domingo, 19 de julho de 2009

AUTOBIOGRAFIA: Na Linha de Frente!


[/ Vou fazer uma autobiografia.
Esta é a primeira vez que contarei abertamente sobre minha história, poucos sabem; não tem nada de escandaloso ou ilegal, mas momentos de profundas mudanças e valiosos aprendizados ]


Oi...
Eu não sei quem está lendo essas linhas, então me apresentarei: Meu nome é Jonas Aparecido de Souza e cresci no interior de São Paulo. Fui sempre uma criança reservada. Me lembro de fazer grandes reflexões e passar horas e horas absorto olhando para o céu. Optava por me isolar, ter poucos colegas e viver entre amigos imaginários. Isso causava muito estranhamento nos meus pais, que chegaram a pensar que fosse autismo.
Têm coisas que não saem da minha cabeça, e do coração, tais como: subir no telhado durante as madrugadas, tomar banho de chuva e roubar goiabas no vizinho.
Mesmo tendo uma infância sadia e até que normal, meu pai sempre deixou bem claro o quanto eu tinha que estudar – isso não era muito saudável -. Eu já não sabia o que era o amor ao conhecimento, pois fui obrigado a ser sempre o melhor! Para o meu pai só existia dois: o que vence e o que perde. Quando fazemos algo apenas para agradar alguém, que não a nós mesmos, as coisas ficam meio estranhas – eu procurava a todo custo corresponder às expectativas dele -.
Minha casa parecia um quartel. Minha mãe trabalhava demais, dentro e fora de casa. Meu pai parecia um general. Eu, o soldado dele que tinha a missão de salvar os outros! Tenho um irmão, três anos mais velho, que não foi metade do que fui cobrado: meu pai me corrigia até nos pingos dos ‘is’!
A infância foi uma época difícil pra mim, mas, como tudo, eu sabia que uma hora ia passar, aguardei impacientemente...

Cheguei na adolescência e um desejo de liberdade gritou forte dentro de mim, ecoando por todo lado. Aos quatorze anos foi o auge da minha rebeldia: bati de frente com meus pais, meus professores, com o mundo e qualquer regra que me era imposta à grosso modo!
Neste momento da minha vida, eu não me reconhecia. Fiz coisas por impulso. Vivi intensamente. Corri grandes riscos. Levei tombos épicos! Mas aprendi, também! Fui um rebelde sem causa, um tolo na verdade.
Foi na adolescência que enfrentei meu pai pela primeira vez e afirmei minha personalidade! Certo dia pedi pra eles pra ir numa festa local. Meu pai não deixou – e minha mãe nada falava -. Então, eu disse que daria um jeito de ir assim mesmo. Meu pai tentou me barrar de todas as formas (de todas as formas!). Lembro-me de apontar o dedo na cara dele e dizer: ‘Pai, a partir de hoje vou trabalhar e ajudarei financeiramente em casa no que precisarem, mas quero saber: qual o preço da minha liberdade??”. Tremi como nunca. Meu pai respirou fundo, olhou firme nos meus olhos, na certeza que não mais conseguiria me conter, e disse: “Faremos um acordo: a partir de hoje você irá trabalhar, sim, mas não quero um centavo teu pra pagar minhas contas. O seu dinheiro terá que ser usado pra pagar estudos que você realizará!”.
Meu pai não podia ter me dado um castigo pior. Eu estava numa fase rebelde, indo muito mal na escola, mau comportamento, tudo que eu menos queria era estudar mais. No entanto, aceitei! Fiz curso de Inglês, Informática, Contabilidade, Recursos Humanos, Técnico em Administração... Sobrevivi! (rs) E, hoje, agradeço a ele por tudo isso.

Quando completei dezessete anos, meu pai me disse: “Hoje pedirei demissão no meu trabalho e, daqui pra frente, eu quero que seu irmão e você assumam a casa”. Meu irmão, explosivo e cabeça-dura, por raiva pediu demissão na semana seguinte! Ele dizia que se meu pai não queria trabalhar, ele também não ia.
Aos poucos vi a casa desabando sobre nós! Aluguel caro e contas pra pagar se acumulavam, enquanto a geladeira vazia. Minha mãe? Ela estava afastada pelo INSS, tendo o salário ‘preso’ por alguns meses (‘ burrocracia ’ desse país). Eu vendo aquela situação tomei uma atitude. Eu, pelo trabalho, já tinha parado de estudar e não concluído o Ensino Médio, consegui mais um emprego. E depois mais uns extras* (*serviços legais e honestos! Fui ser balconista de pizzaria, trabalhei como garçom, fui até cozinheiro. Juro!). Com dois empregos e alguns extras consegui equilibrar as dívidas com maestria e manter, com um certo conforto, minha família. Nunca trabalhei tanto. Acho que nem dormia!
Meses depois meu pai faleceu. Meu mundo desmoronou! Só que vi minha mãe caindo aos poucos e percebi que eu deveria ser mais forte. Peguei o leme mais uma vez e dele não soltei mais! Desde então, sou companheiro para minha mãe. Pai para meu irmão. Irmão para minha tia. E filho para minha avó. Passo a passo, firmemente, cheguei à Universidade. E estou aqui hoje pra dizer para quem estiver lendo estas linhas: QUE VALEU A PENA!

Às vezes sinto que minha vida toda foi um treinamento para o meu momento atual. Eu posso dizer que tomei a liderança nos momentos cruciais, porque mais ninguém se manifestou. E é o que mais vemos: a casa caindo e todo mundo assistindo!
Sempre ouvi de todos que sou muito determinado. Sempre fui elogiado pela minha força de vontade, garra e persistência. Essas pessoas me olham como se eu não fosse um ser humano normal. Como se eu nunca esmorecesse, não chorasse e não passasse por momentos de indecisão – como todos! -. Quero desmistificar essa imagem, porque não sou um robô, mal sabem como sofro de insegurança. Eu sou completamente indeciso e inconstante. Tenho momentos de solidão, onde eu choro e me dá uma baita vontade de jogar tudo para o ar. Mas sabe aonde me seguro? EM MIM! Eu entendi que não posso me garantir através dos outros. A nossa vida só pode e deve permanecer em nossas mãos, pois assim podemos controlar de verdade e porque fora delas torna-se perigoso. Eu posso até ser inseguro, mas não tenho medo de viver, porque minha vida sempre está em minhas mãos. E no dia que ela se for, terei o prazer de saber que morri lutando, ouvindo e levando os primeiros tiros na linha de frente de batalha!


[/ Não tema a vida. Porque a vida não temerá você! ]

terça-feira, 14 de julho de 2009

A vida é um teatro ?


[/ Boa sorte pra você !]


Hoje aconteceu algo que me deixou triste; uma colega de trabalho, e amiga, foi demitida. Não vou negar que ela cometeu algumas falhas seguidamente, mas acho que não deveria ser ela a despedida no momento, têm pessoas naquela loja que mereciam mais!
Eu me sinto cansado às vezes; cansado de tanta coisa que eu observo e finjo que não vejo; que eu escuto e finjo que não ouço, pra manter um ‘ bom convívio ’; coisas essas entaladas na minha garganta, feitas na frente de todo mundo, que ninguém nunca comenta, e isso me consome aos poucos por dentro, porque acho inadmissível: pessoas que faltam ao trabalho por uma ‘doença fantasma’ sobrecarregando serviço em quem fica; gente que diz ‘Bom dia’ com tamanha falsidade que, no minuto seguinte, é capaz de tudo (de tudo mesmo!); pessoas que não ‘ se situam ’ e agem como se suas ações não interferissem no meio; são pessoas assim que emperram a vida das outras, atravancando o fluxo das coisas, provocando uma cadeia de desencontros e desentendimentos.

Essa minha amiga foi embora magoada, porque confiou em pessoas que ela não deveria ter confiado – palavras dela -. É assim mesmo, a gente só é trapaceado por pessoas que se diziam nossas amigas, pois é preciso estar bem perto para nos derrubar. E só amigos são capazes de tal aproximação.
Mas como eu insisto em dizer-me: um sono tranquilo não é pra quem quer e o mundo sempre gira! Um dia a máscara cai.

Agora o clima lá ficou tenso. Todos pouco falam. E ninguém sabe de nada. Me deparar com a lei do mais forte, onde quem grita mais alto tem a razão, pra mim é o fim do mundo. Quer dizer... é o começo, quando não existia democracia, nem lei, nem Justiça!


[/ mas a de Deus existe! e Essa não falha!]

Não se vive, se sobrevive, quando se fica fora do fogo!


[/ muitas pessoas estão acessando o Blog, não reparem na bagunça, hein! rs rs rs ]


Durante algum tempo venho observando um certo comportamento nas pessoas: o conformismo (Isso me irrita). E me peguei também em alguns momentos agindo assim. Passei dias analisando e me perguntando o seguinte: é mais fácil cruzar os braços? Qual é o medo?
Vira e mexe, ouço frases como: ‘isso não é bem o que eu queria pra minha vida, mas está bom’, ‘queria que fosse diferente’, ‘eu acho que não consigo’, ‘ah... tá bom assim’ e por aí vai. Olha como essas frases têm um tom de desânimo e são carregadas de fracasso. Não tem como ouvir frases assim sem cair num abismo de pessimismo logo em seguida.
Quando eu me pego nesse redemoinho, imediatamente paro o que estou fazendo. Paro. Respiro. Automaticamente vou reconstruindo tudo de novo: os pensamentos, as falas, as ações. Porque isso pega! É sério. É preciso lembrar que eu sou meu maior aliado e não vou ficar me boicotando, não resolve me condenar nem me conformar com o problema, porque se quero encontrar uma saída eu posso, sim! Por que não?

