quarta-feira, 5 de maio de 2010

DOIS ANOS, E ALGUNS DIAS! 101 POSTS!!!


Foto: by Mãe

[/ Pra começo de conversa, eu acho que todo dia é dia de festa. É dia para se comemorar algo. Não só aniversários. Não só natais. Esperar para presentear? Para abraçar e dizer a alguém quanto o amamos? ]



Hoje eu comemoro o aniversário do Blog que eu criei com tanto cuidado, amor e atenção. Comemoro mais de cem posts e, de quebra, comemoro também dois anos árduos no meu trabalho! Para vocês poderem entrar aqui e me conhecerem, se conhecerem, se abrirem para qualquer coisa, eu me doei de corpo e alma neste projeto.

Mas, hoje, eu também comemoro o simples fato de eu estar respirando bem, enxergando essas teclas enquanto escrevo, o singelo fato de eu ser saudável.
Ah, mas para que comemorar essas coisas né? É... elas estão tão fora de moda mesmo. Acho que nós é quem estamos mais fora de moda ainda, comemorando coisas secundárias e nos apegando demais a coisas tão banais.

Tenho escrito neste Blog minhas alegrias e minhas tristezas, minhas vitórias e minhas derrotas, como eu via o mundo, no instante do escrever. Confesso que por muitos momentos foi esse lugarzinho que segurou-me enquanto o meu mundo tremia. E vocês acompanharam tudo. E tenho muito prazer de saber que muitos com quem dividi minhas histórias, também se abriram para mim. Jamais tive, nem sequer por um segundo, a pretensão de saber mais que qualquer pessoa. Lutei e luto pelos meus ideias de forma limpa e honrada, e guardo comigo o orgulho de AINDA DIZER: não sei nada – Graças a Deus!

Este é o centésimo - primeiro - post e, hoje, na verdade, o Blog está comemorando dois anos, e um mês. Que bom que está sendo assim, que bom...

Muitos amigos me perguntam qual é a finalidade de se ter um Blog e como eu consigo ter tanta paciência com ‘isso’. Eu levo este Blog como levo minha vida e a resposta que sempre me dei é que escrevo para me manter são, e me mantendo são em mente, meu corpo responde igualmente equilibrado. Eu escrevo para ajudar-me num ato totalmente egoísta de prazer, mas que, felizmente, têm quem gosta. Ajuda uns. Alegra outros. E até faz passar o tempo de alguns.

Então eu escrevo para uns, outros e alguns, para quem quiser me ler, me ouvir e me perceber. Eu escrevo talvez porque tenha um desejo pretensioso de um mundo melhor e, quem sabe, seja este o meu caminho.
Hoje me sinto muito melhor e sei que têm algo diferente na minha vida. Estou mais calmo, mais consciente da minha missão e como eu posso/quero me exercer como pessoa. E devo tudo isso a um estudo que tenho a cada dia me aprofundado mais: Quântica!

Muitos chamam de Física Quântica, Química Quântica, Mente Quântica, Lei da Atração, na verdade, existem diversos nomes para se classificar e explicar o que, do meu ponto de vista, é inexplicável, porque em si é inexistente! Uau, radical isso? Nem tanto...
Acredito que existe uma força dentro de todo ser humano capaz de fazê-lo mudar a sua vida. Uns chamam essa ‘força’ de Deus, Alá, Buda, outros dizem que essa ‘força’ é apenas pura energia, religião, mas o fato é que é mesmo algo fantástico!

Eu sou católico, acredito em Deus e sei que a Quântica é algo que o Universo nos deu para evoluirmos. É mágica? Não. Feitiço? Não. Pelo pouco que eu já tenho estudado, a Mente Quântica é você se conhecer. E isso é importante sim, porque a maior parte da população não se conhece, não sabe quais são os seus potenciais, os seus defeitos e acham que são meras vítimas de um destino desprivilegiado. As pessoas não acreditam em si mesmas e este já o primeiro passo rumo ao fracasso. Vejo uma grande massa doente, alienada, fazendo coisas que não gostam e sorrindo para fingir que está tudo bem, quando nunca esteve. Prefiro crer que, se eu quero algo eu posso acalçar sim, basta eu me esforçar, basta eu acreditar que sou capaz, basta eu me jogar de corpo e alma naquilo! Quântica é mais um conceito, um caminho que nos leva a nos conhecer para descobrirmos qual a nossa missão aqui. Toda pessoa tem uma missão na vida; quem não conhece sua missão se limita à superfície e nunca vive plenamente, além de muitas vezes estar triste e com sensação de vazio.

Onde eu quero chegar com tudo isso? (Aposto que estão pensando isso?).

Bem, pergunto eu a vocês então, mas respondam a si mesmos:
Até onde querem chegar?
Vocês já pararam para escutar o que os seus pensamentos suplicam naquele momento que antecede o sono?
Vale a pena sentir essa dor?
Está seguindo seus sonhos?
Acredita em você?
Será que TEM de ser assim?
Você é ou está feliz? Consegue ver diferença?? É capaz de se responder???



[/ Eu sempre fui uma pessoa de levantar da cama e acender a luz para encarar o tal monstro. Eu sempre procurei coisas, questionei conceitos e quebrei regras. Me dei mal muitas vezes, mas, querem saber, vale a pena! Não têm monstro nenhum! No escuro estão todas as coisas que estão no claro! A Terra não é quadrada e o mundo dá voltas! E se eu não acreditar em mim, quem vai acreditar? Acreditem em vocês, se conheçam e mudem se preciso, tudo porque essa vida é pra quem se atreve! ]

!? POR QUE TEM !? rs rs rs


[/ Sejam bem vindos, meu amigos... ]


PARABÉNS PARA MIM, PARABÉNS AO BLOG E A VOCÊS, LEITORES AMIGOS, PORQUE ESTE ESPAÇO ESTÁ COMEMORANDO 100 POSTS E DOIS ANOS!!!

Viva a vida! Viva cada postagem, cada comentário e cada pessoa que aqui entrou! No entanto...

Como de costume, e o que todos fazem, dizem que este post TEM de ser especial. Por que é o centésimo? Aniversário!?
Bem... deveria, apenas deveria. Porque eu não sou 'todos', e me recuso a aceitar também que este (nosso) Blog seja apenas mais um, então, nos darei os nossos parabéns merecidos e estarei comemorando (por dentro) em silêncio, orando, refletindo, relembrando, admirando...

Obrigado
Perdoem-me
Amo vocês
Parabéns!


[/ Simples. Rápido. Verdadeiro também! Porque nada TEM de ser. ]

domingo, 11 de abril de 2010

E DAÍ!


[Bom, este post está fresquinho! Este eu estou fazendo agora, e já vou advertindo: Não tenho a menor noção do que eu vou escrever! Mas eu quero tentar. Eu preciso escrever]


Como eu disse, eu não preparei nada para escrever hoje, devido à semana de provas e eu tendo que estudar todo tempo (o pouco que eu tenho). Mas, como eu também disse, eu preciso escrever. Porque eu gosto. Porque eu me sinto bem. E porque foi para isso que este Blog foi criado!

Agora entra um assunto que ficou complicado pra mim: saber o que escrever.
Eu me preocupo com o que eu escrevo e na forma como colocarei as palavras, mas andei me preocupando muito com aceitação. Se iam gostar, se estava “perfeito”, se tinha fica a salvo de críticas negativas. Sério, andei pensando demais. E isso não é bom. O objetivo do Blog não é me promover como bom escritor ou coisa parecida; é desabafar meus problemas, expor como eu – tento – encontrar as saídas e que isso sirva para alguém como ajuda.
Percebi que eu estava demorando quase cinco horas seguidas em frente do computador, para conseguir fazer um post. Tudo porque, logo após, eu ficava editando-o. Editar!?

Agora que percebi, editar é maquiar o que eu quis dizer. É manipulação. Corrigir alguns erros ou mudar algumas palavras é uma coisa, EDITAR o texto todo é outra bem diferente.
Que bom que corrigi isso a tempo, pois sem querer e sem perceber, eu estava sendo um tanto artificial. E não prego isso aqui. Aliás, não prego isso em lugar algum! Eu acredito que as pessoas têm que falar o que e do jeito que querem e, com educação e sem prejudicar ninguém, serem como são.

A vida não me dá chances de editá-la.
Este Blog prega a naturalidade das coisas, a originalidade, a personalidade, o caráter único e a espontaneidade.
Acho que já somos entupidos demais, a contragosto, com ‘material manipulado’!

Como eu já disse no post anterior, ‘re’-digo agora, mudem. Se acharem que devem, mudem. Avaliem seus conceitos, faça coisas diferentes e inusitadas. Ouça outras músicas, dance outros ritmos, faça novos amigos (mas não se perca dos velhos!). Junte tudo, misture tudo, e de o seu toque, o seu ponto, o gosto à seu gosto.

Esse Blog começou como uma brincadeira e era meu passatempo, de repente, virou trabalho. Obrigação. Exigência demais. Está na hora de retomar a origem do Blog, a essência – Reflexão.
Se eu escrevo bem, se me expresso mal, se me farei ou não entender, quem sabe... Escrevo porque assim me sinto vivo. Não vivo pra escrever, escrevo para viver!

Deixo aqui um recado a quem quiser: Façam das suas vidas boas vivências. Não é fácil viver quando os outros nos incomodam, pior ainda quando somos nós mesmos. Procure o melhor lado das coisas e não se encurrale com trabalhos e pensamentos pessimistas. Posso garantir, ninguém se importa, mesmo, se você sabe dançar, se você sabe cantar, se você sabe desenhar, se você sabe viver.

Então, viva do seu jeito! ;)
Se estiver difícil, eu aprendendo também. Mas o importante é tentar. Como dizia uma amiga minha: Essa vida é só um teste, viu, ou a gente vinha com instruções!


[/ E eu criei tuudo isso agora. Se estará bom pra vocês, não sei, espero que sim. Mas me fez um bem danado!]

Sopre a poeira


[Fiz este post há duas semanas exatamente, mas não pude postá-lo. A semana foi de provas na faculdade e tudo foi correria só. Mas, eis ele aqui, na íntegra]


Depois de dezenas e dezenas de postagens feitas, a cada dia que passa se torna mais difícil traduzir em palavras fáceis, momentos de experiências tão íntimas. Parece que quanto mais tento escrever, mais complexo se torna a vida, e quero que minhas palavras possam servir de amparo a momentos duros que alguém esteja passando. Eu me cobro a não escrever apenas por escrever e sim para iluminar minhas ideias.

