quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Observar


[/ cada vez venho menos aqui, falta de inspiração! Mas muitas coisas estão acontecendo... muitas]


Porque definitivamente a vida é, sim, um jogo. Não tem como a gente se livrar dessa briga que travamos com a vida. A sensação que eu tenho é que ela, a vida, nunca nos deixa 'quietos', sempre tem algum problema para resolvermos. Sempre estamos travando batalhas ou com nós mesmos ou duelos com problemas.

A universidade tem me trazido tanto conhecimento de mundo, tantas experiências, mas a contra partida tenho me desgastado muito. São três horas de viagem diariamente! Uma hora e meia para ir e mais uma hora e meia para voltar. No onibus quase não conseguimos dormir. Cansaço. Dores as vezes. Corpo a mil e energias esgotando. Me pego em vários momentos na sala de aula querendo dormir. Mas não me permito desistir. Desde antes de tudo isso eu já sabia que não seria fácil e me preparei; são quatro anos, no mínimo!
Estou me acostumando com esta casa nova. Mudar é complicado pra mim [/ já comentei isso várias vezes]. Mas é preciso! É por estes motivos que eu digo que sou realista: tem certas coisas na vida que não tem como driblar, é preciso encarar a situação como ela se apresenta e ponto. A minha realidade não está fácil, pois estou bancando à duras penas os meus estudos e tudo entorno disso. Não me sobra quase nada em dinheiro. Driblo minhas contas. Compro menos roupas. Economizo mais. Sei que é preciso eu agir assim, e assim eu amadureço mais. Não quero depender de ninguém. Isso não é bem orgulho e, sim, ser capaz de me responsabilizar por minhas escolhas: eu quis fazer universidade, agora preciso mantê-la com esforços próprios.

No momento minha cabeça está meio confusa. Digo isso num sentido que não estou me dedicando muito para outros setores da vida, como: amizades, amor, família, eu... Trabalhar, fazer universidade e estudar no tempo livre me toma por inteiro praticamente. Está difícil eu arranjar tempo para mim mesmo e para pessoas que me são importantes. Acredito que o começo de tudo é mais difícil e com o tempo as coisas vão se encaixando e vamos nos acostumando. Então, provavelmente aproveitarei mais a vida com o passar dos meses. [/ é! acho que estou aproveitando pouco a vida, tenho me resumido a trabalho e estudo!]

Bem, mas aos poucos as coisas vão se ajeitando e não podemos desistir. O que é complicado no começo é motivo de risos no fim. Com confiança, responsabilidade e persistência vou derrubando obstáculo por obstáculo, amadurecendo e evoluindo. Porque o único sentindo em Tudo Isso Aqui é evolução: sermos mais tolerantes, mais humanos, mais solidários e mais tementes a uma força maior.


[/ na correria do dia a dia eu não deixo, não, de reparar no caminho do onibus nestas três horas; naquela paisagem; na força daquela palavra; no olhar sincero de um desconhecido; enfim, não deixo de observar o pormenor disso, porque é aí que estão os detalhes que me são ensinamentos! ; )]

Pausa!


[/ já faz um certo tempo que não escrevo nada aqui no Blog. Não conseguia. Tentava. Tentava! Mas não consegui. Falta de tempo? não... não é isso. É porque eu não estava me inspirando. Muitas coisas têm acontecido na minha vida ultimamente, muitas mesmo, mas eu não conseguia postar nem sequer uma palavra. E toda vez que eu sentia que meu corpo não estava bem, eu não o forçava. Porque as coisas têm, necessáriamente, que acontecer no seu tempo certo, inclusive este Blog. Peço, então, desculpas para quem o acompanha, certos de que não foi por falta de tempo e, sim, por motivos que nem mesmo eu sei explicar]

Bem, mas agora eu consigo postar e tenho muito o que dizer. Primeiro: universidade a mil! Tenho notado na universidade muitos outros tipos de pessoas, ideias, opiniões e jeitos diferentes do meu de ver a vida. Outro universo, sim. Estou gostando muito do curso de Comércio Exterior. Tenho excelentes mestres. Meus colegas de sala formam um todo dinâmico e bem variado. No mais, tudo nos conformes.
Reparei numa coisa que achei ilógico: alguns alunos pagam a universidade para aprender mas nem entram nas salas de aula; vão para bares e festas. Comprar um produto e recusar a levá-lo ou consumí-lo, para mim, é meio esquisito. Mas, cada um tem suas ideologias e suas prioridades, não há o que fazer a respeito, apenas compreender. Antes fora da sala do que dentro atrapalhando.

**
Parei de conversar com aquela colega de trabalho do post anterior. Eu sei que cortar laços com uma pessoa não é certo porque nunca resolve coisa alguma. Eu sei. Mas, tentei de todas as outras formas possíveis [/ e impossíveis] para que não chegássemos neste ponto que estamos. Sentei e conversei numa boa com ela; conversei com meu gerente; evitei muita intimidade; diminui nosso contado afim de evitar muito atrito; mas não deu. Não teve outra saída senão cortar definitivamente a relação. Do meu ponto vista, quem não sabe respeitar as pessoas, não entende limites e não controla o que fala ou como age não merece viver em sociedade. Observe a frase: 'Ubi societas, ibi jus' (Onde há sociedade, há direitos). Ela pode ter direito de ter suas opiniões e expressá-las livremente, mas eu não tenho o dever de ouvir insultos. Pode ser que eu esteja errado, mas está decidido: pago o preço de não conversar com ela!

**
Período de mudanças. Físicas e psicológicas. Estou me reciclando, mudando alguns conceitos que eu tinha. E hoje mudei de casa. A nova casa fica distante duas ruas da outra. Ainda bem que é na mesma cidade e no mesmo bairro, manterei contato com amigos, colegas e ainda é perto do meu trabalho. Então, este é o primeiro Blog escrito na casa nova.
Eu tenho um problema com mudanças, eu odeio me mudar mas sei que somos `'metamorfoses ambulantes'´ e mudar ajuda a evoluir; mudanças somatizam novos pontos de vista.
O importante é que estou bem. Sádio. Equilibrado. Estou num dos caminhos certos: fazendo faculdade. Estou trabalhando, produzindo. Escrevendo sempre, vivendo muito e aprendendo bastante.
Quero finalizar este post com uma frase que li e me ajudou muito, neste momento da minha vida, a refletir:
"O Valor da Opinião: a opinião livre e aberta amplia liberdades, enriquece discussões e fortalece atitudes".


[/ respeitando os demais e com educação, fale sempre o que pensa enfrentando as consequências e os riscos de ser Você Mesmo independente do resto; isso denota postura firme, cárater, respeito e denota pessoa com atitude!]

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Auto Crítica


Tenho pensado nos últimos dias em como parece que algumas pessoas não gostam da gente. Não fazemos nada de errado e nunca provocamos essas pessoas, mesmo assim nos olham torto e muito a contra gosto.
As vezes, eu me pergunto se existe alguém neste mundo que é perfeito. Ou alguma maneira exata para resolver os problemas. As respostas eu nunca encontro. Acho até que nem existem.
Eu penso que viver achando que só o meu jeito é o certo, não dá.

No meu trabalho uma colega profissional sempre ficava criticando tudo o que eu fazia. Tudo estava errado, para ela. Não enxergava nada bom. Ou nunca quisesse ter visto. O fato é que ela criticava todo meu serviço de tal forma e a tal ponto que por vezes fui chamado, por ela, de vagabundo e irresponsável.
Eu sei que não sou vagabundo. Certo de que eu nunca fui um irresponsável. Mesmo assim eu absorvia aquelas palavras, ou insultos, para conviver numa boa no emprego. Trabalhamos juntos. Dependo dela e ela de mim. Não tem como viver num ambiente profissional e ainda produzir sem conversar.
Deixei o tempo passar e fui engolindo todas as críticas dela garganta a baixo, e de repente eu me tornei o irresponsável/culpado e ela a perfeita da loja.
Eu me questiono as vezes se não é mais fácil se sobressairmos em cima dos outros. Não diria que é a melhor forma de vencer na vida, mas que é mais fácil esconder nossas falhas e apontar a dos outros, isso é!
Eu acredito que tudo na vida tem um limite. O meu uma hora chegou! Minha colega profissional é uma pessoa muito crítica. Digo que não é certa nem errada, ela apenas analisa, avalia e dá sua opinião. Franqueza?
Coloquei na minha cabeça que ela nunca mudaria o seu jeito de ser. Porque é o jeito dela ser. A maneira que ela escolheu para viver e certamente paga um preço por isso. Compreendo ela, e nunca quis me julgar melhor nem pior. Apenas somos diferentes; isso basta com reservas numa explicação. Porém, eu não preciso ficar ouvindo as críticas dela; eu tenho meus limites, então, eu posso Me mudar. Posso por limites no que eu tolero. Foi o que fiz!
Num determinado dia atrás, cheguei no meu trabalho diferente. Não mais de cabeça baixa à ninguém. Estufei o peito, peguei as rédeas do meu novo corredor, certo de que, lá eu mando! E isso é tão certo e fui tão firme que comecei uma auto crítica. Me auto avaliei no que eu precisava mudar. No que precisava ser mudado. No controle da situação, nem precisei rebater as críticas dela, eu somente não dava ouvidos e apenas dizia que "do meu jeito, está perfeito, porque é o meu jeito de ver o meu trabalho". Ela entendeu, aos poucos, o recado. Percebeu que eu estava diferente, não estava mais gostando de ela crescer a minha custa, então, ela foi mudando.
Hoje, ela dá a opinião dela no meu trabalho, mas, se eu falo não é não. Ou sim é sim. Minha opinião é ouvida, e respeitada!!