Recentemente andava muito cansado fisicamente e com fortes dores nas costas e no joelho. Receoso fiz exames de raio-x e constou: escoliose dorsal e ‘joelho desgastado’. Já esperava por tudo isso e confesso que não fiz muito pra me prevenir. Trabalho tanto, mas tanto naquela loja...
Provavelmente terei que fazer fisioterapia, tomar alguns remédios e evitar esforço físico por algumas semanas - já estou deduzindo que estas serão as recomendações do meu médico -.
De início fiquei com medo do futuro, comecei imaginar e deduzir as coisas e logo me vi pior; pois pior que estar mal por fora e estar mal por dentro. Tão logo que cai em desespero comecei buscar alternativas. E quem não pegou em mãos o laudo do meu médico e não ficou sabendo deste assunto, nem nota meus problemas porque eu não me entrego. E quando recebi a notícia ainda fui correr pra relaxar!
É certo ouvir as recomendações dos médicos, repousar e se cuidar. Só não é justo consigo mesmo se fazer vítima frente uma situação que poderia ser passageira.
Se algo não está me agradando, eu me manifesto. Respeitosamente, educadamente, de forma justa, mas tomo atitude. Ouvi e respeitei o meu corpo, mas jamais eu daria campo ao medo. Porque o medo consome. Ele trava e se aloja, e como um vírus vai se generalizando. Com o tempo, você não é capaz de fazer nada naturalmente e vive ansioso. Aí sim, eu cairia se desse ouvido ao meu pessimismo agindo.
Hoje estou muito bem. Não sinto dores nas costas, mas sei que o problema está lá. Ele e eu teremos que aprender a conviver, porque não vou cruzar os braços!


[/ Quais os seus medos? Não está na hora de enfrentá-los?! ]

domingo, 14 de junho de 2009

O Sol está ao alcance das suas mãos!


[/ acordei, agora são exatamente 4h34 da manhã e sei que não vou mais conseguir dormir porque meus pensamentos não me deixam. Então vou ficar acordado para ver, daqui a pouco, o Sol nascendo, e até lá estou eu aqui no pc com mais uma xícara de café nas mãos ouvindo Bubbly da Colbie Caillat...]


Ontem tinha tudo para ser um sábado normal: acordar cedo, ir trabalhar, voltar e ir dormir. Seria assim se eu tivesse ido trabalhar, pelo menos. Na verdade eu até fui – ao menos meu corpo foi -.
Perdi a conta de quantas pessoas perguntaram em que mundo eu estava. Fiquei off o tempo todo, mas minha mente continuou online. Alguns chegam a perguntar como são esses momentos de autismo e eu respondo: ‘deliciosamente perturbador, porque quando eu quero ir pra lá simplesmente não consigo e quando preciso ficar aqui estou preso lá’. Fico, então, entre o fio tênue que separa a realidade de um adulto e a fantasia de uma criança. Por isso oscilo entre momentos que sou muito firme e duro com momentos que sou inocente chegando a ser bobo. Antes de me entender, compreender e aceitar que sou assim, que já tentei mudar mas não consigo, tive sérios problemas por dispersar demais em momentos cruciais.

Mas só até eu perceber que essa ‘falha’ podia ser lapidada e bem trabalhada; e o que me prejudicava podia me ajudar, se eu aliasse o que me ‘desfavorece’ com algo que me destaco. Então, aliei essa dispersão com minha criatividade que foi dando lugar à imaginação que, quando bem usada, é fonte de sucesso. Momentos de autismo deram início a ótimas reflexões, que aliado a minha determinação foram o gatilho das minhas conquistas. E consegui muito prestígio por esse diferencial.
Assim, com o tempo, eu fui notando isso nas pessoas também: alguns reclamam que são mais lentos, menos audaciosos, mais impulsivos, mais críticos e, no entanto, se esquecem que ninguém é igual mesmo. E é aí que ganhamos força: na diferença! Pense: se eu tenho características que mais ninguém possui, faz de mim único naquilo. E se eu trabalhar bem essas áreas, a fim de personalizar e objetivá-las encontrei um mar aberto de infinitas possibilidades à minha frente. Cada pessoa tem um mecanismo diferente para todas as funções: todos podemos olhar para o mesmo quadro, mas jamais existirá a mesma análise; um se prenderá no amplo, outro nos detalhes, outro nas cores, outro nos formatos, outro nas idéias, e assim vai, porque existem múltiplas formas de olhar pra vida.

NO QUE VOCÊ É BOM?

Primeiro de tudo, descubra qual é o seu mecanismo. Como você age e reage nas mais diversas situações da vida. Você mais que ninguém se conhece. Sabe onde estão seus pontos fortes, quais são suas características menos acentuadas e como você as opera. Depois pratique o que você é bom e tenta conciliar com aquilo que tem dificuldade, a fim de atingir o melhor de você, pois o seu maior potencial provém das duas partes juntas - uma coisa irá equilibrar a outra -. Lembre que somos metade sagrada metade barro! Ninguém é isento dessa força de criar.
O caminho é compreender que cada um é um caminho. E só poderá entender isso quando estiver em paz consigo mesmo. Se entenda. Se conheça. Pois as chaves para abrir aqui fora, já estão dentro de você!


[/ eu vi o Sol nascer com tudo! Com sede de brilhar. Lembre: você pode se esconder do Sol, mas ele jamais poderá se esconder de você! Para os que querem seus raios haverá sempre luz! Bom dia!!!]

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Os Desígnios de Deus


[/ está um friozinho bom hoje. Como estou de férias da universidade, aproveitei pra ir correr um pouco enquanto ouvia música – me desligo totalmente nesses momentos -. Jantei e vim para cá com uma aconchegante xícara de café ^^]


Um dia conversando com uma amiga, ela me deu um tema de post: os desígnios de Deus. Oras, quer tema mais interessante que este?
Confesso que, a principio, eu não sabia o que escrever sobre isso. Porque, pasmem talvez, eu não sei se acredito piamente em destino. Me parece tão cômodo aceitar que sou um mero personagem da vida sem autonomia, vivendo a mercê da sorte. Não sei se é bem por aí...
Então me dediquei ao máximo a colher informações sobre esse tema. E levou dias! Pesquisei em livros, em sites, conversei e analisei opiniões de pessoas mais velhas; e, num destes sites, encontrei o Blog do Paulo Coelho, onde ele fazia reflexões sobre esse assunto. O Paulo Coelho, em seu Blog, escreveu uma fábula sobre uma lagarta que vivia reclamando com Deus por ser lagarta. Até que um dia a natureza pede que ela construa um casulo, e ela acha que será seu túmulo. Dias após, para sua surpresa, se torna uma linda borboleta – o que ela tanto pedia para Deus: voar.

Eu acho que Deus tem, sim, um plano para cada um de nós, mas, não somos limitados a este plano. Somos metamorfoses únicas. Onde entra o livre arbítrio?
Creio na capacidade humana de criar. Na capacidade humana de evoluir e de se superar, independentemente do quão difícil esteja a vida. Somos animais racionais, dotados de sentimentos e com uma capacidade instintiva de superação. Deus não nos poria aqui para sofrer. Penso que nosso destino é traçado nos momentos de decisões, e a partir daí - e somente daí - uma série de consequências começam acontecer no universo – seria talvez o famoso efeito borboleta.

Não sou cético – respeito quem seja -, sou católico e tenho fé em Deus. Mas eu vejo muito, e não é de hoje, pessoas que depositam tudo em Deus. Se sofrem, o culpado é Deus. Se estão desempregadas, o culpado é Deus. Se estão com dificuldade financeira, doméstica ou no relacionamento, o culpado é Deus! Se nada em suas vidas der certo, o culpado será Deus??
Aí essas pessoas vão às igrejas, assembleias, cultos e oram, choram, crentes que só isso irá mudar suas vidas.
Ir à igreja orar, louvar e se emocionar é válido – diria até necessário -, agora... sair de lá sem pôr em prática no dia-a-dia tudo que o padre ou o pastor pregou não adianta em nada. Serei um bom filho de Deus somente dentro da igreja?
Uma pessoa saudável, forte, sã, que tem tudo para mudar seu cenário de vida, mas prefere se acomodar e jogar a culpa num destino desprivilegiado ou num Deus cruel está totalmente equivocada. Concordo que emprego não está fácil de encontrar e que, algumas pessoas, têm menos oportunidades. Concordo, também, que para alguns essa nossa sociedade capitalista e preconceituosa tende a fechar portas. Mas, isso Não é Fator Determinante. Pois o que justifica então, jovens moradores de favelas chegarem a uma universidade? Concluí-la... O que justificaria tantos casos de pessoas que deram a volta por cima? Justifica o gosto por superar, se superar. O gosto pelo conhecimento. A vontade de crescer. A determinação de não se dar por vencido.
Do meu humilde ponto de vista, é isso que Deus quer de mim: não me dar por vencido!

E eu nunca me dei por vencido pra quem acha que a minha vida foi fácil. Nunca foi! A vida toda estudei em escolas públicas, nem por isso preferi culpar o governo pela má educação, estudei e ‘eu fiz a minha escola’.
Meus pais não tinham condições de me dar um tênis um pouco melhor ou comprar um número maior de roupas, mas nem por isso preferi culpar Deus por nossa pobreza, eu fui trabalhar!
Quando eu notava algum obstáculo eu não reclamava, eu continuava meu caminho com persistência e resignação.
Eu fiz uma escolha: preferi estudar, trabalhar e ter força de vontade, nunca aceitando nada que vinha muito fácil.
Se hoje sou um homem inteligente, sempre comprei as minhas coisas e ainda ajudei e ajudo financeiramente minha família é porque em nenhum momento eu quis me dar por vencido. Parece mais fácil esperar o tal dinheiro cair do céu ou o dinheiro que dá em árvore como ouvíamos dos nossos pais; só que eu prefiro ir atrás dos meus objetivos a esperá-los chegar!


[/ se você acordou pela manhã, abriu os olhos, respira fundo e agradece, porque você está vivo! Então vá a luta, porque você tem um dia inteiro pela frente para construir o seu destino]

terça-feira, 2 de junho de 2009

Hummnnn...


[/ que frio, que frio, que frio! Antes de começar este post, vou pegar uma xícara de café lá na cozinha (1 minuto...) rs Voltei! – servido? rs – vamos lá...]