Bem, cheguei a uma conclusão que não importa o que você esteja passando, ou sentindo, ou vivenciando, o importante é como você trabalha isso dentro de você.
Eu, um dia, pensei em criar um espaço para refletir; eis ele aqui. Um dia, pensei em retomar os estudos, terminar o ensino médio e adentrar uma faculdade; cá estou. Um dia, eu pensei, no outro eu fiz!
Talvez não seja assim tão fácil na prática, mas a verdade é que é bem por aí. Quando eu decidi que não iria mais dar ouvidos àqueles que eram “do contra” e acreditaria mais em mim, nossa, neste dia as coisas mudaram...
Posso não ser capaz de mudar o mundo, mas posso mudar o meu. Assim como você pode mudar o seu. E, olha, você pode.

As minhas ideias, as coisas que eu falo, como reajo numa crítica, sendo paciente... ser assim me faz um bem.
Tenho dedicado boa parte do meu tempo livre para me convidar a fazer coisas que eu nunca fiz (acho até que nunca pensei em fazer). Seja ir trabalhar por outro caminho, mesmo que demore mais; seja adquirindo conhecimentos sobre antigas civilizações; seja me dando mais créditos e me cobrando menos.
A gente costuma passar tanto tempo tristes, chateados, e as desculpas são sempre as mesmas. Uma briguinha no serviço; uma discussão em casa; um desentendimento com um amigo. E esquecemos que o que realmente importa não é nada disso.

O objetivo deste post, quando o comecei, não era bem definido, mas agora, me parece tão claro: Alegria de vida!
Vejo pessoas amargas, nós estamos ficando secos. Desprovidos de sentimentos que nos aqueçam. E isso faz um mal danado...
Vamos esquecer aquela mágoa, dizer adeus aquelas velhas lembranças, vamos limpar as gavetas e dar espaço para menos poeira. Menos volume pesado. Escavar dentro de nós e descobrir o que sempre nos fez bem. Se o forte é aquele que conhece o seu inimigo, o sábio conhece a si mesmo.
Vamos viver tudo aquilo que ainda não vivemos.

Vamos colocar óleo em nossas engrenagens e deixar essa vida menos dura. Isso está muito mecânico. Se a vida não lhe sorri, sorria você. Se não está bom no momento, faça ficar. É tudo uma questão de querer.
Pense. Queira. Faça.


[/ Pode ser que nem todo aquele que tentou mudar sua própria vida tenha conseguido, mas certamente, todo aquele que conseguiu tentou!]

domingo, 7 de março de 2010

Relatividade


[/ O que é absoluto? Quem sabe o que é absoluto, com absoluta certeza!? Se não existe ninguém absolutamente certo, tudo pode ser relativo?! ]


Desde quando eu criei o Blog, eu nunca fiquei um mês inteiro sem postar algo. Esse mês que passou - Fevereiro - eu não coloquei nada nada nada. Aceitei comentários e apareci aqui vez ou outra tentando escrever. Apenas tentando... lamento...

Quando criei esse espaço o propósito inicial era apenas por pra fora sentimentos, sonhos, confissões que eu já não era capaz de segurar comigo. Apenas comigo. Sou muito reservado, tenho uma vida simples e eu, no passado, não era de me abrir com ninguém; em momento algum; em lugar nenhum! Isso me angustiava às vezes, pois eu queria ser capaz de expor minhas ideias livremente e contar aos meus amigos sobre coisas que me consumiam. Sempre ouvi as pessoas, no entanto eu tenho o costume de me achar forte demais e querer aguentar tudo sozinho, sem me abrir e sem pedir ajuda. E isso complicava ainda mais a situação.

Sem querer procurar um psicólogo - apesar de ter pensado muito nessa ideia -, eu queria resolver esse problema, mais uma vez, sem apoio. Então veio a ideia do Blog: colocar num espaço virtual minhas vivências - que num primeiro momento seria secreto -. Fiz o Blog e não contei a ninguém. O tempo ia passando e eu escrevendo aqui tudo o que ocorria comigo, até chegar o momento de finalmente dar as caras. Deixá-lo público! A partir daí todos conheceram o Jonas, e dessa vez conheceram por mim. Pude constatar que o que acontecia comigo, acontecia com milhares de pessoas no mundo todo: momentos de solidão, momentos de tristeza, baixo auto-estima, dificuldades, questionamentos etc. A interação e o entendimento aqui transformaram a minha vida!

A princípio eu queria apenas me ajudar, aprendendo a falar mais, só que fui notando através dos comentários recebidos que eu estava ajudando outros. Com um conselho aqui, uma opinião ali, ao expor minhas histórias, algumas pessoas estavam se sentindo melhor. Isso me deixou extremamente feliz, porque se tornava uma mútua colaboração.
Então o Blog foi se reestruturando, mudando propósitos, agora com o intuito de atingir o coletivo e não apenas o eu. Essas transformações ocorreram paralelamente com um momento em que eu me transformava também. Aprendi a usar mais de mim mesmo em benefício de todos. Ser menos egoísta. Menos individualista. Deixei de ver apenas meu próprio umbigo e passei a me ver mais como integrante de um todo, como parte, como cidadão, como colaborador. E entendi que as coisas que aconteciam ao meu redor não só me atingiam indiretamente como eu também era co-responsável!

Hoje em dia algumas pessoas me encontram na rua e comentam como estou diferente, que estou mudado e dizem-me que não entendem essa mudança.
Não tenho a menor vergonha de dizer que sim, eu estou mesmo diferente. Sou outro Jonas. Tenho ouutras ideias e ouutras opiniões. Só que não digo que MUDEI. Não mudei minha essência nem minhas raízes; conceitos, ideais de vida e princípios são os mesmos de sempre. Eu me ATUALIZEI.
Reparem que uma atualização não é bem uma mudança; apenas é a transformação da versão antiga, corrigido os erros, aperfeiçoado as qualidades e descoberto novas funções; não é algo mudado, é algo reciclado.
Eu não sou o mesmo Jonas do ano retrasado. Não sou o mesmo Jonas do ano passado. Nem quero ser o mesmo nos anos seguintes. Porque eu me atualizei. E pretendo fazer isso sempre: aprender com os meus erros, fazer melhorias, descobrir novos talentos e ver essa vida com outros olhares.

Vejo pessoas que são sempre as mesmas coisas o tempo todo. Não consigo entender isso. Não consigo entender como uma pessoa pode ser sempre o mesmo, enquanto o planeta gira, a água corre, o vento se movimenta, enquanto nada no mundo é fixo. Estado permanente. Se tudo a nossa volta e até dentro de nós está em constante manifestação, se movimentando, se renovando, se transformando, não podemos ver a vida do mesmo jeito sempre. Me parece ilógico.

Se o objetivo desse Blog antes era um, hoje é outro. Totalmente transformado. Eu gostaria que vocês, leitores desse espaço, aprendam a ver a vida com outros olhos. Não digo para aceitarem as minhas filosofias como sendo suas. Não digo para comprarem a minha ideia. Mas para observarem. Apenas observarem. A gente sempre se afasta e crítica o novo, o que nos é diferente. Mas se procurássemos observar e tentar aprender...?
Não digo para mudarmos o que somos, pois sei que muitas pessoas pensam diferente, possuem outra cabeça e vieram de outro contexto, mas eu só gostaria que observassem. Tentem. Não para seguirem, ou admirarem, apenas para ver a vida com outros olhares. Existem tantas formas de se viver essa vida. Tantas... que na minha opinião só tem a perder quem não se lança a novos caminhos.

Num mundo de fatos, eu não tenho vergonha de dizer que sou um homem de dúvidas. Não sou um homem de respostas prontas. Sou um homem de perguntas! E o meu maior desejo é que a pessoas abram a mente para novas ideias, quebrem paradigmas e descubram maneiras diferentes de encarar a vida.
Quando estou numa situação que me parece incontornável, eu sei que amanhã acharei a solução que hoje simplesmente não enxergo. Eu sei que amanhã o problema não vai mudar. Mas eu vou! Amanhã o problema ainda estará lá para ser resolvido, no entanto eu já não o verei mais como antes. Eu terei outros olhares.

Quando passar por uma situação ruim, pense que essa dificuldade será para sempre a mesma, mas você não! Você tem escolhas.


[/ Questione-se. Quebre seus paradigmas. Busque maneiras diferentes. Há muita riqueza na diversidade. Assim aprenderá as muitas formas de se ver a mesma coisa e verá que nada é absoluto. Tudo é relativo! ]

domingo, 24 de janeiro de 2010

ENQUANTO EU RESPIRAR!


[/ Sabe quando você sonha muito com algo e realiza, quando você corre com todas as suas forças e alcança o que quer, quando você foi capaz de chegar além dos seus limites e percebe que sua energia foi suficiente, então enche seu pulmão num respirar sem fim e depois solta todo ar com uma imensa sensação de bem estar? É! É disso o que estou falando... ]


Mesmo com muitas dificuldades, a contragosto de muitos, chega um determinado momento na vida em que desejamos mudar. Cortamos o cabelo, mudamos o penteado, trocamos o estilo de se vestir e saímos de casa seguindo a nossa intuição. Nesse dia podemos tudo, falamos o que temos vontade, 'pensamos sozinhos'... tudo do nosso jeito. No começo os amigos se assustam, o mundo estranha, mas aos poucos notamos um sorriso aqui, uma admiração ali e sentimos como é bom obter o reconhecimento daqueles que amamos, por simplesmente ser nós mesmos. Ao passarmos por um carro estacionado, por uma vitrine de loja ou ver nosso reflexo no espelho quando escovamos os dentes à noite, nós vemos nosso próprio olhar. Aí não conta beleza, espinhas ou defeitos, aí, olho no olho, torna-se inevitável sabermos a resposta:

- Sou feliz assim do jeito que eu sou?

Um dia isso aconteceu comigo e foi exatamente assim. Não digo que tudo aconteceu num único dia, na verdade foi um processo. Mas foi um processo que eu não procurei evitar. Posso garantir que, ao chegar à hora do confronto no espelho, não existirá melhor sensação no mundo caso você realmente se veja refletido! É uma sensação ímpar, que nos faz encher o pulmão bem fundo...

Somos únicos e perfeitos, cada um de nós pode oferecer um espetáculo. Quando você entende isso, começa a se ver totalmente diferente. Você passa a se valorizar mais. Não permite mais que os outros te coloquem pra baixo, nem permite mais que os outros façam a sua cabeça. Tudo porque você já se conhece, se ama assim como é e sabe bem do que é capaz. Quando você entende isso, oferece a melhor parte de você ao mundo e em gratidão a vida te convida para assistir a melhor parte dela também.
Há tantas pessoas que assistem a vida, às vezes a própria vida, do último lugar da última fileira, mal podendo enxergar o que se acontece.
Eu posso dizer que assisto a vida, a minha vida, de camarote, no primeiro lugar da primeira fileira e, às vezes, a vida me convida a adentrar o palco e atuar na História!

