estão tão fora de moda mesmo. Acho que nós é quem estamos mais fora de moda ainda, comemorando coisas secundárias e nos apegando demais a coisas tão banais.

Tenho escrito neste Blog minhas alegrias e minhas tristezas, minhas vitórias e minhas derrotas, como eu via o mundo, no instante do escrever. Confesso que por muitos momentos foi esse lugarzinho que segurou-me enquanto o meu mundo tremia. E vocês acompanharam tudo. E tenho muito prazer de saber que muitos com quem dividi minhas histórias, também se abriram para mim. Jamais tive, nem sequer por um segundo, a pretensão de saber mais que qualquer pessoa. Lutei e luto pelos meus ideias de forma limpa e honrada, e guardo comigo o orgulho de AINDA DIZER: não sei nada – Graças a Deus!

Este é o centésimo - primeiro - post e, hoje, na verdade, o Blog está comemorando dois anos, e um mês. Que bom que está sendo assim, que bom...

Muitos amigos me perguntam qual é a finalidade de se ter um Blog e como eu consigo ter tanta paciência com ‘isso’. Eu levo este Blog como levo minha vida e a resposta que sempre me dei é que escrevo para me manter são, e me mantendo são em mente, meu corpo responde igualmente equilibrado. Eu escrevo para ajudar-me num ato totalmente egoísta de prazer, mas que, felizmente, têm quem gosta. Ajuda uns. Alegra outros. E até faz passar o tempo de alguns.

Então eu escrevo para uns, outros e alguns, para quem quiser me ler, me ouvir e me perceber. Eu escrevo talvez porque tenha um desejo pretensioso de um mundo melhor e, quem sabe, seja este o meu caminho.
Hoje me sinto muito melhor e sei que têm algo diferente na minha vida. Estou mais calmo, mais consciente da minha missão e como eu posso/quero me exercer como pessoa. E devo tudo isso a um estudo que tenho a cada dia me aprofundado mais: Quântica!

Muitos chamam de Física Quântica, Química Quântica, Mente Quântica, Lei da Atração, na verdade, existem diversos nomes para se classificar e explicar o que, do meu ponto de vista, é inexplicável, porque em si é inexistente! Uau, radical isso? Nem tanto...
Acredito que existe uma força dentro de todo ser humano capaz de fazê-lo mudar a sua vida. Uns chamam essa ‘força’ de Deus, Alá, Buda, outros dizem que essa ‘força’ é apenas pura energia, religião, mas o fato é que é mesmo algo fantástico!

Eu sou católico, acredito em Deus e sei que a Quântica é algo que o Universo nos deu para evoluirmos. É mágica? Não. Feitiço? Não. Pelo pouco que eu já tenho estudado, a Mente Quântica é você se conhecer. E isso é importante sim, porque a maior parte da população não se conhece, não sabe quais são os seus potenciais, os seus defeitos e acham que são meras vítimas de um destino desprivilegiado. As pessoas não acreditam em si mesmas e este já o primeiro passo rumo ao fracasso. Vejo uma grande massa doente, alienada, fazendo coisas que não gostam e sorrindo para fingir que está tudo bem, quando nunca esteve. Prefiro crer que, se eu quero algo eu posso acalçar sim, basta eu me esforçar, basta eu acreditar que sou capaz, basta eu me jogar de corpo e alma naquilo! Quântica é mais um conceito, um caminho que nos leva a nos conhecer para descobrirmos qual a nossa missão aqui. Toda pessoa tem uma missão na vida; quem não conhece sua missão se limita à superfície e nunca vive plenamente, além de muitas vezes estar triste e com sensação de vazio.

Onde eu quero chegar com tudo isso? (Aposto que estão pensando isso?).

Bem, pergunto eu a vocês então, mas respondam a si mesmos:
Até onde querem chegar?
Vocês já pararam para escutar o que os seus pensamentos suplicam naquele momento que antecede o sono?
Vale a pena sentir essa dor?
Está seguindo seus sonhos?
Acredita em você?
Será que TEM de ser assim?
Você é ou está feliz? Consegue ver diferença?? É capaz de se responder???