Minutos antes de começar um post, acreditem se quiser, eu nunca sei bem o que irei escrever. Fico ‘bolando’ ideias na minha cabeça durante dias, formatando textos mentalmente, buscando inspirações, imaginando como ele ficaria pronto, selecionando assuntos interessantes – e verídicos -, mas, na maioria das vezes, quando começo criar o post, tudo vai saindo diferente. As ideias espalhadas ganham foco. A inspiração que antes não vinha aparece do nada. As palavras vão ganhando vida e tudo vai se desenvolvendo sozinho. Essa é a ‘mágica da vida’: no fim dá tudo certo. Tudo, tudo, tudo que acontece no meu dia-a-dia me ajuda na criação de um novo post, como: um cheiro familiar que passou no ar de repente, a música suave vindo do outro lado da rua, no senhor entediado de bicicleta, na criança alegre que entrou na loja onde trabalho, num rosto triste e cansado, numa paisagem singular... Tenho apreço por coisas cotidianas. Eu não gosto de rotina, nunca gostei, mas gosto da vida diária – que é uma caixinha de surpresas -. Você lembra como foi seu dia ontem? (pense...) Como ele foi hoje? Como ele seria amanhã? Como ele será amanhã? Note que tem diferença...
Você pode ver beleza aonde não tem para os outros. Você cria o seu mundo! Onde nele tudo é válido. Porque a beleza vai te acompanhar aonde for, ela está em seus olhos. Quem vê maldade em tudo, se irrita com tudo, nada tem paciência, tudo crítica e nada compreende vive doente. Fadigado. São pessoas coléricas, a ponto de um infarto a qualquer momento. Pra quê? isso tudo vale a pena mesmo?
Agora quem aproveita com bons olhos a vida, levanta bem humorado, recebe com ‘Bom Dia!’, conversa com entusiasmo e trabalha com maturidade os problemas vive muito melhor. Sadio. Sempre disposto. São pessoas que se parecem com uma criança nos primeiros passos: já sabem que vão cair, mas já aprenderam a levantar!
Pessoas de bem com a vida são mais produtivas. Ninguém gosta do ‘reclamão’, da ‘mal-humorada’, do ‘preguiçoso’, da ‘pessimista’... a gente se aproxima de quem é alto astral e nos passa força de vontade, por mais que a vida esteja difícil.
Não planeje tanto a vida. Se importe, em primeiro lugar, em vivê-la. A gente passa tanto tempo pensando em coisas que nos desviam do nosso bem-estar. Seja carreira profissional, família, estabilidade financeira, relacionamentos. Não que esses fatores sejam menos importantes, mas quando a gente entende que a vida acontece, com ou sem nós, tiramos um enorme peso das costas. Não somos responsáveis por tudo! Não se cobre tanto. Relaxa um pouco, a vida não precisa ter esse pesO! A vida foi feita para curtirmos cada momento com calma, com prazer, de forma única.
Então, se presenteia com coisas especiais – e isso passa muuuito longe de dinheiro -. Se dê uma tarde/noite/dia de folga. Leia um livro, assista um filme, prepara um prato, mecha com terra, escreva um poema, saia dar uma volta, conversa com seu cão, ou, simplesmente, só você e você. Ali, no seu canto, com as suas coisas e seus pensamentos. Se permita uma pausa. Um descanso. Você não vai morrer nem o mundo vai acabar se você disser: “ MUNDO, HOJE EU NÃO TÔ! ” =)


[/ como seria seu dia amanhã?? ] (ih, eu acho que o café esfriou! rs rs) x]

quinta-feira, 28 de maio de 2009

WAKE UP!


[/ me sinto cada dia mais renovado, porque meu aniversário está chegando e sei que nesde dia eu sempre renasço! ]


Não sei se você já percebeu, mas tudo na vida tem um tempo certo para acontecer. A gente solta uma bexiga no ar e espera que ela volte em nossas mãos. Só que não é bem por aí... felizmente ou infelizmente. Durante toda minha vida bati de frente com o mundo! Em alguns momentos da minha jornada, o tempo foi o meu guerreiro fiel; noutros, um tirano que me enfrentou ferozmente; me derrubava e eu levantava. Nunca entendi esse meu desentendimento com coisas pré-estabelecidas. Me dá ânsia só de me imaginar conivente a submissão. Sei que Eu tenho o meu tempo. E desde sempre foi assim. Tempo para resolver um problema. Tempo de ficar sozinho. Tempo de dar risada. Tempo de chorar calado e sofrer no meu canto. Tempo de ‘viajar’ – ainda que em mim mesmo -.
Eu sei que às vezes acabo magoando e chateando algumas pessoas por eu ser assim... nunca fiz por maldade. Um dia eu estava conversando com a minha mãe sobre isso: por que tudo tem que ser no meu tempo?
O que minha mãe me disse:
“- Jonas, eu e natureza queríamos que você nascesse de nove meses – como é o recomendado -. Mas VOCÊ quis nascer de oito meses! Fui às pressas para o hospital mais próximo, porque você queria nascer logo. E como chutava. Daquele momento em diante, eu entendi que você vinha no seu tempo, nem antes nem depois, e eu teria que respeitar. “

Eu tenho o meu tempo! Nem me mostrem relógios com horas marcadas, porque não sigo um único caminho. Eu não mando em nada, em ninguém, em momento algum, em lugar nenhum, mas mando em mim! E no meu corpo mais ninguém controla. Tenho que respeitar os Meus apelos. Prefiro me dar ouvido a nadar a favor da maré só para aparecer bonitinho na foto.
Vejo muitas pessoas que vão conforme o fluxo, dançando conforme a banda, mecanicamente, sem questionar nada, e se matando um pouco por dia. São pessoas que não estão felizes, odeiam como agem, suportam seus falsos amigos e, mesmo assim, continuam ‘empurrando’ uma vida artificial e medíocre, sem autenticidade alguma, sem tentar mudar nada, crentes que estão bem.
Não sou perfeito, mesmo! Nunca tive a menor pretensão de me candidatar a “último biscoito do pacotinho” ou ‘o sabe tudo’, só que eu banco as minhas decisões. Eu sustento minha personalidade aonde eu estiver, perante quem for e não mudo para agradar. O pior erro que o ser humano pode cometer é querer agradar as pessoas só para ser aceito. Vejo tanto isso. Tenho um certo desprezo, porém respeito quem gosta ou prefere se exercer dessa forma. Eu, não! Meus ‘não’ têm sabor de não. E meus ‘sim’, também. As consequências de me ouvir são melhores que me render ao sistema. É difícil no começo impor nosso jeito de ser, só que com o tempo a gente nota que é melhor termos personalidade e afirmarmos nossa postura. Isso é ter Atitude. Originalidade! Somos únicos e não genéricos.

Eu aprendi que a vida não é tão difícil. Alguém sábio disse isso: “Deus não escolhe os capacitados, Ele capacita os escolhidos”. O Sol nasce todo dia e ele não escolhe para quem vai brilhar.
Se sempre soubemos que cada ser carrega o dom de ser capaz de ser feliz, por que não tentarmos mudar? [/ e isso vale pra mim!] Por que se acomodar com a situação, temer uma mudança, ou acovardar-se diante do futuro?
Converso com algumas pessoas, seja no ônibus, no trabalho ou na faculdade, e vejo o medo que elas têm do pioneirismo. Do radical. Medo do incerto. Não consigo entender por que se prender tanto ao tradicional por medo ou insegurança do novo. Nunca fui de ir à sombra dos outros. Eu abro os meus próprios caminhos. Se cair, levanta, oras, ninguém é de ferro. Só que ninguém é de vidro, também. Eu acho que quando a gente tem um 'click' e desperta, começamos perceber que tudo isso é só por um tempo, uma hora isso tudo vai acabar, então, tudo vem com outro peso, a gente começa relevar muita coisa, tratar melhor as pessoas, fazer valer nosso jeito e ser felizes. Tenham um 'click'. Despertem, antes que seja tarde.

O que parece incomodar essa sociedade atual é existir pessoas que bancam suas próprias decisões e vão a luta com garra para perder com classe ou vencer com ousadia.
Eu posso ser como sou, mas jamais serei como quiserem que eu seja, porque sou um ser oscilante e não uma massa pra molde!


[/ quem toma as Suas decisões, você ou o seu meio? Dê uma olhadinha no espelho e veja se está respeitando as suas vontades!]

domingo, 24 de maio de 2009

Círculos na Janela


[/ Aaaooo, o frio chegou! a época do ano que eu mais gosto é essa: cafezinho, um livro e uma música fecha o ambiente... ^^ ]


Acho que no inverno as pessoas ficam mais introspectivas. Elas se tornam mais observadoras. Andam mais rápido, com olhares distantes... Há nesta época do ano sempre um ar de mistério – já notou? -. Chego perto das janelas de casa – sempre embaçadas – e fico desenhando no vidro, ao mesmo tempo em que admiro a chuva finiiinha cair: me parece um convite à reflexão... espetáculos imperceptíveis aos olhos mais desatentos. Então... minha mente voa...

Comecei ler um livro do August Cury, O Futuro da Humanidade – A Saga de Marco Pólo. Um livro totalmente realista, com uma atmosfera psicologicamente tensa, densa; este livro tem mexido muito comigo, despertou alguns antigos fantasmas...
[/ vou aproveitar esse gancho para explicar algo; não foi uma nem duas pessoas que já comentaram comigo que remexo muito meu passado. Que sou nostálgico demais. Que meu Blog só têm memórias. E que não vivo meu presente, pois, de acordo com essas pessoas, meu presente parece reflexo do passado. O que eu tenho a dizer a respeito: não sei porque faço isso! Faço. Tenho consciência, mas Não consigo evitar. Não sei se não vivi tudo que queria ter vivido, ou eu era mais apaixonado pela infância, ou se sou anormal, ou autista. Simplesmente sei que vira e mexe estou eu ‘viajando’. Tudo, tudo, tudo eu comparo com antigas experiências. Minha memória é uma navalha! Eu guardo tudo – inclusive mágoas -. Não sou perfeito e respeito o jeito de todos! ].

Às vezes sinto que fico rodando a mesma volta, dançando as mesmas canções num círculo sem fim... então, quanto mais me perco em mim, mais necessito perguntas; e quanto mais pergunto mais me perco... destinos desenhando espirais [/ como os que faço no vidro embaçado... ]

Minha net voltou a funcionar ontem. Não aguentava mais ficar indo em lan-houses. Aos pouquinhos estou colocando minha vida ‘virtual’ em ordem: respondendo os recados do orkut, enviando email, retornando usar o msn, entrando com mais frequência aqui no Blog e podendo postar mais rápido.


[/ agradeço quem teve paciência! ]

domingo, 10 de maio de 2009

O Telhado


[ Já faz tempo que estou me cobrando escrever algo aqui...
...e aqui estou eu ]



Vou começar este post com a seguinte pergunta: Você prefere viver cansado ou morrer pra descansar?