Eu quero dizer que não é legal ficar procurando erros na vida. Algumas pessoas precisam criticar os defeitos dos outros para se sentirem melhor com os próprios.
Tem uma frase assim:
"O vento é o mesmo mas sua resposta é diferente em cada folha".
Cada pessoa tem uma forma de ser, uma velocidade para resolver os problemas, uma maneira diferente de enxergar a vida. E achar que só o meu jeito é o certo e querer acreditar que todos devem ser assim não é legal.



[/ as pessoas só fazem com a gente o que permitimos, quando colocamos limites tudo muda ]

domingo, 18 de janeiro de 2009

Teoria e Prática!!


[/ muitas coisas estão acontecendo na minha vida agora, experiências e lições; tudo que acontece só alimenta minha vontade de vir aqui escrever, de amadurecer; para que isso tudo muna minha de arma de conhecimento para uma vida cada vez melhor]

O único sentido da vida é saber escapar das ciladas dela. A gente cai e levanta, sabendo que cairemos novamente. Porque não podemos deixar de caminhar.
Durante minha vida toda, eu sempre enxerguei uma linha tênue separando e diferenciando inteligência de esperteza. Isso sempre foi muito bem dividido em minha educação. Eu fui muito bem educado pelos meus pais [/ ainda estou sendo, porque minha mãe ainda vive e nunca deixa de me dar grandes aulas de vida]. Terminei meus estudos básicos e começarei uma faculdade. Fiz cursos variados e sempre fui amante da leitura. Leio de tudo. Esse processo, que começou no útero da minha mãe até agora, dentro da minha casa, com minha família só me ensinou a ser um homem inteligente. Culto. Dei, então, de tudo que aprendi o nome de Inteligência: uma união de ensinamentos muito teóricos para preparar-me para o mundo.

Onde entra a Esperteza?

A esperteza é aquela parte prática de você. Aquela que se permite sair do script e se mostrar no espetáculo sem roteiros, te permitindo improvisar, criar, viver na prática!! Essa parte os pais não ensinam, porque somente a vida é capaz. O lá fora!!

Eu, sinceramente, não sei o que é melhor: inteligência ou esperteza. Um homem inteligente é capaz de falar da Austrália, com riqueza de detalhes, sem se quer ter pisado em solo australiano. Já um homem esperto teria ido até lá vivendo cada detalhe, mesmo sem adquirir muito conhecimento técnico. A pergunta a se fazer é: o que é melhor, Teoria ou Prática??
Eu, JOnas, do meu ponto de vista, à minha maneira... na Prática!! Eu sou o dono da minha vida. Eu seguro o leme da minha nau. Então, este barco vai para onde eu quero!! "Porque se o vento sopra sem destino as estrelas podem me guiar". Assumo os riscos de tempestades e a consequência de naufragar. A vida é bela demais para ser vivida na teoria. É legal poesia. É legal ler. É legal abrir uma revista e viajar nas paisagens, mas é bem melhor ir lá vivê-las.
Ser inteligente sem esperteza é como ter a passagem, saber o roteiro e nunca sair de casa. Ser esperto sem inteligência é viver impulsivamente cada segundo da sua vida, sem rumo e sem condições, atropelando tudo e constantemente correndo riscos. Explicar à grosso modo: no primeiro,o caminho está iluminado mas ninguém caminha; no segundo, nem mesmo a escuridão do caminho impede a vontade de caminhar, mesmo esbarrando em tudo!!
O que meus pais não me ensinam a vida, sim. A vida me ensinou a ser um homem esperto. Lógico que minha família monitorou meus passos... mas de longe. Assistiram eu cair, por vezes. Nem por isso me deixaram parar. A gente cria nossos filhos para o mundo, e não para ficarem ao nosso lado. Vejo muitas coisas estranhas na sociedade, como: os pais acharem que o filho é propriedade deles. E que a criança sempre será dependente deles e eles responsáveis por ela. Mas a criança cresce e não é um pedaço deles. É um ooutro ser com uma ooutra história. Ooutro destino. É uma ooutra vida, com outra lição. A missão dos pais é ser portais e educar, com inteligência e sabedoria, os filhos até certo ponto, sem prendê-los!! Depois a vida se encarrega e eles mesmos.

A vida é feita de teoria e prática. A teoria os pais ensinam. A prática cabe a vida...
"Coloque um sopro humano em uma flor artificial, espere um dia ou um ano e veja se ela cresce normal "



[/ essa é apenas a minha visão de mundo, do meu ponto de vista; um modo, entre tantos; respeito todos]

sábado, 10 de janeiro de 2009

As Pazes


Eu nunca comentei aqui no Blog um desentendimento que tive com um colega de trabalho a meses atrás. Mencionei apenas com um amigo o motivo que me fez cortar laços com ele. Mas ninguém sabia que eu estava, lá no fundo, querendo dar o braço a torcer e pôr um fim nesta briga. Tudo aconteceu tão rápido e meu orgulho atropelava minha razão, mais uma vez. Por vezes ficava entre a cruz e a espada, querendo ir até lá e estender minha mão para apertar a dele. Eu sabia que não precisava ser dessa maneira, que minha decisão, me afastar, não resolveria nada já que teríamos de nos ver todo dia porque trabalhamos juntos; além de termos muitas risadas e histórias na bagagem guardadas. Mas, sou orgulhoso. Juro que não gosto de ser assim, e, vira e mexe, encontro problemas por isso: perco amigos, me torno cabeça dura, fico teimoso e não compreendo fácil as coisas; resultado: sofro!! Sem querer me defender jogando a culpa na minha natureza, mas, sempre fui difícil de entender as coisas. Até hoje, não entendo, procuro compreender as pessoas. Eu quero tudo do meu jeito e não cedo. Raramente abro mão da minha opinião. Dificilmente volto atrás numa decisão. Não me orgulho nem um pouco em dizer essas coisas e ser assim; sinto até vergonha dessa minha maneira de levar a vida. Ser muito teimoso, não querer ceder a nada, não abrir mão de opiniões e ter decisões muito firmes torna um martírio viver. Não é fácil. Então, simplesmente não pensei, não refleti nem mesmo pedi conselhos... fui e fiz o que meu coração queria fazer: as pazes. E de repente eu percebi que eu já não me lembrava mais do porque estava bravo. Eu estava sustentando uma inimizade por tanto tempo sem se quer lembrar o porque. I n a c r e d i t á v e l !! Como nós somos, não?! Acredito que não sou o único a viver isso; quantas pessoas cortam laços com outras por motivos banais?? inúmeras!!

Meu colega de trabalho não só me estendeu sua mão como me convidou para um abraço grato, receptivo e caloroso. E naquele momento pude ouvir palavras que não foram ditas. Pude ver gestos que não foram realizados. E de fato, eu me senti naquele instante a melhor pessoa do mundo. Isso é algo que não tem como eu explicar aqui; nem vou tentar. Só posso dizer que é uma sensação de não ser apenas um corpo na Terra; é muito mais que isso!!

Em determinados momentos a gente acerta. Fazemos a coisa certa. Da maneira certa. Na hora certa. Com as pessoas certas.
Eu não era tão íntimo do meu colega de trabalho, mesmo assim tínhamos um contato, confessávamos histórias vividas um com o outro e, talvez, nós nunca sejamos amigos de dividir sonhos, segredos, ideais, mas, esse fardo por não conversar com ele daqui pra frente EU NÃO CARREGO MAIS!!



[/ quem nunca perdoa desconhece o sabor de ser perdoado]

sábado, 3 de janeiro de 2009

Lealdade

[/ lealdade em japonês]
Ao longo dos meus vinte anos de vida tive inúmeros amigos. Inúmeros. Na rua da minha casa, na escola, nos cursos, no dia-a-dia e os amigos que encontrei pela vida a fora. Em cada fase da minha vida, sei que precisei de cada um. De uns mais. De outros, menos. Mas nenhum deixa de ter a importância que tem, longe ou perto.