[/ Eu sempre fui uma pessoa de levantar da cama e acender a luz para encarar o tal monstro. Eu sempre procurei coisas, questionei conceitos e quebrei regras. Me dei mal muitas vezes, mas, querem saber, vale a pena! Não têm monstro nenhum! No escuro estão todas as coisas que estão no claro! A Terra não é quadrada e o mundo dá voltas! E se eu não acreditar em mim, quem vai acreditar? Acreditem em vocês, se conheçam e mudem se preciso, tudo porque essa vida é pra quem se atreve! ]

!? POR QUE TEM !? rs rs rs


[/ Sejam bem vindos, meu amigos... ]


PARABÉNS PARA MIM, PARABÉNS AO BLOG E A VOCÊS, LEITORES AMIGOS, PORQUE ESTE ESPAÇO ESTÁ COMEMORANDO 100 POSTS E DOIS ANOS!!!

Viva a vida! Viva cada postagem, cada comentário e cada pessoa que aqui entrou! No entanto...

Como de costume, e o que todos fazem, dizem que este post TEM de ser especial. Por que é o centésimo? Aniversário!?
Bem... deveria, apenas deveria. Porque eu não sou 'todos', e me recuso a aceitar também que este (nosso) Blog seja apenas mais um, então, nos darei os nossos parabéns merecidos e estarei comemorando (por dentro) em silêncio, orando, refletindo, relembrando, admirando...

Obrigado
Perdoem-me
Amo vocês
Parabéns!


[/ Simples. Rápido. Verdadeiro também! Porque nada TEM de ser. ]

domingo, 11 de abril de 2010

E DAÍ!


[Bom, este post está fresquinho! Este eu estou fazendo agora, e já vou advertindo: Não tenho a menor noção do que eu vou escrever! Mas eu quero tentar. Eu preciso escrever]


Como eu disse, eu não preparei nada para escrever hoje, devido à semana de provas e eu tendo que estudar todo tempo (o pouco que eu tenho). Mas, como eu também disse, eu preciso escrever. Porque eu gosto. Porque eu me sinto bem. E porque foi para isso que este Blog foi criado!

Agora entra um assunto que ficou complicado pra mim: saber o que escrever.
Eu me preocupo com o que eu escrevo e na forma como colocarei as palavras, mas andei me preocupando muito com aceitação. Se iam gostar, se estava “perfeito”, se tinha fica a salvo de críticas negativas. Sério, andei pensando demais. E isso não é bom. O objetivo do Blog não é me promover como bom escritor ou coisa parecida; é desabafar meus problemas, expor como eu – tento – encontrar as saídas e que isso sirva para alguém como ajuda.
Percebi que eu estava demorando quase cinco horas seguidas em frente do computador, para conseguir fazer um post. Tudo porque, logo após, eu ficava editando-o. Editar!?

Agora que percebi, editar é maquiar o que eu quis dizer. É manipulação. Corrigir alguns erros ou mudar algumas palavras é uma coisa, EDITAR o texto todo é outra bem diferente.
Que bom que corrigi isso a tempo, pois sem querer e sem perceber, eu estava sendo um tanto artificial. E não prego isso aqui. Aliás, não prego isso em lugar algum! Eu acredito que as pessoas têm que falar o que e do jeito que querem e, com educação e sem prejudicar ninguém, serem como são.

A vida não me dá chances de editá-la.
Este Blog prega a naturalidade das coisas, a originalidade, a personalidade, o caráter único e a espontaneidade.
Acho que já somos entupidos demais, a contragosto, com ‘material manipulado’!