Esse post me fez lembrar de um período da minha adolescência, meus 17 anos. Nessa época eu estava no Ensino Médio e durante uma aula de língua portuguesa criei um poema, que marcaria minha vida para sempre. Existem coisas que criamos, seja um texto, uma tela, uma torta, qualquer coisa, que nos retratam tanto, por mais que os anos passem sempre nos reencontramos nessas coisas. Esse poema é assim, não importa em que época eu o releia, eu sempre me identifico.


Será difícil, mas eu vou viver!

É difícil viver intensamente,
sem prévia autorização.
É difícil sonhar livremente,
quando nem a verdade tem razão.
É mais difícil sorrir com motivos de sobra para chorar,
não quero estar aqui se não poder curtir, viver e amar.

Quero um mundo sem novelas,
onde em meu conto serei o ator principal.
Quando assoprar as minhas velas,
preciso da paz de um dia de natal.

Vou longe, tão longe quanto minha perna me levar.
E levo comigo quem quiser se libertar.
Um dia volto, mas não para ficar,
porque ainda está pra existir alguém capaz de meus sonhos roubar.

E um dia, em meu epitáfio,
serei lembrado nas loucuras dos loucos.
Agora, preciso adormecer,
para amanhã reviver ainda mais forte!

(Jonas Souza, 2005)


Tenha muitos sonhos. Visões de um mundo melhor. Mostre a melhor parte de você ao mundo e enfrente as opiniões dos outros. Aprenda a debater as suas ideias, lutar por suas verdades e não se perder. Aos poucos, sem que perceba, já deixou de assistir e passou a atuar na vida.


[/ Você é capaz de mudar o mundo a partir do seu ponto de vista! Isso não vale a pena? ]

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Lótus


* Para os budistas, pelo fato de brotar e se desenvolver em águas lamacentas e turvas e, ainda assim, manifestar delicadeza e fragrância, a Flor de Lótus é o símbolo da pureza. Também significa tranqüilidade e uma vida distinta e sagrada.

[/ O ano novo já começou e me parece que meio calado. Parece um ano que promete muitas coisas a todos, mas, como minutos que antecedem um grande ato, sinto o ano observando. Se preparando como uma locomotiva ganhando força... ]


Eu sempre me vejo batendo na mesma tecla ao me deparar com o mesmo erro...
Na minha opinião, nós não somos robôs e por mais que sejam criadas novas tecnologias, existem coisas que não tem como mudar. Como nós mesmos, seres humanos! Isso mesmo, humano...

Ao longo dos tempos estamos esquecendo de que o sofrimento é inerente à nossa condição mortal e que o mundo não é um conto de fadas.
Alguns países, como o Brasil, são campeões em receitas médicas. E pior, algumas pessoas se automedicando à vontade. Isso me assusta mesmo. Há remédios que dopam, dá sono, enganam a dor e faz com que a pessoa se engane, tendo uma sensação de ‘‘paz’’ (bem entre aspas!). Mas que sensação de ‘tranquilidade’ é essa que nos tira da realidade??

Nós estamos nos acostumando com fugas porque nos desacostumamos com a dor. Dor essa que faz parte; como aquela azia depois de uma comida que não caiu bem; como aquela dor de cabeça por uma noite mal dormida; como as oscilações de humor naturais. Ansiedade faz parte. Tristeza faz parte. Depressão, às vezes, faz parte. E, para quem não sabe, na maior parte das vezes, a dor é um modo que o nosso corpo utiliza para sinalizar algo. Então, quando não entendemos o que o nosso organismo quer e precisa realmente e tomamos algum medicamento sem nenhuma orientação médica, nós estamos maquiando algum problema. Que pode ser sério.

E a coisa é mais séria do que parece. O nosso padrão de vida atual é tão cruel e competitivo que nós não aceitamos o menor nível de descontentamento. A busca do dinheiro, estética e status a todo custo. Quanto mais temos mais queremos e quanto mais queremos mais gastamos. E na menor sensação de abatimento, a válvula de escape é sempre um vício. Alcoolismo. Consumismo. Remédios. Dormir para não encarar a realidade. Medicar-se para enganar a dor.

Eu não sou sadista ou masoquista, dizendo que devemos sentir dor; muito menos acho que deveríamos parar de tomar remédios. O fato é que nunca se deve tomar nenhum medicamento sem prescrição médica! E que qualquer tipo de fuga, na hora de enfrentar uma situação problema, é alimentar o fogo!
Precisamos compreender, de uma vez por todas, que somos seres humanos. Oscilamos. Os dias não são sempre iguais, nem nós. A gente muda. Descontentamento não é o fim do mundo, nem acharemos o paraíso no fundo do copo. Precisamos aprender a controlar nossos demônios, nossas angústias e entender que não somos perfeitos. Somos imprecisos e inconstantes, porque, via de regra, Não somos Máquinas!

Quando eu vivo um problema, a primeira coisa que eu faço é ‘ficar em mim’. Equilibrado. Nada de fugir da situação nem fingir que nada acontece. Aí com as mãos firmes nas rédeas, eu foco no problema pra valer, sento e converso comigo mesmo e tento ver o enigma por vários parâmetros. Se for algum problema físico e os sintomas persistem, o primeiro caminho é um médico. O segundo passo é meu corpo e eu. Eu não sou o super-homem, mas na minha opinião, se teve uma entrada tem uma saída. Eu sempre acredito que tudo tem uma solução, não importa o problema, e, por mais que doa, custe energia e custe força de vontade, mais dia menos dia eu encontrarei uma resposta. E eu preciso estar são para entendê-la.

Nesse momento existem famílias com entes queridos doentes. Pessoas passando pelo dolorido processo de uma separação. Têm pessoas que sofrem por limitações físicas ou psicológicas. Há aqueles passando por sérias dificuldades financeiras. No entanto a grande maioria encontra nas suas limitações e na dor das suas histórias um motivo a mais para continuar a viver. Pessoas essas que levantam todo dia motivadas a viver melhor e descobrem a incrível capacidade do ser humano de se superar.

Faça do seu problema uma ponte e não uma barreira. Problemas não é o fim do caminho. Não significa que você é um fracasso. É só uma oportunidade para você se superar e crescer. Para evoluir.

Você prefere viver de olhos fechados ou abrir os olhos?? Pense bem.


[/ O sofrimento é como uma fera, sobrevive se você o alimenta. ]

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO!!! FELIZ 2010!!!


[/Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...

Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita... (O que é? O que é? Gonzaquinha) ]



Mais um ano que passa, mais um ano que vem...
Dezembro foi sempre o mês do ano que eu mais gostei. Gosto do natal, da energia que paira no ar, da virada de ano e da vontade de celebrar. Nessa época, é normal a gente olhar lá pra trás e ficar tentando ver onde erramos, onde acertamos, onde marcou mais, onde foi mais difícil.
Mais eu sempre digo uma coisa, olhar para trás para ver se cumprimos o prometido e fazer o ‘balanço’ é até necessário, mas depois de feito isso, ficar se culpando pelos resultados não é legal. Sempre restará aquela sensação de ‘eu podia ter feito mais’. Então fiz o que deu, e se não deu ao menos eu tentei! Se eu errei, eu aprendi. Se eu chorei, eu também ri. Seja como for eu vivi, ainda estou vivo e de um jeito ou de outro, certamente valeu a pena.
Não conheço alguém que conseguiu fazer, exatamente, o que se propôs. Porque a ninguém cabe o poder de controlar a vida. A gente até pode planejar como gostaríamos de ser e o que gostaríamos de fazer, a partir disso, ter coragem para lutar, ter paciência para esperar e maturidade para entender que nem tudo vai ser como queremos, mas a vida continua. Isso é fato. É regra. E, graças a Deus, é assim. Ou tudo seria muito fácil.

Esse ano foi difícil para mim. Foram meses de luta, de novidades, de correria, de intensas transformações e mudanças, mas, principalmente, foi um reencontro comigo mesmo. Quem acompanhou o Blog, talvez tenha percebido que havia sempre uma atmosfera meio tensa, quase uma névoa. Eu me sentia tentando sair da lama, depois de estar com os dois pés bem fincados.
Hoje estou melhor. Hoje olho para trás, sem cobrança, e me convido ao próximo ano. De peito aberto e querendo voar, sei que tenho coragem, paciência e maturidade.
Fiz muitas amizades boas. Algumas até digo sinceramente, jamais serei capaz esquecer. Passei por grandes surpresas e nessas reviravoltas senti o calor desses amigos ao meu lado. Pois então, hoje afirmo: amigo não é aquele que sempre está ao seu lado, mas é aquele que quando ninguém mais estiver (ou quiser) ele está!

OBRIGADO! De coração... obrigado!

Aprendi muito com o primeiro ano de faculdade. Minha visão de mundo se ampliou e sei que até agora tudo que aprendi é tão pequeno perto da vida – a vida nunca pára de me surpreender -. Superei fases complicadas no meu trabalho. Não vou negar que houve momentos em que pensei em desistir. Mas não desisti! Aprendi que forte não é o que nunca cai, é o que sempre levanta.

Não posso deixar de dar o meu sincero “Obrigado!” às pessoas que me ajudaram na campanha deste natal. Foi um sucesso em todos os sentidos; acho até que quebramos nosso recorde: mais de 300 presentes, entre brinquedos, roupas, calçados, doces etc. Fomos mais longe. Doamos para mais crianças. Foi mais difícil – alguns imprevistos engraçados! -, mas no fim sensação de compensação.

Que neste finalzinho de ano a gente repense nossos valores, nossas atitudes até agora e em tudo que nos trouxe até aqui, então partamos rumo a 2010! Com a coragem para lutarmos por nossos sonhos. Com a força para quebrar nossos recordes. Com ousadia atravessarmos fronteiras e com a vontade de irmos a cada dia mais longe!


[/ Eu posso ser escravo do ontem, mas sempre sou dono do amanhã! Feliz 2010! Tim Tim o/\o/\o ]

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A HORA É AGORA: SE ABRA PRA VIDA!!!


[/ Quando é um convite à vida aceite de braços abertos!]


Ultimamente tenho vindo com pouca frequência aqui no Blog. Não estou tendo muitas inspirações e acredito que é devido ao ritmo acelerado de vida em que estou. Tenho feito tantas coisas num único dia que, às vezes, chego à noite e tenho dificuldade em me desligar. Parece que um desejo de viver me consome por dentro com tamanha força que vai acabar por me engolir. Eu tenho pressa de viver, de abraçar a vida e senti-la! Sem impulsividade, mas com total entrega e intensidade. Aí sinto como se a vida me pedisse calma, para que fosse desvendada aos poucos...