Um dia tentaram me dizer que amigo de verdade era aquele que estava me elogiando, me erguendo, aquele que pagava sozinho a conta da nossa mesa e quando eu estava feliz ele ficava ali do meu lado; enfim, quiseram me fazer acreditar que amigo é aquele que sempre me fazia rir.
De certa forma, vai parecer estranho se eu disser que amigo que é amigo, mesmo, Não é isso!! Passa muuito longe, disso. É ouutra coisa e tem ouutro significado. Amigo é aquele que te faz rir quando é hora de dar risadas mas que não pensa duas vezes em te fazer chorar com uma verdade dolorida; amigo é aquele que não te mostra o caminho do centro da cidade, ele vai com você pelo prazer de estar contigo; amigo não é aquele que paga sempre a diversão de uma noite ou que te empresta dinheiro no aperto e, sim, aquele que paga quando pode e não faz questão de pedir que você pague ou empreste, porque ele sabe que tem intimidade para isso. Amigo não faz perguntas, amigo ajuda encontrar as respostas...
Com o tempo, e somente com o tempo, eu aprendi que não posso chamar de amigo uma pessoa que conheço a poucas semanas. Tem pessoas que nos fazem rir, sim, mas nem por isso podem entrar na minha casa e dividir minha comida. Porque amigo que é amigo, mesmo, conhece minha família, sabe algo da minha vida e PARTICIPOU efetivamente dela em algum momento. A presença foi decisiva!! Isso leva tempo. Requer tanta coisa. E isso não tem como eu ensinar porque seria muito bom. Não tem como eu treinar alguém para ser meu amigo e muito menos eu forçar a amizade com uma pessoa. Acontece. A vida nos presenteia com essas maravilhosas pessoas. Cabe, então, somente ao acaso.

Depois de alguns tropeços, aprendi duramente que amigo é muito mais que a palavra. É muito mais que 1 ação. Entendi, então, que a amizade vamos construindo com o tempo. E leva tempo. As vezes, o amigo é mais que um irmão - porque em muitos momentos somente o amigo sabe o que nem a família conhece. E guarda o seu segredo. Tenho amigos, mesmo, de anos. Anos!! Tenho amigos que estão se mostrando leais agora; mas eles ainda tem que trilhar muito para conquistar minha amizade.

- O meu muito obrigado a todos os meus amigos. Não sei o que seria sem cada um. Vocês participaram da minha vida e me deram ânimo para continuar. Hoje, estou forte graças a vocês. Alguns mesmo longe moram em meu coração. Jamais vou esquecê-los.



[/ precisar... estamos as ordens!!] ;)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O preço da liberdade?


[/ primeiro post do ano de 2009!!]

Sabe, tenho notado em algumas pessoas a distância entre a liberdade e a responsabilidade. Seria libertinagem? não sei. Sem julgar ninguém, certo de que cada um vive do seu jeito e paga um preço por isso.

Viver com raízes muito profundas, nunca ceder, nunca mudar, viver sempre na mesma rotina e com posições pessoais muito firmes não é fácil. Atravanca o fluxo natural das coisas. É como andar freando aos poucos o carro. Fazer o papel daquele que é sempre o durão, o difícil, aquele que sempre sabe o que fazer, aquele que nunca cede à ninguém tem o seu preço - Não sei se precisa ser bem por aí...
Mas ser inconstante, namorador, imprevisível, viver de forma muito aventureira buscando sempre uma nova festa, um novo pôr-do-Sol, um novo posicionamento é complicado, também! Então, fica bem claro: tudo tem um preço.
Não sei se ser tão aos extremos, para lá ou para cá, faz bem a saúde física, psicológica ou emocional. Deve existir um meio termo. Acho que quando queremos fazer tudo direito as pessoas nos cobram sermos somente assim e não perdoam facilmente qualquer deslize.

No passado, eu procurei ser o mais certo possível. E quando eu saia dos limites um pouco, logo observava nas pessoas olhares reprovadores, e frases como: "nossa, olha lá...quem diria, hein!".
Um dia me cansei de pagar esse preço. Prestar o papel do bonzinho; do que sabe tudo. Fui mudando posturas e me reinventei. Fiquei adepto totalmente da frase "carpe diem" (*aproveite o seu dia). Deste dia em diante, passei a viver como se fosse morrer amanhã. Por um tempo, abracei a vida toda de uma vez só. Algumas vezes extrapolei. Aí, as pessoas começaram a julgar meu comportamento, de novo!! Se antes eu tinha que ser perfeito e não podia errar, dessa vez eu era o rebelde que nunca acertava. Com o tempo eu vi que o preço para falar o que pensava, agir como queria e não ligar para nada era, também, muito alto. Era uma postura cara. Eu penso que quando a gente quer fazer tudo somente do nosso jeito, somente na nossa hora, sem respeitar muito regras, tempo certo e limites as coisas não vão muito bem.
Hoje, acertei comigo mesmo um meio termo. Nem tão para lá nem tão para cá. Não deixo de falar o que eu penso. Muito menos deixo de fazer o que eu quero. Mas respeito os outros, me respeito e ainda tenho uma postura conservadora e cordial.

Acredito que todas as pessoas um dia optam por um estilo de vida e sentem o preço que a vida cobra. É uma decisão muito individual, muito importante e modificadora. É uma decisão que uns tomam e outros, não. O fato é: ser o perfeito tem o seu custo e ser o rebelde, também!!



[/ cada um paga o preço que pode ou acha que deve]

domingo, 28 de dezembro de 2008

Como explicar... ?


Como explicar, para quem quer que seja, que na minha vida não dou preço algum, porque ela é inestimável? Como explicar, para meus amigos, que eu sou daqueles que odeia fofoca e que nunca, nem por um instante, deixei de rezar por todos eles? Como explicar coisas que ardem e queimam intensamente dentro de mim e que ao serem descritas jamais seriam entendidas nem compreendidas?
Sabe, não tem como explicar, para ninguém, que a vida é enorme ou pequena; o tamanho da nossa felicidade ou a imensidão da nossa vida depende única e exclusivamente da maneira como você olha para si mesmo. Me sinto incapaz diante de certas pessoas ao tentar explicar como sou e logo em seguida ter que ouvir, e não saber responder, a pergunta: por que você é tão bobo? Algumas pessoas chegam até mim com perfumes caros, roupas de marcas famosas, querendo falar bonito e aparentar "ar de chiqueza" tentando chamar minha atenção. rs rs rs. Eu rio. Me diverte, isso. Sem ser arrogante, mas é tolice! Sabe por quê? Porque não senti o "cheiro caro" do perfume; porque nem me interessa saber quanto custou. Não reparei que a roupa tinha se quer etiqueta e tão pouco ouvi uma palavra mecânica e preparada artificialmente para me agradar. Sabe, a gente não precisa agradar ninguém, em momento algum em lugar nenhum. Porque não precisamos nos explicar para ninguém. E isso é tão forte e a idéia é tão firme dentro de mim que eu só vejo os olhos de quem chega, tento analisar o comportamento e descobrir o que eu posso aprender com qualquer pessoa. Não existe pessoa isenta de talento ou que não possa passar algo. Eu sou do bem! Me orgulho de ter sido criado dessa maneira e assim que passo minha filosofia. É algo que me faz um sentido enorme, que norteia meus passos e me faz sentir único. Exclusivo. Especial. Porque eu sei que sou muito mais do que eu possa estar vestindo ou tendo, e pouco me importa o que estam pensando a meu respeito. Porque eu sei quem fui, quem sou e quem pretendo ser; onde estava, onde estou e até onde posso chegar. Não preciso de críticas mal intencionadas ou ironias. Nem ouço! Cada ser humano tem um jeito de ser, rezar, comer, falar, amar, ver a vida. Eu sempre procurei compreender todo mundo. MAS... não nego que em algumas vezes tentei fazer amigos serem mais economicos, menos distraídos com certos assuntos... tentando impor o meu jeito neles. Não só fiz isso com amigos. Tentei mudar as pessoas. Não é legal isso. Porque o meu jeito de ser funciona para mim na minha vida. Não na deles. Cada um segue suas verdades. Eu sou amante das coisas simples. Sou religioso sem ir em igrejas todo fim de semana. Sou de paz. Sou bom cidadão e politicamente correto. Não procuro falar palavrões porque acho que isso empobrece uma língua; sou capaz de me fazer entender ou compreender sem baixar o calão. Sou economico mas sei viver bem a vida. Pago 20 reais em uma camisa, tendo dinheiro para pagar mais, e gasto o resto num presente para agradar minha mãe, meu irmão, um amigo ou até uma pessoa que nunca vi na vida! rs Porque eu não sirvo o dinheiro. É exatamente o contrário. Isso é uma crítica para mim neste ano. Durante todo o ano de 2008 eu procurei colocar a minha forma nos outros. Arranjei tantos contratempos com essas situações. Julguei pessoas porque pagavam 250 reais em uma bermuda; briguei com amigos ao falarem palavrões; critiquei fortemente os outros por condutas irregulares, imorais ou ilegais. Quem sou eu? Quem sou eu para fazer isso? Sou santo? Não sou alguém com este poder. Tampouco fui, sou ou serei santo algum dia. Nem tenho essa pretensão. Agora, me veio a mente: somos diferentes. E como é necessário compreender isso. Eu preguei a minha vida toda, principalmente neste ano: odeio preconceito. E no entanto, o ano todo fui preconceituoso com pessoas capitalistas ou materialistas. Se alguém vê valor em pagar muito dinheiro em coisas materiais ou acha bonito andar com uma calça jeans da marca "x" ou "y" eu não tenho nada com isso. Certamente, para a pessoa faz algum sentido. E se não fizer, não é comigo que ela deve acertar contas.