Como eu já disse no post anterior, ‘re’-digo agora, mudem. Se acharem que devem, mudem. Avaliem seus conceitos, faça coisas diferentes e inusitadas. Ouça outras músicas, dance outros ritmos, faça novos amigos (mas não se perca dos velhos!). Junte tudo, misture tudo, e de o seu toque, o seu ponto, o gosto à seu gosto.

Esse Blog começou como uma brincadeira e era meu passatempo, de repente, virou trabalho. Obrigação. Exigência demais. Está na hora de retomar a origem do Blog, a essência – Reflexão.
Se eu escrevo bem, se me expresso mal, se me farei ou não entender, quem sabe... Escrevo porque assim me sinto vivo. Não vivo pra escrever, escrevo para viver!

Deixo aqui um recado a quem quiser: Façam das suas vidas boas vivências. Não é fácil viver quando os outros nos incomodam, pior ainda quando somos nós mesmos. Procure o melhor lado das coisas e não se encurrale com trabalhos e pensamentos pessimistas. Posso garantir, ninguém se importa, mesmo, se você sabe dançar, se você sabe cantar, se você sabe desenhar, se você sabe viver.

Então, viva do seu jeito! ;)
Se estiver difícil, eu aprendendo também. Mas o importante é tentar. Como dizia uma amiga minha: Essa vida é só um teste, viu, ou a gente vinha com instruções!


[/ E eu criei tuudo isso agora. Se estará bom pra vocês, não sei, espero que sim. Mas me fez um bem danado!]

Sopre a poeira


[Fiz este post há duas semanas exatamente, mas não pude postá-lo. A semana foi de provas na faculdade e tudo foi correria só. Mas, eis ele aqui, na íntegra]


Depois de dezenas e dezenas de postagens feitas, a cada dia que passa se torna mais difícil traduzir em palavras fáceis, momentos de experiências tão íntimas. Parece que quanto mais tento escrever, mais complexo se torna a vida, e quero que minhas palavras possam servir de amparo a momentos duros que alguém esteja passando. Eu me cobro a não escrever apenas por escrever e sim para iluminar minhas ideias.

Bem, cheguei a uma conclusão que não importa o que você esteja passando, ou sentindo, ou vivenciando, o importante é como você trabalha isso dentro de você.
Eu, um dia, pensei em criar um espaço para refletir; eis ele aqui. Um dia, pensei em retomar os estudos, terminar o ensino médio e adentrar uma faculdade; cá estou. Um dia, eu pensei, no outro eu fiz!
Talvez não seja assim tão fácil na prática, mas a verdade é que é bem por aí. Quando eu decidi que não iria mais dar ouvidos àqueles que eram “do contra” e acreditaria mais em mim, nossa, neste dia as coisas mudaram...
Posso não ser capaz de mudar o mundo, mas posso mudar o meu. Assim como você pode mudar o seu. E, olha, você pode.

As minhas ideias, as coisas que eu falo, como reajo numa crítica, sendo paciente... ser assim me faz um bem.
Tenho dedicado boa parte do meu tempo livre para me convidar a fazer coisas que eu nunca fiz (acho até que nunca pensei em fazer). Seja ir trabalhar por outro caminho, mesmo que demore mais; seja adquirindo conhecimentos sobre antigas civilizações; seja me dando mais créditos e me cobrando menos.
A gente costuma passar tanto tempo tristes, chateados, e as desculpas são sempre as mesmas. Uma briguinha no serviço; uma discussão em casa; um desentendimento com um amigo. E esquecemos que o que realmente importa não é nada disso.

O objetivo deste post, quando o comecei, não era bem definido, mas agora, me parece tão claro: Alegria de vida!
Vejo pessoas amargas, nós estamos ficando secos. Desprovidos de sentimentos que nos aqueçam. E isso faz um mal danado...
Vamos esquecer aquela mágoa, dizer adeus aquelas velhas lembranças, vamos limpar as gavetas e dar espaço para menos poeira. Menos volume pesado. Escavar dentro de nós e descobrir o que sempre nos fez bem. Se o forte é aquele que conhece o seu inimigo, o sábio conhece a si mesmo.
Vamos viver tudo aquilo que ainda não vivemos.