Esse Blog, que começou como uma forma de extravasar os fantasmas de um adolescente reservado, acabou se tornando um diário on-line e numa deliciosa maneira de pensar, de refletir e de me abrir para o mundo; e em breve completará cem posts, em dois anos.
Não sei nem dizer quantos benefícios ele me trouxe, mas certamente não mais me vejo sem escrever. É a minha forma de me libertar. Não sei bem o que escrever no centésimo post, porque embora eu planeje sairá de outra forma. Só fico contente porque ao postar respeitei cada momento da minha vida e era exatamente o que estava se passando comigo em todas as linhas. Evitei eufemismos e exageros, eu fui aquilo ali sempre...

Concluí o primeiro ano de faculdade. Quase dois anos já se passaram desde que entrei no meu trabalho. Superei fases, atravessei outras e ainda em pé digo: Ah! Vale a pena, porque no fim essa vida insiste em pulsar mais forte!
Hoje de manhã acordei, tomei uma ducha, preparei um café e fui caminhar enquanto ouvia música. Num determinado momento uma sensação de paz e prazer pulsavam em mim, as águas do rio correndo, a brisa no rosto, o Sol e eu ali caminhando como um mero expectador da vida acontecendo diante dos meus olhos...

Têm determinados momentos que a gente sente a vida com toda sua força, é algo que tem o poder de nos mudar, alterando nossa estrutura e isso nos ensina muitas coisas. Quando a gente entende que a nossa relação com Tudo Isso Aqui é tão maior, o resto fica tão pequeno. Caminhando hoje de manhã, eu poderia dizer que não tinha problema algum...
Cheguei à conclusão que, quando paramos para escutar a vida, a vida pára para nos escutar também. E quando se transforma numa conversa, você alarga as suas fronteiras e se abre para um mundo que antes você não conhecia. Isso não tem nada a ver com religião ou fuga, e sim autoconhecimento. Talvez no fundo o que você escutará é aquela parte de você que precisa ser ouvida!


Amanhã Ou Depois

Nenhum de Nós
Composição: Thedy Corrêa

Deixamos pra depois uma conversa amiga
Que fosse para o bem, que fosse uma saí da
Deixamos pra depois a troca de carinho
Deixamos que a rotina fosse nosso caminho
Deixamos pra depois a busca de abrigo
Deixamos de nos ver fazendo algum sentido
Amanhã ou depois, tanto faz se depois
For nunca mais... nunca mais

Deixamos de sentir o que a gente sentia
Que trazia cor ao nosso dia a dia
Deixamos de dizer o que a gente dizia
Deixamos de levar em conta a alegria
Deixamos escapar por entre nossos dedos
A chance de manter unidas as nossas vidas
Amanhã ou depois, tanto faz se depois
For nunca mais... nunca mais


[/ A vida acontece agora, não deixe pra depois, viva o que tiver que viver, mas sinta a vida!]

domingo, 22 de novembro de 2009

Acerte os seus ponteiros...


[/ Eu acredito que dentro de cada um de nós existe um relógio biológico. Ele bate com o compasso da vida. Só é preciso sintonizar os ponteiros...]


Comer demais engorda. Comer de menos é anorexia. Dormir oito horas por dia é o ideal. Não dormir dá rugas. Beba muita água. Mas não exagere. Não tomar sol faz mal. Sol demais dá câncer. Faça o que tiver vontade. Mas não seja o ‘diferente’...

Hoje em dia, nesses tempos meio malucos que estamos vivendo, é fácil encontrar ‘fórmulas mágicas’ pra tudo. É remédio para dormir. Medicamento para ficar acordado. Pílula para ter fome. Chá para emagrecer. Loção rejuvenescedora. Cirurgias plásticas...

Isso não teria muito a ver com esses modelos de beleza inatingíveis que a mídia impõe?

O cabelo liso do mês passado virou o crespo desse mês. Ano passado o corpo ideal era da atriz cheia de curvas. Hoje o pódio é da modelo magrela. Antes o homem tinha que ser mais másculo. Hoje existe metrossexual. E cadê as mulheres que queriam ser presidentes?!

Eu não concordo com o padrão atual de vida. Acho maçante o que ele faz conosco e é triste o que algumas pessoas chegam a fazer para alcançá-lo. É fácil constatar, repare o número de casos de transtornos alimentares, obesidade e depressão crescendo.
Diante dessa série de exigências contraditórias que vemos diariamente, acho mais saudável ouvir as recomendações do meu próprio corpo.
Eu durmo quando tenho sono. Acordo sem despertador. Como quando tenho fome. Faço exercício físico regularmente, mas não dispenso a macarronada de domingo com minha família ou uma boa pizza com meus amigos. Dedico um tempo do meu dia só para mim. Dou risada quando quero e choro à vontade! Creio em muitas coisas, mas não sou fanático.
Sou humano. Nada perfeito. Não sou capa de revista nem ator de novela. Apesar disso tudo, me amo como sou e quem gostar de mim, me aceitará assim!

Não obrigo o meu corpo a fazer aquilo que não estou preparado no momento, e isso se chama respeito comigo. Nos dias em que estou mais agitado e naturalmente demoro a dormir, procuro ler um livro até o sono chegar. Nos dias em que estou mais devagar, não preciso de estimulante, uma boa corrida e uma alimentação ‘legal’ (que inclua um pouco de tudo!) me dá energia suficiente no dia. Quando me dá uma dor de cabeça repentina ou cansaço demais, prefiro conhecer as causas e resolver o problema. O corpo ideal é aquele que ao me olhar no espelho, estou contente com o que eu vejo. Não tomo sempre medicamentos e não vivo em função deles. Quando um médico me recomenda, é diferente! Eu nunca me automedico.

O que se ganha respeitando o próprio corpo?

Um parceiro!

Os benefícios de respeitar os próprios apelos são inúmeros. Quando a gente fornece o que o corpo precisa, ele também fornecerá o que precisarmos.
No meu caso, no dia em que preciso trabalhar mais, meu corpo prontamente responde. No dia em que eu preciso de mais concentração, meu corpo me prepara. Quando estou cansado, aparece mais energia. Chego mais longe. Meu corpo trabalha a meu favor. Obtenho mais resultados. Tudo vai surtindo efeito imediato. É como terra fértil.

No assunto beleza, eu acho algo controverso, porque vemos na História que os padrões vão mudando. Acredito, também, que ela está nos olhos de cada um. E o caminho é de dentro para fora: estar bem para aparentar bem.
Como pegar um único molde e encaixar em pessoas diferentes? Não tem como. Então eu quero acreditar que as pessoas devem valorizar suas próprias crenças, seus próprios valores, suas características pessoais. E lembrar que o nosso corpo ainda é humano, por isso ás vezes há dor, por isso dá preguiça, por isso a gente tem necessidades. Faça o que dá, sem tanta cobrança.

Você prefere ir de acordo com padrões ou tentar descobrir o que tem de melhor em você??


[/ Todos temos algo especial. O caminho é descobrir, valorizar e expor isso! ]

domingo, 1 de novembro de 2009

. . .Miragens. . .


[/ Podemos não conhecer nosso futuro, mas se tem uma boa noção dos frutos pelas sementes que seguramos nas mãos]


Ao longo da vida já enfrentei muitos problemas, atravessei grandes fases e posso dizer que hoje aprendi discernir muito bem o que real do que é pura miragem.
Miragem é nada mais do que uma ilusão; na minha opinião, é um novo caminho para não se ir a lugar algum, gastar energia por nada e no fim perder algo irrecuperável – o tempo!
Então a miragem não passa de uma cilada da vida, que a princípio era somente para testar nossa força de vontade.

Eu observo pessoas que desviam e se perdem na busca por essas miragens. Ou se perdem ou se decepcionam na chegada...
Traçar novos caminhos e mudar os rumos, quando a gente percebe que para onde estávamos indo não tinha mais nada a ver conosco, é digno de muita coragem, pois é preciso se arriscar. Mas abandonar o caminho que se queria, trocando sonhos, entregando os pontos para ir atrás de uma ilusão, na maioria das vezes termina-se com uma grande decepção, porque não existirá oásis algum!
Já fui pego por essas ilusões e vi muitos serem também. Depois desse mau passo dado é preciso voltar até o ponto de origem e retomar o verdadeiro caminho. Nesse embalo perdemos mais energia e tempo, e agora tudo está mais difícil, por causa de um mau passo a vida nos cobrará mais caro (é como se o preço da passagem tivesse subido).

Eu costumo dizer-me que posso até não saber exatamente o que quero, mas já tenho uma boa noção daquilo que não quero. Não sei mesmo o que encontrarei pela frente, mas já conheço o que ficou pra trás, e se está lá trás têm motivos pra isso; a gente já evita uma porção de coisas quando não tropeçamos nos mesmos erros.
É preciso policiamento sempre. Vontades efêmeras não passam de miragens. O atalho, o caminho perfeito, aquilo obtido sem esforço, o insistir no erro são ótimos exemplos também. Quem nunca ouviu a frase: ‘quando estamos no caminho certo as tentações batem à porta’?

Acho sinceramente que um pouquinho de esforço não mata ninguém. Vale a pena sermos ousados e inovadores, mas sem persistência e determinação não se chega a lugar algum também. Sacrifício, lágrimas, suor, uma dor aqui outra li - sem exageros - não destrói ninguém, muito pelo contrário, detalha a personalidade e lapida o caráter. Nos ensina o valor das coisas, o melhor cuidado, porque sentimos o quanto é duro à conquista.

Se na História da Humanidade, grandes homens foram aqueles que mesmo cansados não desistiram e grandes coisas foram acertadas depois da milésima tentativa, de quantos erros você precisa? Está seguindo seu sonho ou uma miragem?


[/ De um ponto a outro, chega-se mais rápido quem anda numa linha reta!]

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Um sonho não acaba jamais! Feliz Dia das Crianças!


[/Finalmente acabou a pressão, o corre-corre, tudo se concretizou e estou com a sensação de missão cumprida uma vez mais]


Há dois meses atrás comecei pensar em como a campanha do Dia das Crianças deste ano deveria ser. Eu queria algo mágico neste ano, queria mais risada, queria mais brinquedos, mais crianças, mais garra e comprometimento. Quando iríamos, como iríamos, com quem e como poder ultrapassar nossas metas, foram dilemas que, por vezes, tiraram-me o sono.