Ano de 2009 chegou (hoje é dia 28 de Dezembro, sei) e vou mudar meu jeito. Minhas filosofias serão apenas minhas. Porque cada um paga o preço que pode ou acha que deve. Este é o meu! Só o meu dentre milhões. Então, tratarei de ser mais tolerante com meus "inimigos" ou pessoas que eu não aprovo a conduta. Tudo que a gente aprende com os pais, na escola, na religião só faz sentido corretamente aplicado no dia-a-dia. Daqui por diante, tudo que eu aprendi e aprender servirá para me tornar mais tolerante com os erros alheios. Certo que, o que eu vejo como errado, pode nem ser. O que é errado? Quem é certo?

Respondo, então, a pergunta que me fiz lá em cima "como explicar...?": Nunca explique-se para ninguém, porque quem te ama não precisa da sua explicação; e quem não te ama nunca acreditará nas suas palavras!! [;)]



[...FELIZ 2009!!!!!!!!!!!!...]

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Na prática a teoria é outra!!!


Tenho reparado muito em como algumas pessoas ficam arquitetando mentalmente decisões, e ficam sofrendo antecipadamente por causa disso. Se eu sei e estou certo que não posso apressar que determinada situação se resolva por que ficar me martirizando? É um massacre o que algumas pessoas fazem consigo mesmas. Ficam ansiosas. Pessimistas. Querendo calcular antes da hora o que falar, o que fazer, o que pensar e, muitas vezes, tentando prever o que acontecerá. Isso não tem como. Por que me preparar para o problema que só tenho que enfrentar amanhã? A conversa, a discussão ou um desentendimento. Viva o hoje. Agora. O que você tem em suas mãos é com o que você pode trabalhar e se preocupar. Se preparar antes é como sair de casa com o guarda-chuva, num dia ensolarado, crente que vai chover. E se não chove? Mesmo que chova, a questão é: qual o medo de se molhar um pouco? Algumas pessoas tem tanto medo de errar. De uma má decisão. Acha que ficar paranóico tentando deduzir algo ajuda? Não; só atrapalha mais. Porque no momento certo, as palavras e as ações não serão como as planejadas. Por mais que faça um plano bem detalhado na teoria, na prática são outros quinhentos. Tudo muda. As coisas tomam outras formas e vão seguindo por outros caminhos. E aí, sim, corre-se o risco de que dê tudo errado; porque foi bem planejado na teoria de um só jeito e a prática mudou. Ficar crente apostando no plano A, sem um plano B, é arriscado...

O que eu recomendo? (Porque faço assim e comigo tem dado certo). Não pensa em nada antes. Toda vez que uma `'situação problema'´ vier a mente é só pensar em outra coisa. Porque não vai adiantar querer pensar ali na hora. E que isso não se confunda com ser covarde ou tendência a fuga. Nada a vê. É simplesmente não ser necessário gastar tempo e energia com uma coisa que ainda não é o momento adequado. Na hora certa deixa fluir naturalmente. Sem barrar nada. Então, fala o que tiver que falar. Fazer ou pensar.

Olha o exemplo: a Dea tinha que se sair bem numa prova destinada para professores. Fiquei dias, semanas antes ouvindo ela dizer que não ia passar; não gosta de pressão; não ia se sentir bem fisicamente na hora da prova; que certamente erraria muito e teria uma nota baixa; porque sempre foi assim com ela; porque não sei o que; e porque não sei o que lá... rs rs rs. Eu achava aquilo tão absurdo! rs rs. Mas em nenhum momento eu quis contrariá-la. No dia da tal prova, ela se saiu super bem. Muito bem, mesmo! Comparada com outras professoras hiper inteligentes, a Dea deu show! E o pior: ela ainda me liga tarde da noite para dizer que não estava acreditando na sua nota. hauhauhau. Toda vez que ela dizia que Não acreditava, eu dizia: "eu acredito!".
- Dea, eu posso ser orgulhoso, teimoso e cabeça-dura, como você diz; mas você é um verdadeiro prego na areia! rs

Acho que este assunto pode descambar para o Famoso Pessimismo. Não é esta bem a intenção do post. São coisas parecidas mas diferentes. Mesmo assim, vale uma reflexão:

- Não adianta querer antecipar as coisas. Não somos videntes nem oráculos. Nem nós conhecemos nossas reais forças, do que somos realmente capazes e até onde podemos chegar; desconhecemos nosso verdadeiro limite.
O que puder resolver, resolva na hora. O que não puder, deixa para amanhã. E o que tiver que ser somente resolvido amanhã, deixa para amanhã. Tudo na vida tem o seu tempo certo. O mais sensato é aguardar e até lá continuar vivendo normalmente, porque você não pode parar e o seu show tem que continuar!!
[...FELIZ NATAL!!! MUITAS FELICIDADES E UM PRÓSPERO ANO NOVO!!!...]

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Momento de Balanço


Amanhã já é Natal. O Ano Novo vem chegando. Nossa, como o tempo passa! Tenho olhado para trás podendo ver de forma clara e madura todo meu passado. Daqui, mês de Dezembro, analiso melhor minhas atitudes desde o começo deste ano. De fora do problema é mais fácil enxergá-lo; ver possíveis culpados e possíveis soluções. Vejo como eu mudei durante o ano. Reparo, também, como fiz algumas pessoas mudarem. Para melhor ou para pior. Acredito que só poderemos saber se uma mudança é positiva ou negativa na prática. Vivenciando. Neste ano aprendi uma valiosa lição: não me culpar por fazer ou deixar de ter feito alguma coisa. Passou, passou. Não adianta eu querer voltar. Não posso dar um novo começo, mas passo dar um diferente fim. Durante este ano, que já está quase acabando, tantas coisas aconteceram. Tantas reviravoltas. Tantos começos, recomeços, tentativas e mais tentativas. Algumas doloridas. Acompanhei algumas pessoas, vi que estavam no auge no começo do ano e cairam no decorrer dele. Vi oposto, também. Tenho notado o poder que 1 palavra mal interpretada pode ter. O poder que 1 palavra não dita pode ter. Foi um ano de entrelinhas. Certamente, é um ano de processos. Ciclos. Geminar o que já tinha sido plantado. Um ano de gestação. E depois de toda gestação vem um feto; um broto; algo novo.

Tem sido um ano difícil para o meu coração. As vezes, sinto que meu coração é meu maior aliado. Noutras vezes, meu pior inimigo. Parece que ele me trai. Não estou distinguindo corretamente meus sentimentos. Não sei o que é amizade e o que é amor. As duas coisas se misturam de tal forma que se igualam. Fica homogêneo. Não sei como agir nem reagir, nessas horas. Morro de medo de ser magoado. Ser decepcionado, nem tanto. Só tenho muito medo que brinquem com meus sentimentos. Tudo à flor da pele. Há momentos que parece que ficarei louco. Tudo isso para não falar do ciúme e da possessividade. Estou muito ciumento e possessivo. Quero quem amo só para mim. O Ano de 2009 está na porta. Não sei o que ele me reserva. Eu sei que não quero sofrer nem fazer ninguém sofrer por mim. Eu só quero amar e ser amado!! Só quero chance...

Porque quando uma pessoa conseguir, com muito custo, me conquistar, eu virarei o mundo dela de pernas para o ar e a tornarei-a a pessoa mais feliz que existe .

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A CAMPANHA DE NATAL FOI UM SUCESSO!