Vamos colocar óleo em nossas engrenagens e deixar essa vida menos dura. Isso está muito mecânico. Se a vida não lhe sorri, sorria você. Se não está bom no momento, faça ficar. É tudo uma questão de querer.
Pense. Queira. Faça.


[/ Pode ser que nem todo aquele que tentou mudar sua própria vida tenha conseguido, mas certamente, todo aquele que conseguiu tentou!]

domingo, 7 de março de 2010

Relatividade


[/ O que é absoluto? Quem sabe o que é absoluto, com absoluta certeza!? Se não existe ninguém absolutamente certo, tudo pode ser relativo?! ]


Desde quando eu criei o Blog, eu nunca fiquei um mês inteiro sem postar algo. Esse mês que passou - Fevereiro - eu não coloquei nada nada nada. Aceitei comentários e apareci aqui vez ou outra tentando escrever. Apenas tentando... lamento...

Quando criei esse espaço o propósito inicial era apenas por pra fora sentimentos, sonhos, confissões que eu já não era capaz de segurar comigo. Apenas comigo. Sou muito reservado, tenho uma vida simples e eu, no passado, não era de me abrir com ninguém; em momento algum; em lugar nenhum! Isso me angustiava às vezes, pois eu queria ser capaz de expor minhas ideias livremente e contar aos meus amigos sobre coisas que me consumiam. Sempre ouvi as pessoas, no entanto eu tenho o costume de me achar forte demais e querer aguentar tudo sozinho, sem me abrir e sem pedir ajuda. E isso complicava ainda mais a situação.

Sem querer procurar um psicólogo - apesar de ter pensado muito nessa ideia -, eu queria resolver esse problema, mais uma vez, sem apoio. Então veio a ideia do Blog: colocar num espaço virtual minhas vivências - que num primeiro momento seria secreto -. Fiz o Blog e não contei a ninguém. O tempo ia passando e eu escrevendo aqui tudo o que ocorria comigo, até chegar o momento de finalmente dar as caras. Deixá-lo público! A partir daí todos conheceram o Jonas, e dessa vez conheceram por mim. Pude constatar que o que acontecia comigo, acontecia com milhares de pessoas no mundo todo: momentos de solidão, momentos de tristeza, baixo auto-estima, dificuldades, questionamentos etc. A interação e o entendimento aqui transformaram a minha vida!

A princípio eu queria apenas me ajudar, aprendendo a falar mais, só que fui notando através dos comentários recebidos que eu estava ajudando outros. Com um conselho aqui, uma opinião ali, ao expor minhas histórias, algumas pessoas estavam se sentindo melhor. Isso me deixou extremamente feliz, porque se tornava uma mútua colaboração.
Então o Blog foi se reestruturando, mudando propósitos, agora com o intuito de atingir o coletivo e não apenas o eu. Essas transformações ocorreram paralelamente com um momento em que eu me transformava também. Aprendi a usar mais de mim mesmo em benefício de todos. Ser menos egoísta. Menos individualista. Deixei de ver apenas meu próprio umbigo e passei a me ver mais como integrante de um todo, como parte, como cidadão, como colaborador. E entendi que as coisas que aconteciam ao meu redor não só me atingiam indiretamente como eu também era co-responsável!

Hoje em dia algumas pessoas me encontram na rua e comentam como estou diferente, que estou mudado e dizem-me que não entendem essa mudança.
Não tenho a menor vergonha de dizer que sim, eu estou mesmo diferente. Sou outro Jonas. Tenho ouutras ideias e ouutras opiniões. Só que não digo que MUDEI. Não mudei minha essência nem minhas raízes; conceitos, ideais de vida e princípios são os mesmos de sempre. Eu me ATUALIZEI.
Reparem que uma atualização não é bem uma mudança; apenas é a transformação da versão antiga, corrigido os erros, aperfeiçoado as qualidades e descoberto novas funções; não é algo mudado, é algo reciclado.
Eu não sou o mesmo Jonas do ano retrasado. Não sou o mesmo Jonas do ano passado. Nem quero ser o mesmo nos anos seguintes. Porque eu me atualizei. E pretendo fazer isso sempre: aprender com os meus erros, fazer melhorias, descobrir novos talentos e ver essa vida com outros olhares.