Só que desta vez eu me senti só, a campanha começara tão singela, tão discreta, que quase ninguém comentou sobre ajudar ou não.
As semanas iam se passando, corrida contra o tempo, o cerco se fechando e nada; parecia mais algo que eu queria realizar do que qualquer outra coisa. Não sentia o calor das pessoas se envolvendo, se aproximando do propósito e isso me angustiava, isso estava acabando comigo. Parar com um sonho? Abandonar a campanha na metade? Tentar sozinho?
Confesso que cheguei a pensar em tentar arcar com tudo mesmo sozinho, mas isso seria quase impossível.

Bem, eu estava tão atolado de trabalhos da faculdade, matérias para estudar por causa da semana de provas, que não consegui me doar como queria neste ideal. Confesso que, também, me deixei entregar um pouco pelo cansaço e quase me conformei com a situação difícil.

Foi então que, faltando poucas semanas para o dia tão aguardado, meus amigos mais próximos começaram a me ajudar neste sonho. Me senti amparado. Me senti suportado, a esperança voltava a abrigar meu peito. Ia dar certo, tinha de dar! Começava a sentir o calor da ideia, os corações batendo no mesmo compasso, na mesma batida e notei que voltávamos a dançarmos juntos. Uma vez mais juntos! Pelo mesmo sonho, pela mesma arrecadação, pelas crianças, por nós mesmos.
E se no fim tudo dá certo, as coisas desta vez não tinham de ser diferentes. Não podiam ser...
Os mais afins começaram a se aglomerar para o centro da pista, os mais distantes começaram a reparar-nos e pouco a pouco senti que iam todos se chegando. Até o momento que todos dançavam! A mesma música! Uma mão carregando a outra, suprindo cada lacuna da pista e eu já podia ouvir o final: as risada da criançada.
Acredito que pulamos de 50 brinquedos para mais de 200, em poucos dias. Bonecas, carrinhos, roupas, jogos e calor humano – o principal, calor humano! -.

Quando chegou o momento tão aguardado, pulei naquela pick-up, meu coração já transbordava, um bololô de emoções me dominou e só me lembro de fazer reverência a Nossa Senhora de Aparecida, pedir proteção a todos e dizer “Mais uma, vamos lá!”.
E fomos! Doamos mais de 200 brinquedos naquela tarde! Vimos mais de 200 sorrisos! Olhos que brilhavam, mães agradecidas, gritos, risada e, se Deus quiser, aquelas crianças crerão que existirá um mundo melhor em algum lugar, por alguns momentos, pela força de um ideal.

Houve, sim, um mundo melhor nos olhos daquelas crianças, naquela tarde, eu vi, e estou tão certo e acredito tanto nisso que vibro. E isso me dá gás, me dá força e me impulsiona a viver até a próxima campanha. Porque ouvir de uma criança de uns 4 anos, durante a campanha: " Mãe mamãe, olha, eu ganhei uma 'muneca'! ", isso NÃO TEM PREÇO! *-*


[/ Eu quero agradecer de coração a todos que me ajudaram. Que Deus dê em dobro cada pedacinho de sonho que reavivaram.
Obrigado mesmo às crianças... obrigado, porque no fim o presente foi todo nosso!]

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Neste palco só você pode dar o seu show!


[/ QUEBRE A PERNA!]

O grande desafio é simplesmente começar!
Depois de ter passado dias pensando neste post, chego aqui em frente do computador e eu me deparo com a maior dificuldade: começar.
Até aqui foi fácil. Agora começa o dilema: saber o que escrever para me fazer entender e ser fiel ao propósito inicial do post.
Quais serão as melhores palavras para se usar? O que fazer? Por onde ir!?

Quando o artista prepara uma peça e está ensaiando, até aí é fácil, a sós ele e a arte. O desafio é lá no palco, no cara a cara, no olho no olho, quando as mãos suam e o coração dispara, a mente esvazia o deixando na mão.
Como brotar risadas da platéia silenciosa? Como tirar suspiros e arrancar lágrimas?
As cortinas já se ergueram, o mistério acende, o respirar pausa, os olhos atentos e então, o espetáculo começa...
Nessas horas, eu aprendi que o melhor a se fazer é usar de tudo que estamos sentindo, focando para um ponto e com a coragem, ficar em pé ao palco e dar o melhor de nós.
Se o dia for durão, a gente dá uma de palhaço, e a vida vai rir de volta pra gente. Se tiver muitos obstáculos no caminho, brincando de trapezista e equilibrista, a gente vai caminhar na corda bamba sem se deixar cair.
Para os momentos tristes, mágica!
Para os momentos difíceis, malabarismo!
Porque o show tem de continuar e o desafio está em somente dar o primeiro passo.

Depois que começamos, tudo fica mais fácil, acredite. Como um girassol que mira o Sol, devemos mirar um sonho e tentar alcançá-lo a todo custo. A gente só não pode cair no erro de não respeitar os limites do nosso corpo. A verdadeira ideia deste post é contar o que passei e o que aprendi com isso.

Há uns anos atrás (quando ia por aqueeela maré, antes de cair naquele labirinto), eu fazia as vontades de todo mundo o tempo todo, cedia aos apelos externos e nunca aos meus. Acabei caindo numa tremenda armadilha, feita por mim mesmo.
Quando precisavam de mim, eu ajudava mesmo sem poder – às vezes, mesmo sem querer -; emprestava dinheiro que me faria falta; ia com a turma para lugares, quando eu queria ir a outros; omitia minha opinião verdadeira só para não ir contra o restante do grupo; pagava o preço de não ter autenticidade e era sempre o ‘amigão’ da turma, o ‘bom camarada’, aquele que nunca diz não.

O tempo foi passando até o momento de eu não reconhecer meu corpo, eu só tinha dores (comentei algumas vezes aqui no Blog: enxaquecas constantes, dores nas costas e no joelho, e um cansaço sem precedentes).
Meu corpo dava sinal vermelho, então, começou uma alto-sabotagem.
Na faculdade, precisava me concentrar e minha cabeça só pensava no trabalho. No trabalho, minha cabeça estava na faculdade. Quando eu chegava da universidade, precisava dormir, e cansado, não tinha sono. No trabalho o sono surgia. Eu tomava tudo quanto era remédio para as dores do corpo e, além de nada resolver, tinha efeitos colaterais. Comecei engordar, me descuidar, me alimentar mal, ter pesadelos (coisa que nunca tive!) e aquilo estava virando uma bola de neve. Ansioso, angustiado, inseguro, desmotivado, já não sabia o porquê caí nessa. O que veio depois todos acompanharam aqui: depressões, crises existenciais, escoliose dorsal.
Onde eu estava errando?
Foquei no problema até achar a solução, percebi que o erro partia de mim. Por que eu tinha que fazer o gosto de todo mundo, só para ser o amigão? Só para poder ser querido entre os que eu achava descolados? Será que é preciso a gente fazer favores, se anular, fazer só a vontade dos amigos e não ter opinião própria, pra viver bem?
Então eu acordei pra real e publiquei aqui “WAKE UP!”. Daí por diante, filtrei minha vida, passei a me amar e me respeitar ainda mais, e aprendi o que é o Amor Próprio. Hoje estou em acordo com a vida: nem ela me cobra demais nem eu a cobro tanto também! ; )


[/ Por isso vai o aviso aos navegantes, comece aos poucos fazendo o que você gosta e aos poucos verá que estará conquistando o que você quer!]

domingo, 6 de setembro de 2009

EXISTE LUZ!!!


[/ se você se encontra num caminho escuro, sem sinal de saída, que mais parece um labirinto, não desespere, segue, há luz no final do túnel! ]


Eu defendia e vivia da forma que os realistas pensam. Eu era totalmente a favor da inexorável realidade e contra qualquer utopia, fantasia ou fuga à imaginação; paradoxal isso, sempre fui meio autista. Brigava comigo mesmo então...

Acreditei, quis acreditar, que o melhor caminho é aquele que enxergamos tudo, que sabemos onde pisamos, para onde vamos, como estamos, com previsão de chegada, análise disso, planejamento daquilo e tudo mais. Trancado em meus paradigmas, eu mudava a direção das velas sempre que o vento não soprava a meu favor. E, por esses caminhos, quando eu tropeçava e entrava numa fria, imediatamente buscava algum motivo lógico e racional para o deslize.
E pra mim a vida assim estava boa. Vivia meus dias de forma pacata e um tanto quanto cômodo. Enxergava somente o que a vida me apresentava e acreditava unicamente naquilo que tivesse solução. Não alimentava falsas esperanças nem vivia sonhando demais.
Vivendo dessa forma, com esta filosofia realista, eu nunca tinha problemas com nada, eu não tinha dores de cabeça, não ficava mal, não tinha angústia muito menos ansiedade, eu não chorava nem sofria. Só que, também, eu nunca evoluía, não amadurecia, não aprendia com os meus erros, não me superava e não me atualizava; podia se passar décadas, eu estaria do mesmo jeito.
Eu acho que viver assim é ‘fácil’. Muita gente prefere uma vida normal, sonhando por baixo, dentro do que é aceito, exercendo o seu personagem e nada muito fora desse esquema. Pagam um preço por serem assim – na minha opinião muito alto! – e vão tocando a vida sem stress, sem muita diferença, onde todo mundo pensa igual, sente igual, fala igual... parece igual.
Eu fui por essa onda, com essa grande massa, até um tempo atrás. Daí por diante, vi que não era bem por aí o meu caminho. Esse preço, eu não paguei mais!
Hoje, penso que viver de acordo com uma filosofia totalmente realista é se prender no óbvio. É estar cego vendo! É optar por estar sedado, anestesiado o tempo todo: você vê somente o que lhe é mostrado, faz somente o que o coletivo julga certo e, quando as coisas dão errado, coloca a culpa de tudo na razão, na situação, no momento, na vida. Nunca em si mesmo, nem por um motivo maior. É ser cético demais para acreditar numa mudança repentina de ventos, numa golpeada de sorte ou em coisas que a ciência não explicaria (sentido existencial).

Esses, os realistas, dizem que os otimistas são os que vivem no mundo da Lua, acreditam que tudo é mar de rosas e são esperançosos demais para encarar a realidade. Pois eu afirmo: Eu sou cem por cento otimista! Eu sempre acredito, sempre tenho fé, vou conseguir, o vento soprará a meu favor, no fim tudo vai dar certo e se ainda não deu é porque não chegou o fim. Eu sempre tenho coragem, sempre tenho confiança e, mesmo com insegurança e incertezas, nunca desisto e toco em frente o barco!
Se eu não consigo, quando recebo uma rasteira da vida e os ventos cessam, eu não mudo a direção das velas, recomeço, porque vai dar certo. Tem que dar certo!
Quando eu caio, eu choro, lamento, mas em seguida levanto, enxugo o rosto e recomeço de novo. Ainda mais forte, ainda mais confiante, mais maturo e com mais garra.
Um novo dia começou, o Sol já nasceu, ele brilha pra todos, então ele vai brilhar pra mim!