Prefiro viver. Posso estar cansado, mas estou vivo! Minhas dores de cabeça voltaram, tenho trabalhado bastante e notei que o tempo está passando rápido. Um dia li a frase: 'os dias são longos e os anos curtos'; hoje entendo o que significa.
Terminei de ler o livro Onze Minutos do Paulo Coelho. Fascinate. Tem tudo a ver com o momento que eu estava vivendo a um tempo atrás. Do meu ponto de vista, este livro ensina que não podemos obrigar a primavera ficar para sempre em nossas vidas; podemos apenas pedir que venha, abençoe-nos com sua esperança, e fique o máximo de tempo que puder. Li, em seguida, outro livro do Paulo Coelho: O Monte Cinco. Retrata meu momento atual. Tenho olhado para trás e visto que cometi diversos erros com Deus. Eu, que advirto tanto: preste atenção nos sinais, não quis enxergar o óbvio. Nos últimos meses, Ele me enviou dezenas de sinais para demonstrar que algumas coisas que eu estava fazendo não era certo, que não ia me fazer bem, que eu deveria parar. Não dei ouvidos. Não quis enxergar. Eu não quis nem sentir. O resultado disso foi o Inevitável - como com Elias, personagem do livro O Monte Cinco -. Deus é nosso mestre, somos alunos Dele, e chega um momento que é necessário nosso professor nos testar. Não é errado lutarmos com nosso professor. Travei A batalha. Sai dessa. Pronto pra outra! E como ensina no livro, fui abençoado com um nome: Determinação!

Minha professora de Comunicação e Expressão passou por aqui ( né, Solange?! =D rs). Ela reparou que tem alguns erros da nossa língua aqui no Blog. Têm erros mesmo, ela está certa. Eu disse que não corrigirei, porque levo este Blog como minha vida: tem como voltar e apagar os meus erros??
A cada dia gosto mais da universidade que estudo. Tenho adquirido muito conhecimento de mundo. Sem falar nas três horas de viagem diárias que converso com um e outro. Ouvindo as pessoas do meu ônibus, vendo o que elas passam para conseguir a chance de estudar, me sinto envergonhado de reclamar. Tenho um colega de curso que viaja quase cinco horas por dia para estudar na UniPinhal! Isso é o que eu chamo de coragem e força de vontade.

Sabe quando você está num daqueles momentos de pausa de viagem, como numa das paradas de um ônibus? me sinto assim... alguns passageiros descem, outros sobem...
Sinto que têm coisas, neste momento, a minha volta que não podem ser observadas com olhos apressados. Ao longo da minha vida - e quem acompanha o meu Blog já notou - têm momentos que eu fico absorto. Consumido por mim mesmo. Aaantigamente eu fugia desses momentos - hoje eu os adoro! -. Porque que é aí que me conheço; me abservando eu aprendo muito mais...

" Vou viver como alguém que só espera um novo amor. Há outras coisas no caminho onde eu vou. As vezes ando só trocando passos com a solidão, momentos que são meus e que não abro mão! Já sei olhar o rio por onde a vida passa. Sem me precipitar e nem perder a hora, escuto no silêncio que há em mim e basta. Outro tempo começou pra mim agora. "
( Ana Carolina)

Quando eu era criança, e não estava legal, eu ia atrás da minha casa, pegava uma escada e subia no telhado olhar o céu, ora estrelado ora azul negro. Eu tinha dez anos.
Só queria ver o horizonte - e não existia céu mais lindo do que o visto daquele telhado -. Me lembro do vento gelado e cortante, do meu corpo quente, meu coração palpitando rápido, meu olhar fixo e meus pensamentos longe. Ah... que lágrimas difíceis de rolar! Eu juro que se eu fechar fortemente meus olhos eu retorno naquelas noites. Noites que eu orava. Noites que eu clamava. Noites que eu subia naquele telhado pra conversar com Deus. E Ele vinha!! A gente brigaaava, brigava! Fazia isso quase toda madrugada. Uma, duas, três horas da manhã... não tinha horário. Ali minha mente voava e cortava o céu estrelado sobre minha cabeça.
A madrugada que mais me marcou naquela época, foi a última. Lembro como se fosse ontem. Eu tinha treze anos. Meus pais me comunicaram que tinham encontrado uma casa que eles queriam, toda papelada burocrática estava pronto, já estava tudo certo para nos mudarmos no dia seguinte - como sempre a vida me comunicando uma mudança às vésperas -. Perdi meu chão! Naquela noite subi ao telhado com o coração apeeertado. A cabeça cheia de perguntas. Chorei de raiva. Chorei de impotência. De medo! Nossa, como eu chorava. Morávamos num lugar alto e eu podia ver a cidade acesa. Luzes abaixo e acima de mim...
De repente eu olho para trás e vejo meu pai subindo o último degrau da escada. O tempo congelou, naquele instante meu coração parou... Logo imaginei que ele iria me bater por eu ter acordado alguém com meus passos no telhado. E no entanto, ele se aproximou de mim, colocou uma das mãos no meu ombro, sentou ao meu lado e disse olhando nos meus olhos: "filho, ficará tudo bem". Eu desmoronei, mas não queria chorar perto dele; ele me ensinou a ser um guerreiro - mais tarde eu aprenderia que guerreiros também choram -. Eu dizia: "pai, eu não quero mudar, eu gosto daqui". Na verdade, eu não gostava daquela casa e eu odiava aquele lugar. E se me perguntassem qual lugar daquela casa eu mais gostava, eu responderia o de fora - o telhado -. Porque o telhado tinha um céu, e este céu me dava esperança...
Meu pai olhou firme para a mesma direção que eu - o centro da cidade, onde moraríamos - e disse: "Jonas, a gente vai ter que se mudar!".
Eu entendi que nem mesmo meu pai queria se mudar ou estava certo que se acostumaria com a mudança, mas era preciso. Ali eu senti que algumas decisões Têm que ser tomadas. E um verdadeiro guerreiro se lança guerra adentro, com o coração apertado, com as lágrimas caindo, lembranças na bagagem para mais tarde lamber as suas cicatrizes - é o Inevitável -. E fugir não resolve nada. Então, naquela noite, seguei as lágrimas, enxuguei o rosto, ergui a cabeça para o ouvir o meu pai finalizar a conversa: "filho, aonde formos ou o que encontrarmos eu estou do seu lado!".
Nos mudamos. Moramos cinco anos na nova casa. E posso garantir que, a partir do momento que pisei o primeiro pé lá dentro, vivi uma das melhores fases da minha vida - Ele me tirou um telhado para me dar uma casa -. É claro que tive meus momentos de crise e meus problemas... mas isso é para uma outra história...

O fato é que Deus, realmente, fecha a porta. Mas Ele jamais deixa de abrir a janela. Uma lição?

- O mar está furioso e o céu está cheio de tempestade, MAS NÃO TENHA MEDO, SEGURA FIRME O LÊME E NÃO DESISTA, porque quanto mais feio o cenário vai ficando MAIS PERTO DE TERRA VOCÊ ESTÁ!


[/ ACREDITE]

sábado, 11 de abril de 2009

1 ANO DE VIDA!! \ o /


[ "Paaarabéns pra vooocêêê, neeesta daaata... ": este mês, abril, o Blog comemora 1 ano de vida!!! ]


Durante algum tempo fiquei pensando sobre o que escrever neste post, sobre como escrever e que, ao mesmo tempo, pudesse fazer muito sentido para quem o lesse e representasse toda alegria que sinto neste aniversário. Mesmo agora, não sei exatamente como fazer; as palavras vão fluindo na minha mente - sem ordem - , vou digitando 'com o coração' e, depois, analisarei o resultado. Serei fiel à originalidade! Não quero pensar demais - deixo as letras saírem de mim por vontade própria, tendo vida - ; assim não corro o risco de ser superficial ou dizer inverdades; ou até deixar com 'ar plástico', maquiado demais.
Paro para relembrar, lendo posts antigos, como passei por tantas coisas diferentes. É engraçado como a gente sente tudo de novo quando lemos páginas de um diário - este Blog nada mais é que um diário -. Escrevo aqui muito de mim mesmo; muito da minha vida. Incrível: isso tem vida! Algumas pessoas marquei muito nestes posts - pessoas que me fizeram muito bem e pessoas que me 'ensinaram muito' -. Quero então, antes de mais nada, agradecer algumas pessoas amigas que compartilharam esses momentos/posts. Sei que, essas pessoas, foram in-dis-pen-sá-veis. Insubstituíveis. Marcantes! Sei que posso/vou correr o risco de esquecer alguém, mas tenho que dar nomes a essas pessoas: Emanoel, Michele, Pimenta, Fabiano Valentin, Math, Luis Fernando (não está em ordem de prioridade ou amizade, estão na ordem que entraram na minha vida). Certamente, essas pessoas lembram de mim. Certamente, essas pessoas são grandes amigos. Certamente, jamais vou esquecer delas. Porque, certamente, cada uma tem sua importância - e sabe qual é.

Um dia desses atrás, eu estava trabalhando e me veio uma estranha sensação. Era uma sensação tão diferente, tão incomum, uma sensação que eu jamais havia sentido. Vou tentar descrevê-la vulgarmente como um 'djávu': parecia que eu/alma estava no futuro, tinha uns quarenta anos e via-me/corpo no passado (era presente) com vinte anos. Sur-re-al. Fiquei navegando em 'ondas' de energia - nem sei explicar -. Foi intrigante. Em seguida, quando voltei em mim, bateu medo. Sensação de ânsia. Náusea. Como se, só por alguns segundos, eu estivesse aprisionado numa dimensão futura e pudesse me ver nesta. Um teletransporte talvez? Nossa vã filosofia ou ciência já sonhou com tal realização??
Eu não gostei dessa sensação... Ela me veio como um sinal de não estar aproveitando positivamente minha vida. "É preciso viver e não apenas existir". A velocidade que pulei dos vinte para os quarenta anos e vice-versa me assustou, e me lembrou de como a vida está passando. A vida está passando! Estamos tomando banho, estamos dormindo, comendo ou 'não fazendo nada' e o ponteiro do relógio está andando. Estou aprendendo que 1 minuto de uma criança de dez anos nunca é igual o meu minuto com vinte anos. Como o meu minuto é muito maior que o de um senhor com sessenta anos. Então: o tempo vai passando e ficando mais curto!!
Quero aproveitar a minha vida como ela merece. Como eu mereço. Deus me deu vida, me deu saúde, me deu raciocínio, me deu total liberdade. Eu não posso me resumir a ser um corpo, em cima da terra, que simplesmente respira, come, bebe, dorme. Sou mais que isso! Preciso ser muuiito mais que isso. Preciso pensar coisas elevadas. Fazer coisas elevadas. Pôr um sentido sagrado em tudo que eu imaginar. Ser uma luz a iluminar o caminho dos demais!! Não é possível a gente acreditar que estamos na vida por estar. Viver por viver? Eu não posso me omitir diante da vida nem me esconder, porque estou vivendo a minha vida e não a de mais ninguém.