Agradeço todos pela ajuda, força de vontade, paciência e animação. Sei que jamais teria conseguido sem cada um. A Campanha Solidária de Natal começou aqui no Blog muito singela. Pobrezinha. Foi tomando corpo, ganhando formas até que virou um sucesso! Como é mais fácil argumentar com números, vamos lá: mais de 200 brinquedos arrecadados, certamente; 20 cartas enviadas por crianças ao correio respondidas; 4 carros lotados de ajudantes do bom velhinho (eu - de fantasia de Papai Noel e tudo!); mais de 4 bairros visitados; dezenas de crianças foram atendidas... Para mim, o que conta é ver o sorriso nos olhos delas, a magia do Papai Noel ser real, o bem que faz ser solidário e a diferença para quem recebe uma ajuda!
A noite estava chuvosa. Fria. Estávamos cansados. A maioria tinha acabado de sair do trabalho. Porém, nada nos fazia desanimar.
O ponto de partida foi da minha casa. Fiz amigos, ali na hora; pessoas fantásticas e carinhosas.
Seguimos todo um plano, começando entregar os presentes de quem enviou cartas ao Noel pelo correio. Durante o trajeto até as casas doávamos brinquedos para todas crianças que aparecessem. Muitas balas jogadas. Muitas risadas. Tombos. Rasgos. Lágrimas. Aperto no coração. Bololô de emoções...
Quando chegamos num determinado bairro topamos com crianças muito carentes. Muitas crianças. A carência e a vontade de ter um presente era tanta que as crianças nos atacaram e conseguiram roubar alguns presentes do veículo. Nossa, que emoção! Susto... compreensível!
Acredito que a sensação em todos foi única: estar fazendo a diferença. É um sentimento especial; como se a gente tivesse um porque de estar aqui.
Fizemos a arrecadação. Fizemos a doação. Fizemos nossa parte! E que nossa iniciativa sirva de abertura de caminho para outros com a mesma consideração. Doar é necessário. É obrigatório! É ato humano e solidário.

Não me sinto no direito de pôr nomes aqui para agradecer; posso esquecer algumas pessoas. E muitas pessoas ajudaram direta e indiretamente.

A TODOS MEUS PARABÉNS!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Um Bololô de Emoções


Ontem, acordei acreditando que seria um dia normal. Um dia de rotina. Não foi. Graças a Deus, não foi... Como de costume, acordei e fui trabalhar. Cheguei em casa durante o começo da noite, tomei um banho, jantei com minha família e entrei no msn. Até então, nada anormal. Já no msn, quem encontro? A Dea. Sem mais nem menos, ela diz: "estou na casa da minha irmã e ela quer te conhecer, vem para cá". Detalhe, era 9:26 da noite rs [a irmã da Dea conhece bem as crianças da Pastoral e sabe nos direcionar melhor na arrecadação de Natal/]. Dei 30 minutos para chegar lá, pus uma blusa e fui com a cara e a coragem. rs. Como combinado, cheguei até o local mais ou menos me informado e liguei no celular da Dea para avisar. Só que ela não ouvia as várias chamadas. Por quê? Estava rolando uma festa! Festa da qual eu não tinha conhecimento. rs. Aniversário da sobrinha da Dea. Detalhe: eu não conhecia ninguém além da Dea, muito menos a aniversáriante - e eu estava na festa dela ainda! rs rs rs. Bem, tirei isso de letra: como manda o figurino adentrei a festa, cumprimentei todos os convidados, conheci, na hora, a aniversariante e todo restante da família. Chegamos até a Arlete, quem eu procurava, e pude ter todas as informações necessárias para a doação. Tudo certo! Adorei a casa, a família, os convidados, a noite... A Dea me ofereceu uma carona e aceitei. Antes, precisamos ir até a casa dela pegar a moto e os capacetes. Então, conheci a 'cantinho da Andrea'. E já de cara achei o máximo quando ela pegou com toda delicadeza do mundo um inseto do chão e colocou-o fora da casa [ossos do oficio de quem é movido pela Biologia/] rs rs. Conversamos muito. Rimos. Contamos histórias de vida... Um bololô de emoções!

Sabe o que eu penso? Você pode ter tudo nesta vida; você pode ter uma roupa cara, uma carteira cheia, um automóvel novo e não ter metade do divertimento que encontrei naquela noite. Eu não precisei de nada material para chegar em casa com um sorriso nos olhos e contente. Eu só precisei de uma amiga, movido de boa vontade e jogo de cintura. Apenas isso! A vida nos pede: uma boa vontade de viver ao abri os olhos, uma pessoa para poder contar em todos momentos e jogo de cintura que é necessário aos obstáculos.
Nunca quero me esquecer de como esses momentos me tornam feliz. As vezes, temos a sensação de nos perder em nós mesmos. Com o passar do tempo e falta de cuidado nós deixamos de nos reconhecer. Esquecemos do que realmente nos conferia alegria. Do que é útil e necessário. Viver é estar constantemente pagando um preço. E que isso não se confunda com dinheiro. O preço da vida é a consequência de como vivemos. Eu não compro pessoas. Eu não compro felicidade. Eu não compro amizade. Eu não compro a vida!

Feliz Aniversário para a sobrinha da Andrea, esqueci de dar os parabéns. rs rs rs. Obrigado por tudo a todos. Em especial para a Dea que se mostra cada vez mais um ser excepcional - Avante, Dea, não pára, que este seja só o começo de muitas e muitas mudanças. Sem sangue na Lua e de graça [não... R$ 1,99/] rs rs rs



[Frase da noite: `'Jonas, se Deus e os anjos estão no Céu, nunca abaixe sua cabeça pra falar!'´
By Dea.]

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Fecha os olhos e abra o coração


[Bem, estava exausto na última semana. Já estava preparado para este enfraquecimento. Eu sabia que ia ser cansativo. E meu corpo percebeu que algo em sua rotina mudou: estamos trabalhando na loja até mais tarde por causa do Natal. Pacientemente, fico aguardando meu corpo assimilar a mudança e se acostumar com ela. Sempre fui assim /estou bem cansado/].

Num dia atrás, conversando com um amigo meu, que é também colega de trabalho, comentávamos por entre os corredores sobre fatos do cotidiano, atitudes de certas pessoas; posturas nossas em relação a nossa vida; etecétera. Ele levantou um assunto interessante; algo constantemente real em algumas pessoas: aparências - amar o que se pode ver. Algumas pessoas gostam de viver em castelos, numa vida aparentemente perfeita. Status. Mundo de máscaras bonitas e embalagens vazias. Meu amigo perguntou: "não vale mais a pena viver com uma pessoa que te faz bem, te faz rir, te faz sentir melhor do que com uma pessoa que só é bonita fisicamente?" Dei a resposta na ponta da língua: "claro que é melhor! Óbvio que, sim". Conversamos vários minutos sobre isso. Aí, comentei que eu nunca tinha escrito sobre esse tema aqui. Achei muito bom o assunto. Digno de um grande post. E como eu prometi que faria este post, estou aqui. [;)]

Doce ilusão. Vivemos num jogo de espelhos. As pessoas estão conferindo valor em coisas tão banais. Aparecência envelhece com o tempo. Só nos resta o carinho que somos capazes de dar e receber. Estética só confere glamur em objetos. Somos humanos. Pense: se agente passar a vida inteira procurando rosto belo, corpo em forma, corremos os risco de dar valor à coisas substanciais. Se perder no caminho.
Ama quem te ama. Ama quem te espera. Ama que conhece seus pontos fracos, reconhece sua história, compreende seus erros e mesmo assim fica do seu lado; porque essa pessoa tem faz bem. Só por isso.

Odeio rótulos. Já tive os meus. Sei o quanto dói ser classificado. Preto, branco, gordo, magro, alto, baixo, gosta de x ou de y, tudo isso pouco importa. O que interessa é viver a vida de acordo com o que te faz bem e não atrapalhe ninguém.

domingo, 7 de dezembro de 2008

O que interessa é viver


Sabe, da mesma forma que existem coisas que não podem esperar para amanhã, têm coisas que podem. Coisas que devem ser deixadas para segundo plano. São pequenos problemas que exageramos-os, e que poderiam ser analisados e resolvidos como realmente são: simples. Nem sempre o que está parecendo, é. Nem sempre somos a vítima da história. Muitas das vezes nem existe vítima. Embora tudo tenha um porque, no fim acaba bem. E se ainda não terminou bem não chegou o fim.
Eu não costumo mais perder o meu tempo, e energia, para deixar certos problemas tirar o meu sono. O que posso resolver, resolvo na hora! E o que não posso... já trato de compreender. Não deposito mais aquela confiança à qualquer um. E parei ficar dando atenção para àquelas pessoas que não mereciam nem sequer o meu olhar. Têm pessoas que não merecem mesmo, é fato! Nem sempre é bom ficar batendo na mesma tecla. Cansa. Se tenta e não adianta é sinal que por ali não é caminho para você trilhar, no momento. Por mais que seja difícil deixar certas coisas partirem, torna-se preciso.