Eu acho que ter fé e acreditar no melhor lado da vida é positivo. É compreender que tudo tem um sentido e até os erros fazem parte do acerto: se não deu certo, no fundo, está dando certo.
Pensar assim, agir assim, nos dá um por que pra nossa vida. Nos faz entender um monte de coisas, com o tempo; não podemos ver a vida por pedaços, julgar por uma situação ruim. Se a gente não consegue agora, amanhã sim. E se não conseguirmos amanhã, uma hora conseguiremos!
É preciso sonhar alto mesmo e ter uma determinação ainda maior. Não pendurar as chuteiras só porque o jogo parece perdido, as coisas mudam. Eu já vi times virarem o jogo, cinco minutos antes do final do segundo tempo. Eu já ouvi que exércitos ganharam guerras dadas como perdidas. Nessa vida já me aconteceu uma porção de coisas engraçadas e acho que todo mundo, em algum momento, já presenciou essas reviravoltas que a vida dá.
Ser otimista é ir além das fronteiras de si mesmo, se descobrindo, se renovando, se superando, acreditando cada vez mais. Por que qual o sentido de Tudo Isso Aqui se não se superar, evoluir e acreditar?


[/ Sempre acredite, sempre tenha coragem, persevere, porque sempre vai dar certo, tenha sonhos, tenha metas e jamais deixe que lhe digam que não vale a pena ter sonhos, porque tudo vale a pena quando a alma não é pequena – já dizia o poeta ]

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Necessário, Difícil, Dolorido... Compensador!


"Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo
que não fosse
saudável ... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa
que me pusesse para
baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de
egoísmo.
Hoje sei que se chama... Amor-próprio."
(Charles Chaplin)



Já faz um tempo que notei um acúmulo de coisas desnecessárias na minha vida. Coisas que têm ocupado muito espaço. Não estou conseguindo me livrar facilmente disso, confesso. Mas quero! Preciso muito. Já sentei e conversei comigo mesmo a respeito; essas coisas não têm mais nada a ver comigo, estão desatualizadas, não acompanharam meu caráter, minha nobreza de ideais e já não posso continuar seguindo meu caminho com saúde, se não me livrar delas. Essas ‘coisas’ que me refiro nada mais são do que pessoas, lembranças, sentimentos que não me refletem atualmente. Com a sensação de missão cumprida, fim de etapa, é preciso me atualizar uma vez mais. E assim abrir espaço a uma nova fase consonante comigo.

Desde o mês de Julho estava com desejo de mudanças. Aos poucos fui moldando meu pensamento e rotina ao novo estilo de vida. Um estilo mais honesto comigo. Precisava dar mais espaço pra mim no presente. Não me sentia vivendo minha vida como queria. Então, fui me reinventando aos poucos. Tirando projetos, que sempre quis ousar tentar, das gavetas. Dando ouvido àquela parte de mim que precisava inovar. E, com tempo, maturidade, muita paciência e atenção aos apelos do meu corpo, da minha mente e da minha alma, mudei. Prefiro dizer que recomecei.

Os conceitos são os mesmos. Assim como os princípios, a honra e a humildade. Apenas ousei, me encorajei, me desafiei tentar algo novo, algo mais.
Os dias se passaram e o mundo respondeu a minha ação prontamente! Passei a dormir melhor, comer melhor, acordar ainda melhor. O saldo foi positivo. Mas ainda não é o suficiente pra mim...
Ainda que eu tenha mudado algumas ideias e algumas ações, restou aquele acúmulo. O próximo passo é me libertar do desregramento da fase anterior. Não estou à vontade com algumas pessoas e sentimentos que ficaram. Estão me pondo pra baixo.
Já aprendi que o primeiro passo para mudar é querer a mudança. O segundo é estar disposto a abrir mão do dispensável. Não me vejo mais como antes. Certo que não quero mais coisas que não me sejam saudáveis. Basta! Aos poucos quero cada coisa no seu devido lugar.


"Não devemos ter medo dos confrontos... Até os planetas
se chocam e do caos
nascem as estrelas."
(Charles Chaplin)


[/ Colocarei todas essas coisas que me põe pra baixo numa caixa e enviarei pra Deus, só Ele poderá dar o devido fim ]

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Pura Magia!!!


[/ Eu estou vivendo uma fase nova da minha vida. Gratificante. Uma mistura de surpresas com aprendizados. Tato. Intuição... ]


A cada dia me reformulo mais. É como se eu estivesse caminhando num terreno escuro, desconhecido por mim, onde a cada passo é uma nova aventura e, no entanto, mesmo não enxergando bem onde estou, sei exatamente por onde ir. Como ir. Apenas por um instinto. Sem rotas, sem mapas. Sem bússolas... e sem medo. Apenas o meio e eu. Noto isso nas baleias que, em baixo d’água, lá no fundo, sabem atravessar oceanos e mares por instinto – intuição -.
A vida, no geral, é assim: algumas surpresas, muitos aprendizados, insistência... Mas, nesta fase atual, tem algo bem diferente. Específico. Não sei... não saberia explicar, ainda.
Eu me desafio mais. Uma competição saudável, superação. Nunca me conheci tanto. Nunca estive tão certo de mim; reais qualidades, reais defeitos, possibilidades. Estou menos inseguro. Mais confiante no Imprevisível. Guardando em mim a certeza de que um vazio de mudanças precede, mas não tenho por que temê-lo. Na verdade, agora o convido!
Quando estou perdido, sem informação alguma e sem segurança, aí eu me toco. Aí sou eu ao natural. Quando perco o roteiro dos próximos capítulos, me encontro. Sem medo, sem ansiedade, com total entrega e preparo, me dedico a trilhar esse novo horizonte.

Neste momento da minha vida estou no presente. Agora. Cabeça, corpo e alma. E como é difícil, sim, estarmos compenetrados no “aqui”. Ou estamos com a cabeça no passado ou no futuro. Às vezes até estamos no presente, mas em pensamento mil coisas ao mesmo tempo. Não é fácil se concentrar numa só por vez. Porque é necessário saber o que queremos realmente agora. Note que são raras as vezes que permanecemos em contato com nós mesmo por muito tempo; nos ouvindo; nos respeitando; nos dando espaço no presente. Hoje, neste momento, o que você realmente quer ser?

Por esse caminho noto uma enorme dificuldade em “ser”. As pessoas “estão”. O mundo todo busca o estar: ‘quero estar magro’, ‘no futuro, quero estar bem de vida’, ‘no passado, eu estava feliz’. É tão difícil encontrar o ser? Resolver um problema momentaneamente é bem diferente de saná-lo. Viver é muito diferente de existir. Viver não é sobreviver. É estar, de fato, na estrada. E muitas vezes, é ser a estrada!.
A gente foge do presente. E nem percebe. Nos anulamos. Seja pela dor de enfrentar o momento ou pelo medo do que encontraremos. Aí, caímos no doce engano de achar que estamos ‘no controle’. Acreditando que ninguém nos manipula, quando, na verdade, manipulamo-nos inconscientemente. Não sei porque fazemos isso conosco. Esse ‘autoboicote’.

Hoje faço parte daqueles que vivem plenamente. Respiro fundo. Foi uma decisão partida de mim. Me identifiquei, me ouvi e eu me decidi não “estar” feliz. “Ser” feliz, de uma vez por todas!


Agora só falta você
(Rita Lee
Composição: Rita Lee / Luís Sérgio Carlini)

Um belo dia resolvi mudar
E fazer tudo o que eu queria fazer
Me libertei daquela vida vulgar
Que eu levava estando junto a você

E em tudo que eu faço
Existe um porquê

Eu sei que eu nasci
Sei que eu nasci pra saber

E fui andando sem pensar em voltar
E sem ligar pro que me aconteceu
Um belo dia vou lhe telefonar
Pra lhe dizer que aquele sonho cresceu

No ar que eu respiro, uu
Eu sinto prazer

De ser quem eu sou
De estar onde estou

Agora só falta você, iê, iê
Agora só falta você, aaa...
Agora só falta você, iê, iê
Agora só falta você, au!


[/ Agora só falta você se encontrar ]

domingo, 19 de julho de 2009

AUTOBIOGRAFIA: Na Linha de Frente!


[/ Vou fazer uma autobiografia.
Esta é a primeira vez que contarei abertamente sobre minha história, poucos sabem; não tem nada de escandaloso ou ilegal, mas momentos de profundas mudanças e valiosos aprendizados ]


Oi...
Eu não sei quem está lendo essas linhas, então me apresentarei: Meu nome é Jonas Aparecido de Souza e cresci no interior de São Paulo. Fui sempre uma criança reservada. Me lembro de fazer grandes reflexões e passar horas e horas absorto olhando para o céu. Optava por me isolar, ter poucos colegas e viver entre amigos imaginários. Isso causava muito estranhamento nos meus pais, que chegaram a pensar que fosse autismo.
Têm coisas que não saem da minha cabeça, e do coração, tais como: subir no telhado durante as madrugadas, tomar banho de chuva e roubar goiabas no vizinho.
Mesmo tendo uma infância sadia e até que normal, meu pai sempre deixou bem claro o quanto eu tinha que estudar – isso não era muito saudável -. Eu já não sabia o que era o amor ao conhecimento, pois fui obrigado a ser sempre o melhor! Para o meu pai só existia dois: o que vence e o que perde. Quando fazemos algo apenas para agradar alguém, que não a nós mesmos, as coisas ficam meio estranhas – eu procurava a todo custo corresponder às expectativas dele -.
Minha casa parecia um quartel. Minha mãe trabalhava demais, dentro e fora de casa. Meu pai parecia um general. Eu, o soldado dele que tinha a missão de salvar os outros! Tenho um irmão, três anos mais velho, que não foi metade do que fui cobrado: meu pai me corrigia até nos pingos dos ‘is’!
A infância foi uma época difícil pra mim, mas, como tudo, eu sabia que uma hora ia passar, aguardei impacientemente...