Vejo pessoas que são sempre as mesmas coisas o tempo todo. Não consigo entender isso. Não consigo entender como uma pessoa pode ser sempre o mesmo, enquanto o planeta gira, a água corre, o vento se movimenta, enquanto nada no mundo é fixo. Estado permanente. Se tudo a nossa volta e até dentro de nós está em constante manifestação, se movimentando, se renovando, se transformando, não podemos ver a vida do mesmo jeito sempre. Me parece ilógico.

Se o objetivo desse Blog antes era um, hoje é outro. Totalmente transformado. Eu gostaria que vocês, leitores desse espaço, aprendam a ver a vida com outros olhos. Não digo para aceitarem as minhas filosofias como sendo suas. Não digo para comprarem a minha ideia. Mas para observarem. Apenas observarem. A gente sempre se afasta e crítica o novo, o que nos é diferente. Mas se procurássemos observar e tentar aprender...?
Não digo para mudarmos o que somos, pois sei que muitas pessoas pensam diferente, possuem outra cabeça e vieram de outro contexto, mas eu só gostaria que observassem. Tentem. Não para seguirem, ou admirarem, apenas para ver a vida com outros olhares. Existem tantas formas de se viver essa vida. Tantas... que na minha opinião só tem a perder quem não se lança a novos caminhos.

Num mundo de fatos, eu não tenho vergonha de dizer que sou um homem de dúvidas. Não sou um homem de respostas prontas. Sou um homem de perguntas! E o meu maior desejo é que a pessoas abram a mente para novas ideias, quebrem paradigmas e descubram maneiras diferentes de encarar a vida.
Quando estou numa situação que me parece incontornável, eu sei que amanhã acharei a solução que hoje simplesmente não enxergo. Eu sei que amanhã o problema não vai mudar. Mas eu vou! Amanhã o problema ainda estará lá para ser resolvido, no entanto eu já não o verei mais como antes. Eu terei outros olhares.

Quando passar por uma situação ruim, pense que essa dificuldade será para sempre a mesma, mas você não! Você tem escolhas.


[/ Questione-se. Quebre seus paradigmas. Busque maneiras diferentes. Há muita riqueza na diversidade. Assim aprenderá as muitas formas de se ver a mesma coisa e verá que nada é absoluto. Tudo é relativo! ]

domingo, 24 de janeiro de 2010

ENQUANTO EU RESPIRAR!


[/ Sabe quando você sonha muito com algo e realiza, quando você corre com todas as suas forças e alcança o que quer, quando você foi capaz de chegar além dos seus limites e percebe que sua energia foi suficiente, então enche seu pulmão num respirar sem fim e depois solta todo ar com uma imensa sensação de bem estar? É! É disso o que estou falando... ]


Mesmo com muitas dificuldades, a contragosto de muitos, chega um determinado momento na vida em que desejamos mudar. Cortamos o cabelo, mudamos o penteado, trocamos o estilo de se vestir e saímos de casa seguindo a nossa intuição. Nesse dia podemos tudo, falamos o que temos vontade, 'pensamos sozinhos'... tudo do nosso jeito. No começo os amigos se assustam, o mundo estranha, mas aos poucos notamos um sorriso aqui, uma admiração ali e sentimos como é bom obter o reconhecimento daqueles que amamos, por simplesmente ser nós mesmos. Ao passarmos por um carro estacionado, por uma vitrine de loja ou ver nosso reflexo no espelho quando escovamos os dentes à noite, nós vemos nosso próprio olhar. Aí não conta beleza, espinhas ou defeitos, aí, olho no olho, torna-se inevitável sabermos a resposta:

- Sou feliz assim do jeito que eu sou?