Tenho um amigo que é exagerado em tudo. Ele dá uma incrível proporção para problemas simples. E sofre! Pior, ele pára a vida dele para pensar em pessoas que não se importam muito com ele. Presenciei uma dessas cenas. Se fosse comigo, eu reagiria de uma outra forma. Falei com ele. Tentei explicar que o importante da vida é relevar; a pior coisa nela é não viver. Não sei se ele me entendeu... mas a vida se caberá de ensiná-lo.

A Dea se mostrou a mulher mais jovem que já vi numa festa. Dançou. Pulou. Cantou muito. O filho dela fez a abertura do show que fui ontem - a banda dele é ótima. Tive o prazer de conhecer a mãe da Dea e reparar como mãe e filha são tão parecidas. Aprendi uma grande lição, ouvindo a história de vida delas. A frase da noite: "eu colocava a camisa ao contrário e saia; eu não ligava para os outros; afinal, por que eu tinha que por ela do lado certo? Tem lado certo?"
Parei para pensar, nisso, durante a noite quase que toda. É verdade, agente tem 1 vida e devemos viver como somos felizes; pular corda; agitar na piscina; dançar com amigos num show; e dar muitas risadas não tem preço que pague. Porque isso é o que confere a alegria. No fim, a noite estava ótima. Eu me diverti pra caramba e tenho certeza que todos foram embora satisfeitos com a noite.
Dancei muito, ontem. Cantei ao embalo de músicas flash back. Bon Jovi, It's my life; always; living on a prayer... sabendo que hoje eu tinha que ir trabalhar. Fui! Tudo certo.


Vai um recado a todos: Vivam suas vidas como se cada segundo dependesse disso. Não deixem a tristeza dominar nem o cansaço prevalecer nem as preocupações atingir. Viva! Viva! Ainda que estejam pagando mico, fazendo papel daquele que dança frevo, chateado com alguma ex... seja fiel a sua vontade. Seja leal a vida, porque somos únicos e só podemos responder e ser felizes por nós mesmos. Cultivem sua felicidade a cada segundo das suas vidas. Quando agente cuida do nosso jardim, ao nosso redor, a gente chama mais borboletas para ele.
Afinal, quem não gosta de estar ao lado de pessoas alto astral?



[...O IMPORTANTE É VIVER...]

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Faça você a diferença!


Hoje, escutei uma barbaridade que me doeu o ouvido. A pessoa veio até mim e julgou meu jeito de ser. Do nada. Só porque fiz um comentário sobre como vivo minha vida. Meu jeito de falar. Meu jeito de agir. E até meu jeito de escrever. A pessoa concluiu que eu quero ser o que não sou. Enfatizou dizendo que, se sou pobre, devo não querer ser mais que os outros. E num lugar onde todos falam de um jeito, devo falar também.Primeiro: ninguém é mais que alguém, em nenhum momento da vida. Somos iguais. O que nos diferencia, na minha opinião, é o caráter. E segundo: eu sou eu. Os outros são os outros. Cada um vive como achar melhor sua vida. Não cedo à pressão de nada. Quanto à isso, morro em pé mas não vivo de joelhos.
Só porque todos estão vindo da direita de branco, não posso ir da esquerda de preto?
Vou por onde esteja feliz. Por onde respeito minha vontade. Falo e escrevo de maneira menos errônea - não, perfeita! Não, única! Não, certa! É só o jeito que escolhi, dentre diversos.
Odeio fofoca. Boatos. Odeio conversas mal intencionadas. É como a história As Três Peneiras: dizem que um rapaz procurou Sócrates para contar-lhe algo. Sócrates concedeu ouvi-lo desde que o que dissesse fosse verdadeiro, útil e bom. Mediante esses três critérios, o rapaz deu-se conta de que não sabia se o que iria contar era verdade, pois apenas ouvira falar. Percebeu que não se tratava de algo útil e que tampouco seria algo bom a respeito de alguém. Optou, então, por calar-se.
Quantas vezes não poderíamos nos calar, né?!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Toda rotina tem a sua beleza!


Todo dia, costumo dedicar um tempo só para mim. Sejam poucos minutos. Ou algumas horas. Não importando o horário. Mas neste momento, que chamo de Meditação, eu me presenteio com sossego, paz e relaxamento. Evito celular, telefone, contatos, obrigações e aborrecimentos. Me sento em frente ao computador, coloco uma boa música, fico calmo, respiro fundo e deixo o meu corpo agir. Ele decide se vou para determinado site, só ouvir música, ver algum vídeo ou ficar somente parado. Compreendo perfeitamente a comunicação dele comigo. E respeito religiosamente.
Agente costuma achar que nossos dias são sempre iguais. Acreditamos que a rotina nos acomodou. É fácil pensar assim. Note que nada na natureza é totalmente igual. Algumas coisas se assemelham. Se imitam. Mas, nem mesmo irmãos gêmeos são completamente idênticos. Então, como podemos acreditar na rotina? Será que não conseguiríamos encontrar diferentes detalhes nos nossos dias rotineiros? Seja um rosto conhecido que passou por nós, a palavra daquela conversa, aquele alívio... aquela situação. Deus está nos detalhes, sim. As maiores lições da vida são nos ensinadas em dias rotineiros, por d'baixo de uma pequena camada de semelhança. Saiba compreender os sinais da natureza; o nosso corpo fala. Tudo emite sinais.

Então, nesse tempo que, geralmente, é no final do dia faço uma reflexão profunda. Começo detalhar. Procuro descobrir algum ensinamento. Porque, certamente, algo foi me ensinado!
Hoje, por exemplo: quase nada deu muito certo para mim; comecei coisas e não consegui terminar; não consegui me fazer entender nem compreender os demais; as pessoas se afastaram de mim e me senti sozinho... parecia que eu não falava a mesma língua dos outros.
Agora, me recordo da música naquela hora: "sintonize sua vibração, não há tempo pra viver em vão, e não pense mais em desistir, existe um mundo que só quer te ver sorrir, não chora, a vida é feita mesmo pra se aprender"... Olha o sinal ...

Hoje, era meu pessimismo agindo. Agora, percebo que eu estava fazendo tempestade em copo d'agua. É mais fácil jogar a nossa incapacidade nos outros. É mais cômodo condenar as pessoas ao nosso redor por nossa solidão. Mas, as vezes, agente que as afastamos de nós. Não acha? Me recordo que contrariei opiniões pessoais, evitei colegas de trabalho e fiquei introspectivo. Então, a solidão me foi resultado.
Procure pensar se você não quis o seu problema atual. Se de certa forma você não planejou, as vezes inocentemente, passar por aquilo. Agente é imã. O universo atrai. Ontem foi diferente de hoje. Hoje é diferente do amanhã. E a cada dia que passa você tem mais chances para amadurecer e evoluir.


[Preste atenção no pormenor de tudo]

Dinheiro não me confere valor!


Em que momento da vida agente se sente satisfeito? Pleno... realizado? Será, realmente, chega esse momento, uma etapa definitiva e feliz? Não... acredito que, não.
Tenho notado como em algumas pessoas o poder e o dinheiro se manifestam. Para algumas pessoas ter uma roupa de marca famosa ou um tênis luxuoso confere muito valor. Será que confere mesmo?
Conheço pessoas que não tem muito dinheiro nem fazer tanta questão de ter e são imensamente felizes. Então, me pergunto: se eu ficar a vida toda deixando coisas materiais me conferirem valor, no dia que eu não tiver mais boas condições financeiras não terei valor mais?
O que traduz valor ao ser humano é o seu jeito de pensar, viver, amar; a capacidade de perdoar; viver harmoniosamente com tudo e sentir-se feliz independente de qualquer coisa.

Pouco importa se tenho dinheiro na carteira. Pouco importa se vou para aquela lanchonete e não para aquele restaurante sofisticado. E quem me amar aprenderá compreender que sou assim. Não vou pagar o preço de uma boa compra num supermercado à uma camisa. Não vou pagar o preço de sair com minha família toda se divertir à uma bermuda. Porque não é isso que me confere alegria. Isso, não me confere felicidade alguma. E, também, não quero acumular muito dinheiro para ser milionário amanhã - ser feliz, amanhã; eu quero viver como um "milionário" e ser feliz, hoje. Amanhã é sempre amanhã. Não aprendemos trabalhar com o que ainda não temos na mão.

Portanto... ainda que mal me perguntem se sou pobre, responderei sou - Sou pobre e "milionário"!