Cheguei na adolescência e um desejo de liberdade gritou forte dentro de mim, ecoando por todo lado. Aos quatorze anos foi o auge da minha rebeldia: bati de frente com meus pais, meus professores, com o mundo e qualquer regra que me era imposta à grosso modo!
Neste momento da minha vida, eu não me reconhecia. Fiz coisas por impulso. Vivi intensamente. Corri grandes riscos. Levei tombos épicos! Mas aprendi, também! Fui um rebelde sem causa, um tolo na verdade.
Foi na adolescência que enfrentei meu pai pela primeira vez e afirmei minha personalidade! Certo dia pedi pra eles pra ir numa festa local. Meu pai não deixou – e minha mãe nada falava -. Então, eu disse que daria um jeito de ir assim mesmo. Meu pai tentou me barrar de todas as formas (de todas as formas!). Lembro-me de apontar o dedo na cara dele e dizer: ‘Pai, a partir de hoje vou trabalhar e ajudarei financeiramente em casa no que precisarem, mas quero saber: qual o preço da minha liberdade??”. Tremi como nunca. Meu pai respirou fundo, olhou firme nos meus olhos, na certeza que não mais conseguiria me conter, e disse: “Faremos um acordo: a partir de hoje você irá trabalhar, sim, mas não quero um centavo teu pra pagar minhas contas. O seu dinheiro terá que ser usado pra pagar estudos que você realizará!”.
Meu pai não podia ter me dado um castigo pior. Eu estava numa fase rebelde, indo muito mal na escola, mau comportamento, tudo que eu menos queria era estudar mais. No entanto, aceitei! Fiz curso de Inglês, Informática, Contabilidade, Recursos Humanos, Técnico em Administração... Sobrevivi! (rs) E, hoje, agradeço a ele por tudo isso.

Quando completei dezessete anos, meu pai me disse: “Hoje pedirei demissão no meu trabalho e, daqui pra frente, eu quero que seu irmão e você assumam a casa”. Meu irmão, explosivo e cabeça-dura, por raiva pediu demissão na semana seguinte! Ele dizia que se meu pai não queria trabalhar, ele também não ia.
Aos poucos vi a casa desabando sobre nós! Aluguel caro e contas pra pagar se acumulavam, enquanto a geladeira vazia. Minha mãe? Ela estava afastada pelo INSS, tendo o salário ‘preso’ por alguns meses (‘ burrocracia ’ desse país). Eu vendo aquela situação tomei uma atitude. Eu, pelo trabalho, já tinha parado de estudar e não concluído o Ensino Médio, consegui mais um emprego. E depois mais uns extras* (*serviços legais e honestos! Fui ser balconista de pizzaria, trabalhei como garçom, fui até cozinheiro. Juro!). Com dois empregos e alguns extras consegui equilibrar as dívidas com maestria e manter, com um certo conforto, minha família. Nunca trabalhei tanto. Acho que nem dormia!
Meses depois meu pai faleceu. Meu mundo desmoronou! Só que vi minha mãe caindo aos poucos e percebi que eu deveria ser mais forte. Peguei o leme mais uma vez e dele não soltei mais! Desde então, sou companheiro para minha mãe. Pai para meu irmão. Irmão para minha tia. E filho para minha avó. Passo a passo, firmemente, cheguei à Universidade. E estou aqui hoje pra dizer para quem estiver lendo estas linhas: QUE VALEU A PENA!

Às vezes sinto que minha vida toda foi um treinamento para o meu momento atual. Eu posso dizer que tomei a liderança nos momentos cruciais, porque mais ninguém se manifestou. E é o que mais vemos: a casa caindo e todo mundo assistindo!
Sempre ouvi de todos que sou muito determinado. Sempre fui elogiado pela minha força de vontade, garra e persistência. Essas pessoas me olham como se eu não fosse um ser humano normal. Como se eu nunca esmorecesse, não chorasse e não passasse por momentos de indecisão – como todos! -. Quero desmistificar essa imagem, porque não sou um robô, mal sabem como sofro de insegurança. Eu sou completamente indeciso e inconstante. Tenho momentos de solidão, onde eu choro e me dá uma baita vontade de jogar tudo para o ar. Mas sabe aonde me seguro? EM MIM! Eu entendi que não posso me garantir através dos outros. A nossa vida só pode e deve permanecer em nossas mãos, pois assim podemos controlar de verdade e porque fora delas torna-se perigoso. Eu posso até ser inseguro, mas não tenho medo de viver, porque minha vida sempre está em minhas mãos. E no dia que ela se for, terei o prazer de saber que morri lutando, ouvindo e levando os primeiros tiros na linha de frente de batalha!


[/ Não tema a vida. Porque a vida não temerá você! ]

terça-feira, 14 de julho de 2009

A vida é um teatro ?


[/ Boa sorte pra você !]


Hoje aconteceu algo que me deixou triste; uma colega de trabalho, e amiga, foi demitida. Não vou negar que ela cometeu algumas falhas seguidamente, mas acho que não deveria ser ela a despedida no momento, têm pessoas naquela loja que mereciam mais!
Eu me sinto cansado às vezes; cansado de tanta coisa que eu observo e finjo que não vejo; que eu escuto e finjo que não ouço, pra manter um ‘ bom convívio ’; coisas essas entaladas na minha garganta, feitas na frente de todo mundo, que ninguém nunca comenta, e isso me consome aos poucos por dentro, porque acho inadmissível: pessoas que faltam ao trabalho por uma ‘doença fantasma’ sobrecarregando serviço em quem fica; gente que diz ‘Bom dia’ com tamanha falsidade que, no minuto seguinte, é capaz de tudo (de tudo mesmo!); pessoas que não ‘ se situam ’ e agem como se suas ações não interferissem no meio; são pessoas assim que emperram a vida das outras, atravancando o fluxo das coisas, provocando uma cadeia de desencontros e desentendimentos.

Essa minha amiga foi embora magoada, porque confiou em pessoas que ela não deveria ter confiado – palavras dela -. É assim mesmo, a gente só é trapaceado por pessoas que se diziam nossas amigas, pois é preciso estar bem perto para nos derrubar. E só amigos são capazes de tal aproximação.
Mas como eu insisto em dizer-me: um sono tranquilo não é pra quem quer e o mundo sempre gira! Um dia a máscara cai.

Agora o clima lá ficou tenso. Todos pouco falam. E ninguém sabe de nada. Me deparar com a lei do mais forte, onde quem grita mais alto tem a razão, pra mim é o fim do mundo. Quer dizer... é o começo, quando não existia democracia, nem lei, nem Justiça!


[/ mas a de Deus existe! e Essa não falha!]

Não se vive, se sobrevive, quando se fica fora do fogo!


[/ muitas pessoas estão acessando o Blog, não reparem na bagunça, hein! rs rs rs ]


Durante algum tempo venho observando um certo comportamento nas pessoas: o conformismo (Isso me irrita). E me peguei também em alguns momentos agindo assim. Passei dias analisando e me perguntando o seguinte: é mais fácil cruzar os braços? Qual é o medo?
Vira e mexe, ouço frases como: ‘isso não é bem o que eu queria pra minha vida, mas está bom’, ‘queria que fosse diferente’, ‘eu acho que não consigo’, ‘ah... tá bom assim’ e por aí vai. Olha como essas frases têm um tom de desânimo e são carregadas de fracasso. Não tem como ouvir frases assim sem cair num abismo de pessimismo logo em seguida.
Quando eu me pego nesse redemoinho, imediatamente paro o que estou fazendo. Paro. Respiro. Automaticamente vou reconstruindo tudo de novo: os pensamentos, as falas, as ações. Porque isso pega! É sério. É preciso lembrar que eu sou meu maior aliado e não vou ficar me boicotando, não resolve me condenar nem me conformar com o problema, porque se quero encontrar uma saída eu posso, sim! Por que não?

Recentemente andava muito cansado fisicamente e com fortes dores nas costas e no joelho. Receoso fiz exames de raio-x e constou: escoliose dorsal e ‘joelho desgastado’. Já esperava por tudo isso e confesso que não fiz muito pra me prevenir. Trabalho tanto, mas tanto naquela loja...
Provavelmente terei que fazer fisioterapia, tomar alguns remédios e evitar esforço físico por algumas semanas - já estou deduzindo que estas serão as recomendações do meu médico -.
De início fiquei com medo do futuro, comecei imaginar e deduzir as coisas e logo me vi pior; pois pior que estar mal por fora e estar mal por dentro. Tão logo que cai em desespero comecei buscar alternativas. E quem não pegou em mãos o laudo do meu médico e não ficou sabendo deste assunto, nem nota meus problemas porque eu não me entrego. E quando recebi a notícia ainda fui correr pra relaxar!
É certo ouvir as recomendações dos médicos, repousar e se cuidar. Só não é justo consigo mesmo se fazer vítima frente uma situação que poderia ser passageira.
Se algo não está me agradando, eu me manifesto. Respeitosamente, educadamente, de forma justa, mas tomo atitude. Ouvi e respeitei o meu corpo, mas jamais eu daria campo ao medo. Porque o medo consome. Ele trava e se aloja, e como um vírus vai se generalizando. Com o tempo, você não é capaz de fazer nada naturalmente e vive ansioso. Aí sim, eu cairia se desse ouvido ao meu pessimismo agindo.
Hoje estou muito bem. Não sinto dores nas costas, mas sei que o problema está lá. Ele e eu teremos que aprender a conviver, porque não vou cruzar os braços!


[/ Quais os seus medos? Não está na hora de enfrentá-los?! ]

domingo, 14 de junho de 2009

O Sol está ao alcance das suas mãos!


[/ acordei, agora são exatamente 4h34 da manhã e sei que não vou mais conseguir dormir porque meus pensamentos não me deixam. Então vou ficar acordado para ver, daqui a pouco, o Sol nascendo, e até lá estou eu aqui no pc com mais uma xícara de café nas mãos ouvindo Bubbly da Colbie Caillat...]


Ontem tinha tudo para ser um sábado normal: acordar cedo, ir trabalhar, voltar e ir dormir. Seria assim se eu tivesse ido trabalhar, pelo menos. Na verdade eu até fui – ao menos meu corpo foi -.
Perdi a conta de quantas pessoas perguntaram em que mundo eu estava. Fiquei off o tempo todo, mas minha mente continuou online. Alguns chegam a perguntar como são esses momentos de autismo e eu respondo: ‘deliciosamente perturbador, porque quando eu quero ir pra lá simplesmente não consigo e quando preciso ficar aqui estou preso lá’. Fico, então, entre o fio tênue que separa a realidade de um adulto e a fantasia de uma criança. Por isso oscilo entre momentos que sou muito firme e duro com momentos que sou inocente chegando a ser bobo. Antes de me entender, compreender e aceitar que sou assim, que já tentei mudar mas não consigo, tive sérios problemas por dispersar demais em momentos cruciais.