Estou lendo um livro chamando Onze Minutos do Paulo Coelho. Nunca um livro me cativou tanto e me proporcionou diferentes sensações. O Paulo Coelho, para mim, é um mago na escrita. Ele é um gênio. Ainda não terminei minha leitura, embora já esteja perto de concluí-la, mas oscilei 'n' vezes minhas opiniões de mundo, sobre mim, sobre a vida, sobre assuntos polêmicos... É um livro que faz refletir muito sobre muitas questões sociais e particulares. Dogmas. Paradoxos. Estou gostando...

Não posso deixar de comentar sobre a Campanha de Páscoa Solidária que estou realizando. A mesma campanha do natal passado: reuni amigos, colegas e familiares - os mesmos da campanha anterior - juntando um pouco de dinheiro de cada um, compramos ovos de páscoa, chocolates, bombons, balas, pirulitos para muitas crianças carentes. Sem falar nas roupas que ganhamos, nos brinquedos e nos presentes. Solidariedade! Hoje é o dia da entrega, e neste dia é sempre um corre corre [/ Que tudo dê certo!! Amém].

Vou finalizar este post, com chave de ouro!! Quando eu tinha 16 anos de idade, me chegou às mãos um livro que, na época, mudou minha vida para melhor; eu não tinha tanto hábito de ler. Este livro, em especial um poema, tem tudo a ver com este post. E logo ele me veio à mente! O livro fazia parte da biblioteca da escola na qual eu estudava; ele tem capa verde, com dois olhos verdes desenhados e com o seguinte título (que não podia ser outro!): VISÕES ADOLESCENTES de Flávio Antonio Fernandes da Silva. O último poema do livro era assim:


Conselho

Aproveita bem o tempo
antes que ele se vá.
Sente o bailado do vento
que te convida para a dança.

Segue o instinto dos amantes
ao sentires descompassar o coração.
Canta, ainda que fora do tom:
o importante é cantar uma canção.

Cultiva desde cedo a liberdade
- tua carta de alforria como identidade.
Não abre mão do teu sonho
- voa com ele para a estrada imaginária.
Vive intensamente cada segundo
- o relógio não pára.

Atenta para a dor camuflada
de quem só viu passar a vida.
Solta o riso dentro da noite
abraçando a eterna madrugada.

Saboreia o sumo dos amores
- melhor gosto não há.
Aproveita bem o tempo:
outro jamais haverá.


[ ...a vida está passando depressa, precisamos ficar cada vez mais atentos nas pessoas, nas conversas, nos sinais nos enviados; estamos em sintonia direta com a vida, os dois lados recebem os sinais: atenta para os que Você está enviando... Feliz Páscoa para todos!! ]

sábado, 21 de março de 2009

Despertar de uma crise existêncial!


Depois de um momento nebuloso e dolorido começamos enxergar os primeiros sinais sutís das nuvens se espalhando; é o começo da superação de uma fase problemática. Esse momento entrelaça realidade e fantasia de tal forma que não sabemos se estamos dormindo ou já acordados, então vamos vivendo os dias de modo intimamente peculiar.
Eu estou saindo de uma crise existencial que beirou pânico! Começou tudo no início deste ano e foi se estendendo até uma semana atrás, quando finalmente dei um basta e superei. Acredito que quase ninguém percebeu, porque ao longo dos anos aprendi a esconder melhor esses sintomas. Mas eu percebi e vivi intensamente uma dor camuflada, silenciosa e tão dolorida de maneira particular mesmo - não envolvi ninguém nessa minha atmosfera de problemas -. Driblei tudo como um camaleão. Uma ou outra pessoa próxima deve ter percebido. Mas ninguém comentou comigo. Nenhum lamento de dor eu transpareci.
Essa crise existencial beirou pânico porque por várias vezes me questionei qual meu lugar aqui. Eu quis me achar no meio dessa bagunça que se encontrava minha vida. De um lado problemas no trabalho, meu gerente brigando comigo por dispersar e não corresponder as espectativas da loja, mas, eu não conseguia fixar meu pensamento no serviço! Eu me perdia em mim mesmo naqueles corredores. Corre corre da universidade, eu gastava todo meu dinheiro pagando as mensalidades, o transporte, os xerox, as taxas disso e daquilo. Do outro lado problemas com minha família, minha avó paterna veio morar conosco por causa de brigas, meu irmão e minha cunhada também, dívidas, mudança de casa, mudança de hábitos, problemas com nossa inquilina, e eu num relacionamento amoroso que ia e voltava.

Aguentei tudo calado e curti o duro amadurecimento desta fase certo de que, eu sairia dessa, e daria a volta por cima!! Quase todas as noites, eu chorava no caminho de ida e volta da universidade no ônibus. Ninguém me compreendia e eu afundava ainda mais. Eu estava só, não conseguia achar força sozinho para sair dessa confusão que me encontrava, mas eu não desabafava com ninguém. Durante esse tempo não parei de ajudar pessoas que amo, ouvia todos, compreendia todos, procurei ser luz no caminho deles. A contrapartida ninguém me compreendia - todos só queriam ser ouvidos -. Mas por Uma Força Maior eu me encontrei. Passei pela crise sem tantos ferimentos e com muito na bagagem. Hoje sou muuuito mais que antes, a nível de conhecimento de mim mesmo. Aprendi nesses três meses de ano lições de uma vida inteira. Agora, as neblinas estão destapando o Sol que vem nascendo lá longe no alto daquela montanha. E ele já começa a me esquentar!

Quando passamos por um problema procuramos sempre buscar a solução pelo caminho mais rápido, mais fácil e menos doloroso. A gente quer encontrar as respostas na primeira esquina. E são nessas ciladas que entramos num problema ainda maior, onde nos deparamos com uma situação ainda pior. Acredito que tudo que chega e nos toca é nosso; tudo que a gente dá nome, existe; todo problema só permanece até enterdemos o porque ele veio. Por que tomamos um remédio para o estômago e dói a cabeça logo em seguida? Por que caimos no mesmo lugar? O nosso corpo e a vida conversam conosco. Tudo faz parte de uma cadeia de entendimentos. Destíngua problemas reais e problemas imaginários. Certos de uma coisa: dor é fato, sofrimento é opcional. Até nos momentos de dor, de fuga, de fortes emoções podemos achar brilhantes pontos de vista. E com base nesses pontos de vista que destrancamos portas futuras. É como aqueles jogos em terceira pessoa que para passarmos a fase 2 dependemos de algo que encontramos na fase 1.
Um problema puxa uma solução futura - quando os caminhos vão se estreitando e dificultando o nosso entendimento é porque estamos perto da conclusão. Já ouviu a frase: " Se está doendo é porque está sarando "?



[Um brinde aos ciclos da vida. Porque, afinal, a vida insiste em pulsar mais forte!!]

Um sono tranquilo


Como dói enxergar o pior lado de uma pessoa. Dá páura. Um medo incalculável. Saber que alguém é capaz de mentir, roubar e até fazer uso de deslealdade para vencer é algo difícil de aceitar. Existem pessoas assim. E não são poucas. Essas pessoas são manipuladores de primeira, aprendendo desde muito cedo que precisam enganar para conseguir o que querem. Crescem experts em ciladas e armadilhas. São falsas. São traiçoeiras e até covardes. A contrapartida existem aquelas pessoas, como eu, que pensam: é preferível ouvir a moral e os bons costumes ao invés de fazer algo vergonhoso, mesmo que saiamos por baixo. Eu não me vendo por um salário melhor. Eu não entrego um amigo por um cargo maior no trabalho. Tem coisas que me envergonhariam demais para eu ousar fazer. Como trair uma pessoa. Alguém que amo. Como omitir verdades necessárias. Como ser mesquinho e achar que só eu tenho a razão. Eu não sou assim e me dói demais descobrir que uma pessoa que gosto é. Dói mesmo. Desmascarar falsos amigos. Saber que uma pessoa má pode estar vivendo ao seu lado neste exato momento e você nunca se deu conta. Talvez a gente finje que não percebe. Porque essa pessoa parecia legal. Parecia confiável. Parecia... só parecia.
Comece prestar atenção nas pessoas a sua volta. Aquelas que você escolheu para conviver. Se você observar os sinais que a vida manda irá notar que algumas delas só querem dinheiro ou uma chance de absorver sua energia. São oportunistas pobres de espírito e luz interior, precisam invejar a felicidade e a paz alheia.
Mas, sabe o que confortará meus pensamentos quando eu deitar minha cabeça no travesseiro esta noite? Saber que tudo é só neste instante. É só por hoje. Algumas pessoas podem até se dar bem as minhas custas, sorvendo minha energia aos poucos, porém, amanhã o sol vai bater naquela janela. Eu vou acordar com a luz dele. E vou olhar para o céu e agradecer por ainda estar vivo, seja como for. Amanhã será outro dia. E estou tão certo e vou levantar tão firme dos meus ideais que nem quero lembrar de tudo isso. Estou certo que um sono tranquilo é para os que merecem! Alguns deitam e não conseguem aguentar a própria consciência. O peso da culpa. Porque eu sei que esses oportunistas podem trapacear todos, mas ao se olharem no espelho sempre terão que encarar o próprio olhar. Ver o tipo de pessoa que se é realmente. Isso é fato!

domingo, 8 de março de 2009

A vida é uma eterna escalada...