Há tantas coisas que podemos admirar e fazer bom uso. Coisas simples e rotineiras andam fora de moda? Almoço em família; ceia de Natal; uma TV para todos assistirem juntos; uma cozinha, uma mesa... pequena... proximidades.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Parabéns, Rede Record - Reconstruindo Santa Catarina


Poxa, fiquei "bocaaberta" com a atitude da Rede Record; a emissora está disponibilizando uma conta bancária para a população doar dinheiro para ajudar o estado de Santa Catarina. Além do que, a emissora doará uma parte dos lucros da própria, do mês de Dezembro, para esta mesma conta bancária. Fantástico! Aplausos. Não nos interessa saber nem se é marketing, isso. Se for, é o de menos. A iniciativa da Record é motivadora e pioneira. Me senti emocionado, mesmo. FINALMENTE, um raio de luz. É obrigação da mídia utilizar-se para nos ajudar. O povo precisa de amparo. Muitos empresários estão compartilhando desta iniciativa. Até o momento, já arrecadaram mais de 1 milhão de reais. Detalhe: em poucas horas.

- Rede Record, estou nessa com vocês. Eu, também, doarei.
E quem quiser se juntar nessa corrente solidária, segue:


Banco Bradesco - 237Agência: 0922-9c/c: 2500-3
Instituto Record de Responsabilidade Social
CNPJ: 07.669.797/0001-63
código swift: BBDEBRPSPO


Parabéns!

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Eu lembro


Num tempo atrás aconteceu algo que me deixou muito chateado com uma pessoa. Tem certas coisas na vida que nos pegam de surpresa. À contra-mão. E, nessas horas, agente não sabe o que faz. Se demonstramos descontentamento. Ou ira. No meu caso, as duas coisas. Tive alguns problemas e uma pessoa, que eu não esperava que fosse fazer o que fez, me julgou. Não sei ao certo se foi um julgamento; mas sei, sim, fui olhado de cima para baixo e Escutei coisas que eu não merecia ter que Ouvir. É julgamento? Só Deus saberia me responder. Sei que não gostei. Na hora, me senti envergonhado. Num banco de réu. Ser olhado de um modo inquisidor é desconfortante. E não acho justo ouvir certas coisas sem antes a pessoa conhecer a fundo a história toda. Compreender é sempre preciso.
Naquele dia, chorei. Chorei de desapontamento e raiva. Mas, daquele dia em diante, aprendi não mais venerar pessoas. Tenho que venerar atos. Fatos. Cultuar boas atitudes. Pessoas, não! Porque o ser humano é falho. É humano! Me calei. Ouvi calado. E pedi a Deus paciência e compreensão. O tempo passou. As coisas foram mudando. Mas eu ainda lembro. Eu sempre lembro!
Hoje, essa mesma pessoa veio desabafar comigo. Essa pessoa está com o mesmo problema que eu estava no passado. Da mesma forma. Na mesma intensidade. Só que eu não quis olhar de cima para baixo. Ouvi, compreendi e aconselhei com boa intenção. Com o coração livre de vingança. Não me senti no direito de rebater. Mas a pessoa percebeu. Não sei em que momento da conversa. Mas percebeu! Notou que aquela mesma conversa já tinha acontecido no mesmo local com as mesmas pessoas, só com papéis invertidos. E de certo lembrou das falas! Falas que eu não quis repetir. Afinal, quem sou eu para julgar? Quem somos nós?
Como diz minha avó: "não fala que a boca paga". Sábia verdade...

Se o seu telhado é de vidro, cuidado para não atear pedras no dos outros; você nunca saberá o dia de amanhã. Viva a sua vida com bons olhos. Não julgue ninguém. Agente nunca sabe o que antecedeu um problema, ou um erro, ou uma decisão... Agente não sabe. E é preciso se calar diante do não saber.


[..."tem gente que vê somente as pingas que eu bebo, mas nunca os tombos que eu caio"...]

domingo, 23 de novembro de 2008

Sinais


Na última sexta-feira, 21 de Novembro, fui para Espírito Santo do Pinhal com um amigo, que também passou no vestibular. Detalhe: não conhecíamos o caminho tampouco sabíamos se chegaríamos a tempo de fazer a matrícula na Universidade de Pinhal; era o último dia para realizá-la. Fomos de moto. Eu trabalhei até às 17:25 h. Durante o dia, no meu horário de almoço, corri atrás da papelada para dar entrada na matrícula: documentos, xerox, fotos, burocracias... Combinei com um terceiro amigo, que conhecia o caminho, para nos acompanhar; ele nos orientaria melhor.
Tudo pronto. Horário combinado, cadê o nosso guia? Ele estava
atrasado (até então não sabíamos se ele viria). Não nos demos por vencidos. Tocamos o barco em frente, sozinhos. Na pista, ora chovia ora não. Ora frio ora calor. Muitas dificuldades para enxergar o caminho por causa da chuva e muito cuidado para não bater.
Durante todo o caminho, que durou em torno de 1 hora e 30 minutos, eu refletia com base no que estava acontecendo. A força de querer estudar. A determinação de continuar mesmo com todos os obstáculos que iam se apresentando à nós. Note:

1° Nosso guia, não apareceu.
2º Não conhecíamos o caminho.
3° Estrada com chuva é sinonimo de alto risco de acidente.
4° Era noite, estavámos cansados, com frio e são muitos quilômetros.

O fato é: Não desistimos.
Tínhamos, talvez, todos os motivos para nos dar por vencidos. Mas algo demonstrava que aquilo eram sinais. A chuva, por exemplo; em alguns momentos ela vinha com muita força, com ventos que pareciam nos empurrar. Já em outros, momentos, a chuva era amena. Por vezes, parava de chover. Parecia, juro que nitidamente, que Alguém me ensinava: a vida é assim. As vezes, a vida nos dá pancadas de chuva. Tudo desequilibra e agente segura firme nas bases. Ou desistimos ou resistimos. Porque mais à frente pára. E vem a bonança.

Fomos, sim. Não desistimos, não. A matrícula está feita. Dia 05 de Fevereiro de 2009, começam as aulas.
Estou muito feliz. Me sinto realizado. Na certeza de que vai dar tudo certo, porque vou batalhar por isso. Deus está comigo. Confio em mim. E com grandes amigos ao meu lado tudo ficará bem.


Desejo à todos muitas chuvas em suas vidas, para que saibam que é através delas o caminho do amadurecimento.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Preciso aprender...


Posso somar nos dedos, de uma mão, quantas pessoas posso contar, hoje. Confiar. Chamar de amigo. Ultimamente tenho visto tantas pessoas vivendo suas vidas de maneira eterna - como se fossem viver para sempre. Ninguém vive. Todos, um dia, querendo ou não vão morrer. Adiar vida, economizar sentimentos e agir como se sempre existisse um amanhã é perigoso. Porque o que você disse de negativo à uma pessoa hoje, amanhã pode ser tarde demais para pedir desculpa. Até mesmo porque, do meu ponto de vista, perdão não repara erro! No máximo, no máximo ameniza a dor que foi causada.

Hoje eu tô depre. Tô mesmo. Sei lá... acordei assim. E Não quero dormir assim! Mas ninguém ao meu redor faz nada de positivo para que eu veja, note melhora na humanidade. Dá-me a impressão que todos são dissimulados, fingem de bonzinhos, fazendo de tudo para me agradar. E odeio bajulação e fingimento! (É... eu sei que o erro Não está Neles). Eu sei! Sou eu o errado. Nem estou sendo irônico, não. Sou errado, sim. Preciso compreender que não mudamos ninguém, em lugar nenhum, em momento algum. Agente se muda. Agente se impõe e impõe limites. Mudamos nossa vida e naturalmente as coisas começam a acontecer. Eu sei tudo isso. Mas nada me tira a inconformação, momentânea, de como o ser humano é, por vezes, arrogante, incompreensível e aproveitador.
As vezes, parece que todo mundo abusa da minha capacidade de dizer: não. Pedem. Mandam. Exigem. Obrigam-me a fazer o gosto de todo mundo. Tenho que ser aquele que ajuda todos, entende todos, compreende todos e além de Não poder criticar falhas, só devo concordar e aconselhar ainda. Aquela velha história: só fala o que quero ouvir. É assim? Fácil, não? Ouvir só o que queremos é bem cômodo.
Sei, também, que só fazem comigo o que eu permito. Eu permito que fiquem me pedindo favores. Que abusem da minha educação. Preciso aprender diferenciar: ser educado e estar sendo explorado.

Aí, para não brigar com a minha mãe eu acato tudo o que ela me fala. Para não bater de frente com o meu gerente acabo fazendo muito além do que consigo para por aquela loja em ordem - adoro meu trabalho. Para não brigar com colegas de trabalho fico fazendo o gosto de todo mundo: favores, ajudinhas... etc.
É o que Confúcio (sábio chinês) disse para o seu discípulo: "Nunca pague o mal com o Bem; pague o Bem com o bem, e o Mal com justiça!".