Um dia isso aconteceu comigo e foi exatamente assim. Não digo que tudo aconteceu num único dia, na verdade foi um processo. Mas foi um processo que eu não procurei evitar. Posso garantir que, ao chegar à hora do confronto no espelho, não existirá melhor sensação no mundo caso você realmente se veja refletido! É uma sensação ímpar, que nos faz encher o pulmão bem fundo...

Somos únicos e perfeitos, cada um de nós pode oferecer um espetáculo. Quando você entende isso, começa a se ver totalmente diferente. Você passa a se valorizar mais. Não permite mais que os outros te coloquem pra baixo, nem permite mais que os outros façam a sua cabeça. Tudo porque você já se conhece, se ama assim como é e sabe bem do que é capaz. Quando você entende isso, oferece a melhor parte de você ao mundo e em gratidão a vida te convida para assistir a melhor parte dela também.
Há tantas pessoas que assistem a vida, às vezes a própria vida, do último lugar da última fileira, mal podendo enxergar o que se acontece.
Eu posso dizer que assisto a vida, a minha vida, de camarote, no primeiro lugar da primeira fileira e, às vezes, a vida me convida a adentrar o palco e atuar na História!

Esse post me fez lembrar de um período da minha adolescência, meus 17 anos. Nessa época eu estava no Ensino Médio e durante uma aula de língua portuguesa criei um poema, que marcaria minha vida para sempre. Existem coisas que criamos, seja um texto, uma tela, uma torta, qualquer coisa, que nos retratam tanto, por mais que os anos passem sempre nos reencontramos nessas coisas. Esse poema é assim, não importa em que época eu o releia, eu sempre me identifico.


Será difícil, mas eu vou viver!

É difícil viver intensamente,
sem prévia autorização.
É difícil sonhar livremente,
quando nem a verdade tem razão.
É mais difícil sorrir com motivos de sobra para chorar,
não quero estar aqui se não poder curtir, viver e amar.

Quero um mundo sem novelas,
onde em meu conto serei o ator principal.
Quando assoprar as minhas velas,
preciso da paz de um dia de natal.

Vou longe, tão longe quanto minha perna me levar.
E levo comigo quem quiser se libertar.
Um dia volto, mas não para ficar,
porque ainda está pra existir alguém capaz de meus sonhos roubar.

E um dia, em meu epitáfio,
serei lembrado nas loucuras dos loucos.
Agora, preciso adormecer,
para amanhã reviver ainda mais forte!

(Jonas Souza, 2005)


Tenha muitos sonhos. Visões de um mundo melhor. Mostre a melhor parte de você ao mundo e enfrente as opiniões dos outros. Aprenda a debater as suas ideias, lutar por suas verdades e não se perder. Aos poucos, sem que perceba, já deixou de assistir e passou a atuar na vida.


[/ Você é capaz de mudar o mundo a partir do seu ponto de vista! Isso não vale a pena? ]

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Lótus


* Para os budistas, pelo fato de brotar e se desenvolver em águas lamacentas e turvas e, ainda assim, manifestar delicadeza e fragrância, a Flor de Lótus é o símbolo da pureza. Também significa tranqüilidade e uma vida distinta e sagrada.

[/ O ano novo já começou e me parece que meio calado. Parece um ano que promete muitas coisas a todos, mas, como minutos que antecedem um grande ato, sinto o ano observando. Se preparando como uma locomotiva ganhando força... ]


Eu sempre me vejo batendo na mesma tecla ao me deparar com o mesmo erro...
Na minha opinião, nós não somos robôs e por mais que sejam criadas novas tecnologias, existem coisas que não tem como mudar. Como nós mesmos, seres humanos! Isso mesmo, humano...