Hoje está sendo um dia de recordações. Um tio que eu não via a muito tempo veio nos visitar. Nós nos reunimos na cozinha, acredito que seja o canto mais aconchegante de uma casa, em meio a cafés tecemos diversos comentários sobre o passado; história da nossa família. Sempre gostei desse tio em particular, porque na minha família ele sempre foi neutro. Nunca procurou problemas com ninguém. Sempre ajudou todos, na medida do possível. Eu posso dizer que ele nunca me ajudou em nada, mas, a contra partida ajudava muito só pelo fato de nunca me atrapalhar. A gente pode até pensar que família não é um fator difícil e importante em nossas vidas, mas é, sim. Não vivemos sozinhos. O ser humano é racional e optou por viver em sociedade (civilizada, era o combinado). A família é a primeira sociedade da qual fazemos parte, é a primeira referência sociológica e ideológica que temos, e é onde adquirimos os primeiros costumes, preconceitos, culturas, religião, etc. Então, a família acaba se tornando uma das prioridades, item de importância, onde muitas das vezes assume relevante presença em nossas decisões.
Ao longo do desenrolar das conversas na mesa da minha cozinha, eu notava nitidamente o quanto minha família é desunida. Olhares se estranhando, conversas paralelas, um certo desrespeito oculto, até algumas dores latentes. Infelizmente, ou felizmente, cada um viveu sempre no seu canto e sem muito contato. Salvas as raras vezes em que telefonamos um para os outros para saber se estão todos vivos. Pode parecer forte isso, talvez até triste, mas é a realidade daqui.
Apesar de tudo isso, nos amamos. Há um certo código peculiar de respeito e união. Não somos nem nunca fomos modelo de uma boa família; existe família perfeita?

O tempo passa, a gente cresce, amadurecemos e nos tornamos fortes. Hoje eu vejo que tudo vale a pena. Eu precisei cair muito na adolescência, precisei brigar muito com meus pais, me deparar com o lado mais difícil da vida para entender que tudo isso faz parte. Olho nos olhos deste meu tio e, como numa máquina do tempo, vou para anos atrás. Vejo nestes mesmos olhos o quanto eu era inexperiente. Nós tomamos decisões e, hoje, achamos estarmos completamente certos. O tempo vai passando e vamos vendo a medida da nossa impaciência, impulsão, intolerância e despreparo. Mas isso me conforta, porque estamos evoluindo. Seria horrível envelhecer e não ganhar nada com os anos. Ganhamos poder de opinar com consciência. Poder de argumentação lógica em base sólida. Conhecimento de mundo. Paramos de olhar e aprendemos a observar. Nós nos tornamos críticos da história, com criticidade, não a crítica pela crítica apenas.

Eu tenho 20 anos e posso dizer que vivo a cada dia uma das melhores fases da minha vida; ontem foi melhor que anteontem e amanhã será melhor que hoje - se Deus quiser, porque eu quero -. Faço a minha vida dia a dia. Não mês a mês. Não a ano a ano. Não faço planos longínquos para ser feliz ou milionário amanhã, apenas me dou o privilégio de viver o agora sem ser vítima de mim mesmo. O pior inimigo que posso encontrar no meu caminho sou eu, então, não resolve nada eu brigar comigo. Eu me compreendo, e ponto final.
Com esta visita do meu tio eu aprendi que, por mais que o tempo passe, família é família. Família é base.
Vamos respeitar nossas origens, nossa naturalidade. É legal e interessante o conhecimento de culturas novas, conhecimento de mundo, mas a gente nunca pode esquecer do ponto de partida, onde tudo começou, das nossas raízes.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Observar


[/ cada vez venho menos aqui, falta de inspiração! Mas muitas coisas estão acontecendo... muitas]


Porque definitivamente a vida é, sim, um jogo. Não tem como a gente se livrar dessa briga que travamos com a vida. A sensação que eu tenho é que ela, a vida, nunca nos deixa 'quietos', sempre tem algum problema para resolvermos. Sempre estamos travando batalhas ou com nós mesmos ou duelos com problemas.

A universidade tem me trazido tanto conhecimento de mundo, tantas experiências, mas a contra partida tenho me desgastado muito. São três horas de viagem diariamente! Uma hora e meia para ir e mais uma hora e meia para voltar. No onibus quase não conseguimos dormir. Cansaço. Dores as vezes. Corpo a mil e energias esgotando. Me pego em vários momentos na sala de aula querendo dormir. Mas não me permito desistir. Desde antes de tudo isso eu já sabia que não seria fácil e me preparei; são quatro anos, no mínimo!
Estou me acostumando com esta casa nova. Mudar é complicado pra mim [/ já comentei isso várias vezes]. Mas é preciso! É por estes motivos que eu digo que sou realista: tem certas coisas na vida que não tem como driblar, é preciso encarar a situação como ela se apresenta e ponto. A minha realidade não está fácil, pois estou bancando à duras penas os meus estudos e tudo entorno disso. Não me sobra quase nada em dinheiro. Driblo minhas contas. Compro menos roupas. Economizo mais. Sei que é preciso eu agir assim, e assim eu amadureço mais. Não quero depender de ninguém. Isso não é bem orgulho e, sim, ser capaz de me responsabilizar por minhas escolhas: eu quis fazer universidade, agora preciso mantê-la com esforços próprios.

No momento minha cabeça está meio confusa. Digo isso num sentido que não estou me dedicando muito para outros setores da vida, como: amizades, amor, família, eu... Trabalhar, fazer universidade e estudar no tempo livre me toma por inteiro praticamente. Está difícil eu arranjar tempo para mim mesmo e para pessoas que me são importantes. Acredito que o começo de tudo é mais difícil e com o tempo as coisas vão se encaixando e vamos nos acostumando. Então, provavelmente aproveitarei mais a vida com o passar dos meses. [/ é! acho que estou aproveitando pouco a vida, tenho me resumido a trabalho e estudo!]

Bem, mas aos poucos as coisas vão se ajeitando e não podemos desistir. O que é complicado no começo é motivo de risos no fim. Com confiança, responsabilidade e persistência vou derrubando obstáculo por obstáculo, amadurecendo e evoluindo. Porque o único sentindo em Tudo Isso Aqui é evolução: sermos mais tolerantes, mais humanos, mais solidários e mais tementes a uma força maior.


[/ na correria do dia a dia eu não deixo, não, de reparar no caminho do onibus nestas três horas; naquela paisagem; na força daquela palavra; no olhar sincero de um desconhecido; enfim, não deixo de observar o pormenor disso, porque é aí que estão os detalhes que me são ensinamentos! ; )]

Pausa!


[/ já faz um certo tempo que não escrevo nada aqui no Blog. Não conseguia. Tentava. Tentava! Mas não consegui. Falta de tempo? não... não é isso. É porque eu não estava me inspirando. Muitas coisas têm acontecido na minha vida ultimamente, muitas mesmo, mas eu não conseguia postar nem sequer uma palavra. E toda vez que eu sentia que meu corpo não estava bem, eu não o forçava. Porque as coisas têm, necessáriamente, que acontecer no seu tempo certo, inclusive este Blog. Peço, então, desculpas para quem o acompanha, certos de que não foi por falta de tempo e, sim, por motivos que nem mesmo eu sei explicar]

Bem, mas agora eu consigo postar e tenho muito o que dizer. Primeiro: universidade a mil! Tenho notado na universidade muitos outros tipos de pessoas, ideias, opiniões e jeitos diferentes do meu de ver a vida. Outro universo, sim. Estou gostando muito do curso de Comércio Exterior. Tenho excelentes mestres. Meus colegas de sala formam um todo dinâmico e bem variado. No mais, tudo nos conformes.
Reparei numa coisa que achei ilógico: alguns alunos pagam a universidade para aprender mas nem entram nas salas de aula; vão para bares e festas. Comprar um produto e recusar a levá-lo ou consumí-lo, para mim, é meio esquisito. Mas, cada um tem suas ideologias e suas prioridades, não há o que fazer a respeito, apenas compreender. Antes fora da sala do que dentro atrapalhando.

**
Parei de conversar com aquela colega de trabalho do post anterior. Eu sei que cortar laços com uma pessoa não é certo porque nunca resolve coisa alguma. Eu sei. Mas, tentei de todas as outras formas possíveis [/ e impossíveis] para que não chegássemos neste ponto que estamos. Sentei e conversei numa boa com ela; conversei com meu gerente; evitei muita intimidade; diminui nosso contado afim de evitar muito atrito; mas não deu. Não teve outra saída senão cortar definitivamente a relação. Do meu ponto vista, quem não sabe respeitar as pessoas, não entende limites e não controla o que fala ou como age não merece viver em sociedade. Observe a frase: 'Ubi societas, ibi jus' (Onde há sociedade, há direitos). Ela pode ter direito de ter suas opiniões e expressá-las livremente, mas eu não tenho o dever de ouvir insultos. Pode ser que eu esteja errado, mas está decidido: pago o preço de não conversar com ela!

**
Período de mudanças. Físicas e psicológicas. Estou me reciclando, mudando alguns conceitos que eu tinha. E hoje mudei de casa. A nova casa fica distante duas ruas da outra. Ainda bem que é na mesma cidade e no mesmo bairro, manterei contato com amigos, colegas e ainda é perto do meu trabalho. Então, este é o primeiro Blog escrito na casa nova.
Eu tenho um problema com mudanças, eu odeio me mudar mas sei que somos `'metamorfoses ambulantes'´ e mudar ajuda a evoluir; mudanças somatizam novos pontos de vista.
O importante é que estou bem. Sádio. Equilibrado. Estou num dos caminhos certos: fazendo faculdade. Estou trabalhando, produzindo. Escrevendo sempre, vivendo muito e aprendendo bastante.
Quero finalizar este post com uma frase que li e me ajudou muito, neste momento da minha vida, a refletir:
"O Valor da Opinião: a opinião livre e aberta amplia liberdades, enriquece discussões e fortalece atitudes".


[/ respeitando os demais e com educação, fale sempre o que pensa enfrentando as consequências e os riscos de ser Você Mesmo independente do resto; isso denota postura firme, cárater, respeito e denota pessoa com atitude!]

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Auto Crítica


Tenho pensado nos últimos dias em como parece que algumas pessoas não gostam da gente. Não fazemos nada de errado e nunca provocamos essas pessoas, mesmo assim nos olham torto e muito a contra gosto.
As vezes, eu me pergunto se existe alguém neste mundo que é perfeito. Ou alguma maneira exata para resolver os problemas. As respostas eu nunca encontro. Acho até que nem existem.
Eu penso que viver achando que só o meu jeito é o certo, não dá.