Mas só até eu perceber que essa ‘falha’ podia ser lapidada e bem trabalhada; e o que me prejudicava podia me ajudar, se eu aliasse o que me ‘desfavorece’ com algo que me destaco. Então, aliei essa dispersão com minha criatividade que foi dando lugar à imaginação que, quando bem usada, é fonte de sucesso. Momentos de autismo deram início a ótimas reflexões, que aliado a minha determinação foram o gatilho das minhas conquistas. E consegui muito prestígio por esse diferencial.
Assim, com o tempo, eu fui notando isso nas pessoas também: alguns reclamam que são mais lentos, menos audaciosos, mais impulsivos, mais críticos e, no entanto, se esquecem que ninguém é igual mesmo. E é aí que ganhamos força: na diferença! Pense: se eu tenho características que mais ninguém possui, faz de mim único naquilo. E se eu trabalhar bem essas áreas, a fim de personalizar e objetivá-las encontrei um mar aberto de infinitas possibilidades à minha frente. Cada pessoa tem um mecanismo diferente para todas as funções: todos podemos olhar para o mesmo quadro, mas jamais existirá a mesma análise; um se prenderá no amplo, outro nos detalhes, outro nas cores, outro nos formatos, outro nas idéias, e assim vai, porque existem múltiplas formas de olhar pra vida.

NO QUE VOCÊ É BOM?

Primeiro de tudo, descubra qual é o seu mecanismo. Como você age e reage nas mais diversas situações da vida. Você mais que ninguém se conhece. Sabe onde estão seus pontos fortes, quais são suas características menos acentuadas e como você as opera. Depois pratique o que você é bom e tenta conciliar com aquilo que tem dificuldade, a fim de atingir o melhor de você, pois o seu maior potencial provém das duas partes juntas - uma coisa irá equilibrar a outra -. Lembre que somos metade sagrada metade barro! Ninguém é isento dessa força de criar.
O caminho é compreender que cada um é um caminho. E só poderá entender isso quando estiver em paz consigo mesmo. Se entenda. Se conheça. Pois as chaves para abrir aqui fora, já estão dentro de você!


[/ eu vi o Sol nascer com tudo! Com sede de brilhar. Lembre: você pode se esconder do Sol, mas ele jamais poderá se esconder de você! Para os que querem seus raios haverá sempre luz! Bom dia!!!]

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Os Desígnios de Deus


[/ está um friozinho bom hoje. Como estou de férias da universidade, aproveitei pra ir correr um pouco enquanto ouvia música – me desligo totalmente nesses momentos -. Jantei e vim para cá com uma aconchegante xícara de café ^^]


Um dia conversando com uma amiga, ela me deu um tema de post: os desígnios de Deus. Oras, quer tema mais interessante que este?
Confesso que, a principio, eu não sabia o que escrever sobre isso. Porque, pasmem talvez, eu não sei se acredito piamente em destino. Me parece tão cômodo aceitar que sou um mero personagem da vida sem autonomia, vivendo a mercê da sorte. Não sei se é bem por aí...
Então me dediquei ao máximo a colher informações sobre esse tema. E levou dias! Pesquisei em livros, em sites, conversei e analisei opiniões de pessoas mais velhas; e, num destes sites, encontrei o Blog do Paulo Coelho, onde ele fazia reflexões sobre esse assunto. O Paulo Coelho, em seu Blog, escreveu uma fábula sobre uma lagarta que vivia reclamando com Deus por ser lagarta. Até que um dia a natureza pede que ela construa um casulo, e ela acha que será seu túmulo. Dias após, para sua surpresa, se torna uma linda borboleta – o que ela tanto pedia para Deus: voar.

Eu acho que Deus tem, sim, um plano para cada um de nós, mas, não somos limitados a este plano. Somos metamorfoses únicas. Onde entra o livre arbítrio?
Creio na capacidade humana de criar. Na capacidade humana de evoluir e de se superar, independentemente do quão difícil esteja a vida. Somos animais racionais, dotados de sentimentos e com uma capacidade instintiva de superação. Deus não nos poria aqui para sofrer. Penso que nosso destino é traçado nos momentos de decisões, e a partir daí - e somente daí - uma série de consequências começam acontecer no universo – seria talvez o famoso efeito borboleta.

Não sou cético – respeito quem seja -, sou católico e tenho fé em Deus. Mas eu vejo muito, e não é de hoje, pessoas que depositam tudo em Deus. Se sofrem, o culpado é Deus. Se estão desempregadas, o culpado é Deus. Se estão com dificuldade financeira, doméstica ou no relacionamento, o culpado é Deus! Se nada em suas vidas der certo, o culpado será Deus??
Aí essas pessoas vão às igrejas, assembleias, cultos e oram, choram, crentes que só isso irá mudar suas vidas.
Ir à igreja orar, louvar e se emocionar é válido – diria até necessário -, agora... sair de lá sem pôr em prática no dia-a-dia tudo que o padre ou o pastor pregou não adianta em nada. Serei um bom filho de Deus somente dentro da igreja?
Uma pessoa saudável, forte, sã, que tem tudo para mudar seu cenário de vida, mas prefere se acomodar e jogar a culpa num destino desprivilegiado ou num Deus cruel está totalmente equivocada. Concordo que emprego não está fácil de encontrar e que, algumas pessoas, têm menos oportunidades. Concordo, também, que para alguns essa nossa sociedade capitalista e preconceituosa tende a fechar portas. Mas, isso Não é Fator Determinante. Pois o que justifica então, jovens moradores de favelas chegarem a uma universidade? Concluí-la... O que justificaria tantos casos de pessoas que deram a volta por cima? Justifica o gosto por superar, se superar. O gosto pelo conhecimento. A vontade de crescer. A determinação de não se dar por vencido.
Do meu humilde ponto de vista, é isso que Deus quer de mim: não me dar por vencido!

E eu nunca me dei por vencido pra quem acha que a minha vida foi fácil. Nunca foi! A vida toda estudei em escolas públicas, nem por isso preferi culpar o governo pela má educação, estudei e ‘eu fiz a minha escola’.
Meus pais não tinham condições de me dar um tênis um pouco melhor ou comprar um número maior de roupas, mas nem por isso preferi culpar Deus por nossa pobreza, eu fui trabalhar!
Quando eu notava algum obstáculo eu não reclamava, eu continuava meu caminho com persistência e resignação.
Eu fiz uma escolha: preferi estudar, trabalhar e ter força de vontade, nunca aceitando nada que vinha muito fácil.
Se hoje sou um homem inteligente, sempre comprei as minhas coisas e ainda ajudei e ajudo financeiramente minha família é porque em nenhum momento eu quis me dar por vencido. Parece mais fácil esperar o tal dinheiro cair do céu ou o dinheiro que dá em árvore como ouvíamos dos nossos pais; só que eu prefiro ir atrás dos meus objetivos a esperá-los chegar!


[/ se você acordou pela manhã, abriu os olhos, respira fundo e agradece, porque você está vivo! Então vá a luta, porque você tem um dia inteiro pela frente para construir o seu destino]

terça-feira, 2 de junho de 2009

Hummnnn...


[/ que frio, que frio, que frio! Antes de começar este post, vou pegar uma xícara de café lá na cozinha (1 minuto...) rs Voltei! – servido? rs – vamos lá...]


Minutos antes de começar um post, acreditem se quiser, eu nunca sei bem o que irei escrever. Fico ‘bolando’ ideias na minha cabeça durante dias, formatando textos mentalmente, buscando inspirações, imaginando como ele ficaria pronto, selecionando assuntos interessantes – e verídicos -, mas, na maioria das vezes, quando começo criar o post, tudo vai saindo diferente. As ideias espalhadas ganham foco. A inspiração que antes não vinha aparece do nada. As palavras vão ganhando vida e tudo vai se desenvolvendo sozinho. Essa é a ‘mágica da vida’: no fim dá tudo certo. Tudo, tudo, tudo que acontece no meu dia-a-dia me ajuda na criação de um novo post, como: um cheiro familiar que passou no ar de repente, a música suave vindo do outro lado da rua, no senhor entediado de bicicleta, na criança alegre que entrou na loja onde trabalho, num rosto triste e cansado, numa paisagem singular... Tenho apreço por coisas cotidianas. Eu não gosto de rotina, nunca gostei, mas gosto da vida diária – que é uma caixinha de surpresas -. Você lembra como foi seu dia ontem? (pense...) Como ele foi hoje? Como ele seria amanhã? Como ele será amanhã? Note que tem diferença...
Você pode ver beleza aonde não tem para os outros. Você cria o seu mundo! Onde nele tudo é válido. Porque a beleza vai te acompanhar aonde for, ela está em seus olhos. Quem vê maldade em tudo, se irrita com tudo, nada tem paciência, tudo crítica e nada compreende vive doente. Fadigado. São pessoas coléricas, a ponto de um infarto a qualquer momento. Pra quê? isso tudo vale a pena mesmo?
Agora quem aproveita com bons olhos a vida, levanta bem humorado, recebe com ‘Bom Dia!’, conversa com entusiasmo e trabalha com maturidade os problemas vive muito melhor. Sadio. Sempre disposto. São pessoas que se parecem com uma criança nos primeiros passos: já sabem que vão cair, mas já aprenderam a levantar!
Pessoas de bem com a vida são mais produtivas. Ninguém gosta do ‘reclamão’, da ‘mal-humorada’, do ‘preguiçoso’, da ‘pessimista’... a gente se aproxima de quem é alto astral e nos passa força de vontade, por mais que a vida esteja difícil.
Não planeje tanto a vida. Se importe, em primeiro lugar, em vivê-la. A gente passa tanto tempo pensando em coisas que nos desviam do nosso bem-estar. Seja carreira profissional, família, estabilidade financeira, relacionamentos. Não que esses fatores sejam menos importantes, mas quando a gente entende que a vida acontece, com ou sem nós, tiramos um enorme peso das costas. Não somos responsáveis por tudo! Não se cobre tanto. Relaxa um pouco, a vida não precisa ter esse pesO! A vida foi feita para curtirmos cada momento com calma, com prazer, de forma única.
Então, se presenteia com coisas especiais – e isso passa muuuito longe de dinheiro -. Se dê uma tarde/noite/dia de folga. Leia um livro, assista um filme, prepara um prato, mecha com terra, escreva um poema, saia dar uma volta, conversa com seu cão, ou, simplesmente, só você e você. Ali, no seu canto, com as suas coisas e seus pensamentos. Se permita uma pausa. Um descanso. Você não vai morrer nem o mundo vai acabar se você disser: “ MUNDO, HOJE EU NÃO TÔ! ” =)


[/ como seria seu dia amanhã?? ] (ih, eu acho que o café esfriou! rs rs) x]