Ao longo dos tempos estamos esquecendo de que o sofrimento é inerente à nossa condição mortal e que o mundo não é um conto de fadas.
Alguns países, como o Brasil, são campeões em receitas médicas. E pior, algumas pessoas se automedicando à vontade. Isso me assusta mesmo. Há remédios que dopam, dá sono, enganam a dor e faz com que a pessoa se engane, tendo uma sensação de ‘‘paz’’ (bem entre aspas!). Mas que sensação de ‘tranquilidade’ é essa que nos tira da realidade??

Nós estamos nos acostumando com fugas porque nos desacostumamos com a dor. Dor essa que faz parte; como aquela azia depois de uma comida que não caiu bem; como aquela dor de cabeça por uma noite mal dormida; como as oscilações de humor naturais. Ansiedade faz parte. Tristeza faz parte. Depressão, às vezes, faz parte. E, para quem não sabe, na maior parte das vezes, a dor é um modo que o nosso corpo utiliza para sinalizar algo. Então, quando não entendemos o que o nosso organismo quer e precisa realmente e tomamos algum medicamento sem nenhuma orientação médica, nós estamos maquiando algum problema. Que pode ser sério.

E a coisa é mais séria do que parece. O nosso padrão de vida atual é tão cruel e competitivo que nós não aceitamos o menor nível de descontentamento. A busca do dinheiro, estética e status a todo custo. Quanto mais temos mais queremos e quanto mais queremos mais gastamos. E na menor sensação de abatimento, a válvula de escape é sempre um vício. Alcoolismo. Consumismo. Remédios. Dormir para não encarar a realidade. Medicar-se para enganar a dor.

Eu não sou sadista ou masoquista, dizendo que devemos sentir dor; muito menos acho que deveríamos parar de tomar remédios. O fato é que nunca se deve tomar nenhum medicamento sem prescrição médica! E que qualquer tipo de fuga, na hora de enfrentar uma situação problema, é alimentar o fogo!
Precisamos compreender, de uma vez por todas, que somos seres humanos. Oscilamos. Os dias não são sempre iguais, nem nós. A gente muda. Descontentamento não é o fim do mundo, nem acharemos o paraíso no fundo do copo. Precisamos aprender a controlar nossos demônios, nossas angústias e entender que não somos perfeitos. Somos imprecisos e inconstantes, porque, via de regra, Não somos Máquinas!

Quando eu vivo um problema, a primeira coisa que eu faço é ‘ficar em mim’. Equilibrado. Nada de fugir da situação nem fingir que nada acontece. Aí com as mãos firmes nas rédeas, eu foco no problema pra valer, sento e converso comigo mesmo e tento ver o enigma por vários parâmetros. Se for algum problema físico e os sintomas persistem, o primeiro caminho é um médico. O segundo passo é meu corpo e eu. Eu não sou o super-homem, mas na minha opinião, se teve uma entrada tem uma saída. Eu sempre acredito que tudo tem uma solução, não importa o problema, e, por mais que doa, custe energia e custe força de vontade, mais dia menos dia eu encontrarei uma resposta. E eu preciso estar são para entendê-la.

Nesse momento existem famílias com entes queridos doentes. Pessoas passando pelo dolorido processo de uma separação. Têm pessoas que sofrem por limitações físicas ou psicológicas. Há aqueles passando por sérias dificuldades financeiras. No entanto a grande maioria encontra nas suas limitações e na dor das suas histórias um motivo a mais para continuar a viver. Pessoas essas que levantam todo dia motivadas a viver melhor e descobrem a incrível capacidade do ser humano de se superar.

Faça do seu problema uma ponte e não uma barreira. Problemas não é o fim do caminho. Não significa que você é um fracasso. É só uma oportunidade para você se superar e crescer. Para evoluir.

Você prefere viver de olhos fechados ou abrir os olhos?? Pense bem.


[/ O sofrimento é como uma fera, sobrevive se você o alimenta. ]