No meu trabalho uma colega profissional sempre ficava criticando tudo o que eu fazia. Tudo estava errado, para ela. Não enxergava nada bom. Ou nunca quisesse ter visto. O fato é que ela criticava todo meu serviço de tal forma e a tal ponto que por vezes fui chamado, por ela, de vagabundo e irresponsável.
Eu sei que não sou vagabundo. Certo de que eu nunca fui um irresponsável. Mesmo assim eu absorvia aquelas palavras, ou insultos, para conviver numa boa no emprego. Trabalhamos juntos. Dependo dela e ela de mim. Não tem como viver num ambiente profissional e ainda produzir sem conversar.
Deixei o tempo passar e fui engolindo todas as críticas dela garganta a baixo, e de repente eu me tornei o irresponsável/culpado e ela a perfeita da loja.
Eu me questiono as vezes se não é mais fácil se sobressairmos em cima dos outros. Não diria que é a melhor forma de vencer na vida, mas que é mais fácil esconder nossas falhas e apontar a dos outros, isso é!
Eu acredito que tudo na vida tem um limite. O meu uma hora chegou! Minha colega profissional é uma pessoa muito crítica. Digo que não é certa nem errada, ela apenas analisa, avalia e dá sua opinião. Franqueza?
Coloquei na minha cabeça que ela nunca mudaria o seu jeito de ser. Porque é o jeito dela ser. A maneira que ela escolheu para viver e certamente paga um preço por isso. Compreendo ela, e nunca quis me julgar melhor nem pior. Apenas somos diferentes; isso basta com reservas numa explicação. Porém, eu não preciso ficar ouvindo as críticas dela; eu tenho meus limites, então, eu posso Me mudar. Posso por limites no que eu tolero. Foi o que fiz!
Num determinado dia atrás, cheguei no meu trabalho diferente. Não mais de cabeça baixa à ninguém. Estufei o peito, peguei as rédeas do meu novo corredor, certo de que, lá eu mando! E isso é tão certo e fui tão firme que comecei uma auto crítica. Me auto avaliei no que eu precisava mudar. No que precisava ser mudado. No controle da situação, nem precisei rebater as críticas dela, eu somente não dava ouvidos e apenas dizia que "do meu jeito, está perfeito, porque é o meu jeito de ver o meu trabalho". Ela entendeu, aos poucos, o recado. Percebeu que eu estava diferente, não estava mais gostando de ela crescer a minha custa, então, ela foi mudando.
Hoje, ela dá a opinião dela no meu trabalho, mas, se eu falo não é não. Ou sim é sim. Minha opinião é ouvida, e respeitada!!

Eu quero dizer que não é legal ficar procurando erros na vida. Algumas pessoas precisam criticar os defeitos dos outros para se sentirem melhor com os próprios.
Tem uma frase assim:
"O vento é o mesmo mas sua resposta é diferente em cada folha".
Cada pessoa tem uma forma de ser, uma velocidade para resolver os problemas, uma maneira diferente de enxergar a vida. E achar que só o meu jeito é o certo e querer acreditar que todos devem ser assim não é legal.



[/ as pessoas só fazem com a gente o que permitimos, quando colocamos limites tudo muda ]

domingo, 18 de janeiro de 2009

Teoria e Prática!!


[/ muitas coisas estão acontecendo na minha vida agora, experiências e lições; tudo que acontece só alimenta minha vontade de vir aqui escrever, de amadurecer; para que isso tudo muna minha de arma de conhecimento para uma vida cada vez melhor]

O único sentido da vida é saber escapar das ciladas dela. A gente cai e levanta, sabendo que cairemos novamente. Porque não podemos deixar de caminhar.
Durante minha vida toda, eu sempre enxerguei uma linha tênue separando e diferenciando inteligência de esperteza. Isso sempre foi muito bem dividido em minha educação. Eu fui muito bem educado pelos meus pais [/ ainda estou sendo, porque minha mãe ainda vive e nunca deixa de me dar grandes aulas de vida]. Terminei meus estudos básicos e começarei uma faculdade. Fiz cursos variados e sempre fui amante da leitura. Leio de tudo. Esse processo, que começou no útero da minha mãe até agora, dentro da minha casa, com minha família só me ensinou a ser um homem inteligente. Culto. Dei, então, de tudo que aprendi o nome de Inteligência: uma união de ensinamentos muito teóricos para preparar-me para o mundo.

Onde entra a Esperteza?

A esperteza é aquela parte prática de você. Aquela que se permite sair do script e se mostrar no espetáculo sem roteiros, te permitindo improvisar, criar, viver na prática!! Essa parte os pais não ensinam, porque somente a vida é capaz. O lá fora!!

Eu, sinceramente, não sei o que é melhor: inteligência ou esperteza. Um homem inteligente é capaz de falar da Austrália, com riqueza de detalhes, sem se quer ter pisado em solo australiano. Já um homem esperto teria ido até lá vivendo cada detalhe, mesmo sem adquirir muito conhecimento técnico. A pergunta a se fazer é: o que é melhor, Teoria ou Prática??
Eu, JOnas, do meu ponto de vista, à minha maneira... na Prática!! Eu sou o dono da minha vida. Eu seguro o leme da minha nau. Então, este barco vai para onde eu quero!! "Porque se o vento sopra sem destino as estrelas podem me guiar". Assumo os riscos de tempestades e a consequência de naufragar. A vida é bela demais para ser vivida na teoria. É legal poesia. É legal ler. É legal abrir uma revista e viajar nas paisagens, mas é bem melhor ir lá vivê-las.
Ser inteligente sem esperteza é como ter a passagem, saber o roteiro e nunca sair de casa. Ser esperto sem inteligência é viver impulsivamente cada segundo da sua vida, sem rumo e sem condições, atropelando tudo e constantemente correndo riscos. Explicar à grosso modo: no primeiro,o caminho está iluminado mas ninguém caminha; no segundo, nem mesmo a escuridão do caminho impede a vontade de caminhar, mesmo esbarrando em tudo!!
O que meus pais não me ensinam a vida, sim. A vida me ensinou a ser um homem esperto. Lógico que minha família monitorou meus passos... mas de longe. Assistiram eu cair, por vezes. Nem por isso me deixaram parar. A gente cria nossos filhos para o mundo, e não para ficarem ao nosso lado. Vejo muitas coisas estranhas na sociedade, como: os pais acharem que o filho é propriedade deles. E que a criança sempre será dependente deles e eles responsáveis por ela. Mas a criança cresce e não é um pedaço deles. É um ooutro ser com uma ooutra história. Ooutro destino. É uma ooutra vida, com outra lição. A missão dos pais é ser portais e educar, com inteligência e sabedoria, os filhos até certo ponto, sem prendê-los!! Depois a vida se encarrega e eles mesmos.

A vida é feita de teoria e prática. A teoria os pais ensinam. A prática cabe a vida...
"Coloque um sopro humano em uma flor artificial, espere um dia ou um ano e veja se ela cresce normal "



[/ essa é apenas a minha visão de mundo, do meu ponto de vista; um modo, entre tantos; respeito todos]

sábado, 10 de janeiro de 2009

As Pazes


Eu nunca comentei aqui no Blog um desentendimento que tive com um colega de trabalho a meses atrás. Mencionei apenas com um amigo o motivo que me fez cortar laços com ele. Mas ninguém sabia que eu estava, lá no fundo, querendo dar o braço a torcer e pôr um fim nesta briga. Tudo aconteceu tão rápido e meu orgulho atropelava minha razão, mais uma vez. Por vezes ficava entre a cruz e a espada, querendo ir até lá e estender minha mão para apertar a dele. Eu sabia que não precisava ser dessa maneira, que minha decisão, me afastar, não resolveria nada já que teríamos de nos ver todo dia porque trabalhamos juntos; além de termos muitas risadas e histórias na bagagem guardadas. Mas, sou orgulhoso. Juro que não gosto de ser assim, e, vira e mexe, encontro problemas por isso: perco amigos, me torno cabeça dura, fico teimoso e não compreendo fácil as coisas; resultado: sofro!! Sem querer me defender jogando a culpa na minha natureza, mas, sempre fui difícil de entender as coisas. Até hoje, não entendo, procuro compreender as pessoas. Eu quero tudo do meu jeito e não cedo. Raramente abro mão da minha opinião. Dificilmente volto atrás numa decisão. Não me orgulho nem um pouco em dizer essas coisas e ser assim; sinto até vergonha dessa minha maneira de levar a vida. Ser muito teimoso, não querer ceder a nada, não abrir mão de opiniões e ter decisões muito firmes torna um martírio viver. Não é fácil. Então, simplesmente não pensei, não refleti nem mesmo pedi conselhos... fui e fiz o que meu coração queria fazer: as pazes. E de repente eu percebi que eu já não me lembrava mais do porque estava bravo. Eu estava sustentando uma inimizade por tanto tempo sem se quer lembrar o porque. I n a c r e d i t á v e l !! Como nós somos, não?! Acredito que não sou o único a viver isso; quantas pessoas cortam laços com outras por motivos banais?? inúmeras!!

Meu colega de trabalho não só me estendeu sua mão como me convidou para um abraço grato, receptivo e caloroso. E naquele momento pude ouvir palavras que não foram ditas. Pude ver gestos que não foram realizados. E de fato, eu me senti naquele instante a melhor pessoa do mundo. Isso é algo que não tem como eu explicar aqui; nem vou tentar. Só posso dizer que é uma sensação de não ser apenas um corpo na Terra; é muito mais que isso!!

Em determinados momentos a gente acerta. Fazemos a coisa certa. Da maneira certa. Na hora certa. Com as pessoas certas.
Eu não era tão íntimo do meu colega de trabalho, mesmo assim tínhamos um contato, confessávamos histórias vividas um com o outro e, talvez, nós nunca sejamos amigos de dividir sonhos, segredos, ideais, mas, esse fardo por não conversar com ele daqui pra frente EU NÃO CARREGO MAIS!!



[/ quem nunca perdoa desconhece o sabor de ser perdoado]

sábado, 3 de janeiro de 2009

Lealdade

[/ lealdade em japonês]
Ao longo dos meus vinte anos de vida tive inúmeros amigos. Inúmeros. Na rua da minha casa, na escola, nos cursos, no dia-a-dia e os amigos que encontrei pela vida a fora. Em cada fase da minha vida, sei que precisei de cada um. De uns mais. De outros, menos. Mas nenhum deixa de ter a importância que tem, longe ou perto.

Um dia tentaram me dizer que amigo de verdade era aquele que estava me elogiando, me erguendo, aquele que pagava sozinho a conta da nossa mesa e quando eu estava feliz ele ficava ali do meu lado; enfim, quiseram me fazer acreditar que amigo é aquele que sempre me fazia rir.
De certa forma, vai parecer estranho se eu disser que amigo que é amigo, mesmo, Não é isso!! Passa muuito longe, disso. É ouutra coisa e tem ouutro significado. Amigo é aquele que te faz rir quando é hora de dar risadas mas que não pensa duas vezes em te fazer chorar com uma verdade dolorida; amigo é aquele que não te mostra o caminho do centro da cidade, ele vai com você pelo prazer de estar contigo; amigo não é aquele que paga sempre a diversão de uma noite ou que te empresta dinheiro no aperto e, sim, aquele que paga quando pode e não faz questão de pedir que você pague ou empreste, porque ele sabe que tem intimidade para isso. Amigo não faz perguntas, amigo ajuda encontrar as respostas...
Com o tempo, e somente com o tempo, eu aprendi que não posso chamar de amigo uma pessoa que conheço a poucas semanas. Tem pessoas que nos fazem rir, sim, mas nem por isso podem entrar na minha casa e dividir minha comida. Porque amigo que é amigo, mesmo, conhece minha família, sabe algo da minha vida e PARTICIPOU efetivamente dela em algum momento. A presença foi decisiva!! Isso leva tempo. Requer tanta coisa. E isso não tem como eu ensinar porque seria muito bom. Não tem como eu treinar alguém para ser meu amigo e muito menos eu forçar a amizade com uma pessoa. Acontece. A vida nos presenteia com essas maravilhosas pessoas. Cabe, então, somente ao acaso.

Depois de alguns tropeços, aprendi duramente que amigo é muito mais que a palavra. É muito mais que 1 ação. Entendi, então, que a amizade vamos construindo com o tempo. E leva tempo. As vezes, o amigo é mais que um irmão - porque em muitos momentos somente o amigo sabe o que nem a família conhece. E guarda o seu segredo. Tenho amigos, mesmo, de anos. Anos!! Tenho amigos que estão se mostrando leais agora; mas eles ainda tem que trilhar muito para conquistar minha amizade.

- O meu muito obrigado a todos os meus amigos. Não sei o que seria sem cada um. Vocês participaram da minha vida e me deram ânimo para continuar. Hoje, estou forte graças a vocês. Alguns mesmo longe moram em meu coração. Jamais vou esquecê-los.



[/ precisar... estamos as ordens!!] ;)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O preço da liberdade?


[/ primeiro post do ano de 2009!!]

Sabe, tenho notado em algumas pessoas a distância entre a liberdade e a responsabilidade. Seria libertinagem? não sei. Sem julgar ninguém, certo de que cada um vive do seu jeito e paga um preço por isso.

Viver com raízes muito profundas, nunca ceder, nunca mudar, viver sempre na mesma rotina e com posições pessoais muito firmes não é fácil. Atravanca o fluxo natural das coisas. É como andar freando aos poucos o carro. Fazer o papel daquele que é sempre o durão, o difícil, aquele que sempre sabe o que fazer, aquele que nunca cede à ninguém tem o seu preço - Não sei se precisa ser bem por aí...
Mas ser inconstante, namorador, imprevisível, viver de forma muito aventureira buscando sempre uma nova festa, um novo pôr-do-Sol, um novo posicionamento é complicado, também! Então, fica bem claro: tudo tem um preço.
Não sei se ser tão aos extremos, para lá ou para cá, faz bem a saúde física, psicológica ou emocional. Deve existir um meio termo. Acho que quando queremos fazer tudo direito as pessoas nos cobram sermos somente assim e não perdoam facilmente qualquer deslize.

No passado, eu procurei ser o mais certo possível. E quando eu saia dos limites um pouco, logo observava nas pessoas olhares reprovadores, e frases como: "nossa, olha lá...quem diria, hein!".
Um dia me cansei de pagar esse preço. Prestar o papel do bonzinho; do que sabe tudo. Fui mudando posturas e me reinventei. Fiquei adepto totalmente da frase "carpe diem" (*aproveite o seu dia). Deste dia em diante, passei a viver como se fosse morrer amanhã. Por um tempo, abracei a vida toda de uma vez só. Algumas vezes extrapolei. Aí, as pessoas começaram a julgar meu comportamento, de novo!! Se antes eu tinha que ser perfeito e não podia errar, dessa vez eu era o rebelde que nunca acertava. Com o tempo eu vi que o preço para falar o que pensava, agir como queria e não ligar para nada era, também, muito alto. Era uma postura cara. Eu penso que quando a gente quer fazer tudo somente do nosso jeito, somente na nossa hora, sem respeitar muito regras, tempo certo e limites as coisas não vão muito bem.
Hoje, acertei comigo mesmo um meio termo. Nem tão para lá nem tão para cá. Não deixo de falar o que eu penso. Muito menos deixo de fazer o que eu quero. Mas respeito os outros, me respeito e ainda tenho uma postura conservadora e cordial.

Acredito que todas as pessoas um dia optam por um estilo de vida e sentem o preço que a vida cobra. É uma decisão muito individual, muito importante e modificadora. É uma decisão que uns tomam e outros, não. O fato é: ser o perfeito tem o seu custo e ser o rebelde, também!!



[/ cada um paga o preço que pode ou acha que deve]

domingo, 28 de dezembro de 2008

Como explicar... ?


Como explicar, para quem quer que seja, que na minha vida não dou preço algum, porque ela é inestimável? Como explicar, para meus amigos, que eu sou daqueles que odeia fofoca e que nunca, nem por um instante, deixei de rezar por todos eles? Como explicar coisas que ardem e queimam intensamente dentro de mim e que ao serem descritas jamais seriam entendidas nem compreendidas?
Sabe, não tem como explicar, para ninguém, que a vida é enorme ou pequena; o tamanho da nossa felicidade ou a imensidão da nossa vida depende única e exclusivamente da maneira como você olha para si mesmo. Me sinto incapaz diante de certas pessoas ao tentar explicar como sou e logo em seguida ter que ouvir, e não saber responder, a pergunta: por que você é tão bobo? Algumas pessoas chegam até mim com perfumes caros, roupas de marcas famosas, querendo falar bonito e aparentar "ar de chiqueza" tentando chamar minha atenção. rs rs rs. Eu rio. Me diverte, isso. Sem ser arrogante, mas é tolice! Sabe por quê? Porque não senti o "cheiro caro" do perfume; porque nem me interessa saber quanto custou. Não reparei que a roupa tinha se quer etiqueta e tão pouco ouvi uma palavra mecânica e preparada artificialmente para me agradar. Sabe, a gente não precisa agradar ninguém, em momento algum em lugar nenhum. Porque não precisamos nos explicar para ninguém. E isso é tão forte e a idéia é tão firme dentro de mim que eu só vejo os olhos de quem chega, tento analisar o comportamento e descobrir o que eu posso aprender com qualquer pessoa. Não existe pessoa isenta de talento ou que não possa passar algo. Eu sou do bem! Me orgulho de ter sido criado dessa maneira e assim que passo minha filosofia. É algo que me faz um sentido enorme, que norteia meus passos e me faz sentir único. Exclusivo. Especial. Porque eu sei que sou muito mais do que eu possa estar vestindo ou tendo, e pouco me importa o que estam pensando a meu respeito. Porque eu sei quem fui, quem sou e quem pretendo ser; onde estava, onde estou e até onde posso chegar. Não preciso de críticas mal intencionadas ou ironias. Nem ouço! Cada ser humano tem um jeito de ser, rezar, comer, falar, amar, ver a vida. Eu sempre procurei compreender todo mundo. MAS... não nego que em algumas vezes tentei fazer amigos serem mais economicos, menos distraídos com certos assuntos... tentando impor o meu jeito neles. Não só fiz isso com amigos. Tentei mudar as pessoas. Não é legal isso. Porque o meu jeito de ser funciona para mim na minha vida. Não na deles. Cada um segue suas verdades. Eu sou amante das coisas simples. Sou religioso sem ir em igrejas todo fim de semana. Sou de paz. Sou bom cidadão e politicamente correto. Não procuro falar palavrões porque acho que isso empobrece uma língua; sou capaz de me fazer entender ou compreender sem baixar o calão. Sou economico mas sei viver bem a vida. Pago 20 reais em uma camisa, tendo dinheiro para pagar mais, e gasto o resto num presente para agradar minha mãe, meu irmão, um amigo ou até uma pessoa que nunca vi na vida! rs Porque eu não sirvo o dinheiro. É exatamente o contrário. Isso é uma crítica para mim neste ano. Durante todo o ano de 2008 eu procurei colocar a minha forma nos outros. Arranjei tantos contratempos com essas situações. Julguei pessoas porque pagavam 250 reais em uma bermuda; briguei com amigos ao falarem palavrões; critiquei fortemente os outros por condutas irregulares, imorais ou ilegais. Quem sou eu? Quem sou eu para fazer isso? Sou santo? Não sou alguém com este poder. Tampouco fui, sou ou serei santo algum dia. Nem tenho essa pretensão. Agora, me veio a mente: somos diferentes. E como é necessário compreender isso. Eu preguei a minha vida toda, principalmente neste ano: odeio preconceito. E no entanto, o ano todo fui preconceituoso com pessoas capitalistas ou materialistas. Se alguém vê valor em pagar muito dinheiro em coisas materiais ou acha bonito andar com uma calça jeans da marca "x" ou "y" eu não tenho nada com isso. Certamente, para a pessoa faz algum sentido. E se não fizer, não é comigo que ela deve acertar contas.

Ano de 2009 chegou (hoje é dia 28 de Dezembro, sei) e vou mudar meu jeito. Minhas filosofias serão apenas minhas. Porque cada um paga o preço que pode ou acha que deve. Este é o meu! Só o meu dentre milhões. Então, tratarei de ser mais tolerante com meus "inimigos" ou pessoas que eu não aprovo a conduta. Tudo que a gente aprende com os pais, na escola, na religião só faz sentido corretamente aplicado no dia-a-dia. Daqui por diante, tudo que eu aprendi e aprender servirá para me tornar mais tolerante com os erros alheios. Certo que, o que eu vejo como errado, pode nem ser. O que é errado? Quem é certo?

Respondo, então, a pergunta que me fiz lá em cima "como explicar...?": Nunca explique-se para ninguém, porque quem te ama não precisa da sua explicação; e quem não te ama nunca acreditará nas suas palavras!! [;)]



[...FELIZ 2009!!!!!!!!!!!!...]