Preciso aprender a dizer não. Impor meu ponto de vista e não ficar querendo agradar todo mundo. Já que tô percebendo que nunca é possível agradar todos, e talvez esse seja o meu maior erro: quero unir todo mundo falando a mesma língua.


[... Deus, torne-me um ser humano mais compreensível... hoje tá osso* o dia...]

*Complicado, difícil, estressante.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Um mergulho em mim mesmo


[...momento de introspecção...]


Refleti muito nos últimos dias. Sinto que estou entrando em contato com o meu "Eu". Comigo mesmo. Papo cabeça? Esquisito?? Parece tão absurdo ou estranho mas nem é. Em determinados momentos, não importando aonde estamos nem o que fazendo, algo nos invade. Atravessa. Essa força que nos corta e deixa com a sensação de solidão e vazio é nos mesmos. Aceite que a vida uma hora ou outra pede acerto de contas.

Você já reparou que as vezes ouve algo e pára para pensar, refletir? Que você olha duas vezes para o mesmo lugar e pára o olhar naquilo? Que em determinados momentos você conseguiria descrever o som do silêncio? São nestes momentos que nos conhecemos. É nessa hora que nos encontramos com o nosso real ser e qual o objetivo de estarmos aqui. Então, analisamos nossa situação presente como ela é, como realmente somos, o que realmente queremos; porque, nessas horas, não podemos mentir nem enganar à nos mesmos.

Sei que não estou só. Nunca estive. Sei, também, que estou vivendo numa velocidade impressionante. Sinto que estou correndo rumo aos meus objetivos e o meu coração está dizendo: "não pára...não pára...vai!". Estou vivendo os dias buscando minhas metas e tudo está dando certo. Muito certo.

Algumas pessoas tentam barrar isso. Mas não conseguem. Não por muito tempo (*porque a vida insiste em pulsar mais forte).
A vida é um campo fértil com espaço para todos plantarem. Plantar qualquer coisa, tudo nasce. Mas devemos colher depois. Agora, cada um cuida das suas sementes.

Então, me chateia muito algumas pessoas, que não me conhecem a fundo, falarem mau de mim. Serem falsos amigos. Porque odeio dissimulação. Tem gente que faz elogios como se fosse Bom dia; lógico que soará como falsidade. Queria que as pessoas fossem mais humanas e menos mecânicas. Mais naturais. Menos interesseiras.

"Na vida cada um dá o que tem, e colhe o que dá. Todos tem chances. Todos! Ao invés de gastar energia barrando os outros, pode muito bem usar em benefício próprio: crescer. Não fala o que não sabe ao certo. Não começa uma fofoca. Se vierem te falar uma fofoca, ouça, e cala! Não passe adiante. Mentir é adiar a verdade. Omitir é mentir por duas vezes. Não crítica erros que já cometeu. Orgulho... só se for por mérito conquistado; orgulho demais cega. Nunca sinta inveja ou ódio de ninguém, porque sentimentos assim só atravancam a vida (de quem os sente). Tudo vale a pena, tudo! Se não deram valor, se não aplaudiram naquele momento contente-se; dias melhores virão"

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Chegou a minha hora de brilhar!


Nossa... quem diria que eu chegaria aqui?!


Amanhã, presto o vestibular da UNIPINHAl para Administração em Comércio Exterior. Não estou com medo. Não estou inseguro nem ansioso. Sei que estou no meu momento. Minha hora. Minha vez de brilhar. Minha luz se manteve apagada por anos, agora irá acender.
Neste momento, vejo "fash back"; lembro de quando estava concluindo o Ensino Médio e alguns colegas dizendo: "vou para tal faculdade", "vou para aquela universidade"... Eu não fui para lugar nenhum. Fui, sim, na minha opinião: amadureci. Não tinha suporte para decidir aquela época uma escolha tão importante. Alguns colegas deram início na faculdade e pararam. Outros mudaram de curso. Outros já estão terminando. A hora, minha, é agora. O momento, meu, é este. Não sou mais vítima de mim mesmo como aos 17 anos. Eu era impulsivo e desmedido. Hoje, aprendi a ponderar meu jeito de ser. Aprendi a germinar meus projetos; tudo que é plantado leva um certo tempo, que é necessário aguardar, para nascer. Fui silencioso e determinado. Trabalhei quieto e com afinco. Quando todos pensavam que eu não estava ali e, quem sabe, morto... renasci! Enquanto escrevo este post e você lê, o mundo acontece. Por debaixo da terra, a vida trabalha, germina. O vento sopra. As águas correm. Porque o calor da vida é intenso e discreto. Há um por trás dos bastidores do espetáculo da vida e nós, a maioria, não percebe. Não vemos mas algo acontece. Não vemos mas sentimos. Sentir o pulsar da vida.

Hoje, mais que nunca, quero fortalecer a coragem de quem vai luta. A determinação de quem sentir dor. A esperança dos que choram. E o mérito dos que não se permitem desistir.
Você tem um sonho? Não importa qual seja, não avalie a dificuldade nem a facilidade, simplesmente procure ir de encontro. Eu entendi ou, talvez, tenha compreendido que: quando desejamos algo e vamos atrás, o universo conspira a nosso favor. Telefones começam a tocar. Visitas inesperadas. Coincidências? Sinais. A palavra certa: magnetismo! Uma Força no universo trata de magnetizar o seu sonho e você, criando um caminho entre os dois.
Uma conversa muda uma vida. Uma palavra, bem colocada, incentiva.
Conheci uma professora, chamada Andreia, que me fez pensar muito na vida. Sabe aqueles professores que fazem a diferença? Pois é... O ser humano está aqui para evoluir, e os sábios são aqueles que aprendem com os outros. Ela tem um sonho, há muito tempo: "- Não desista, Andreia".
O céu é daqueles que se permitem sonhar, e sonhar alto!

Tenho amigos e quero agradecer pela força nos meus momentos difíceis, como: a Michele, o Emanoel, a Meire, a Adriele, o Fabiano, o Elves, o Leandro, os meus colegas de trabalho, etc (desculpa se esqueci alguém).

Quero finalizar este post com esse texto (ele me resume de frente e verso, de corpo e alma!):

"Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.Hoje chamo isso de... AMADURECIMENTO!!!
Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.E então, pude relaxar.Hoje sei que isso tem nome...AUTO- ESTIMA!!!"

(Desconheço o autor)
[...aquele que nasce para ser estrela, nunca será pisca-pisca...]

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

O Limite da Paciência.


Muito já se ouviu dizer sobre o Limite da Paciência. Agora, imagine chegar nele realmente. Imagine conviver com a certeza de que você poderá perder o controle a qualquer instante. Sou muito centrado nas minhas tarefas e responsabilidades; procuro raramente perder a calma, certo de que às vezes é necessário lutar para fazer valer alguns direitos. Tenho praticado a tolerância constantemente no meu trabalho com o meu gerente. Sabe quando você tem a sensação de estar pisando em ovos e que, à qualquer momento, uma discussão irá ocorrer? A minha sensação foi realizada hoje:

- Eu trabalho bem, sinceramente falando. Nunca fui preguiçoso para serviço. Não sou de medir serviço nem reclamar dele. Sempre fui muito paciente e tolerante com "n" coisas que acontecem no trabalho. Vejo gente que enrola. Vejo gente que conversa o tempo inteiro; mais conversa que trabalha. Vejo gente que falta por "doenças fantasmas". Vejo gente que abusa da autoridade das leis e debocha ainda. E eu fico sempre sendo o certinho, o que age dentro das normas, o que respeita as regras. O meu defeito no meu trabalho é dispersar, e conversando demais com colegas de trabalho, perco o foco do meu objetivo ali. Não nego, isso! Agora:

ouvir do meu gerente que meu rendimento profissional caiu, comparado com quando entrei trabalhar é mentira! Não aceito. Eu me mato de trabalhar. Ainda estudo à noite. Sou pontual (quando muitos nem são). Sou educado com os clientes. SOu responsável.
Eu fui até o meu gerente, irado. E se ele dissesse que eu não prestasse para trabalhar lá pediria minhas contas no mesmo minuto. Graças a Deus, não foi o que ele fez. Ele disse que trabalho muito bem; eu só preciso parar de dar atenção aos outros e dispersar menos. Meu gerente não está errado, eu sei; ele só precisa aprender a Conversar com os funcionários. Batendo de frente não vai resolver nada, só vai causar mais bagunça. Tudo agente resolve com entendimentos e conversas. Ironia, deboche ou indiretas não vai concertar erros de ninguém!


[...ufa, agora posso respirar! rs...]

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Minha família são os Simpsons


A pior coisa do mundo, para mim, é o que está acontecendo neste exato momento em que escrevo este post: brigas familiares. Nossa, ninguém merece! As vezes, acho que vivo num seriado americano de Tv onde cada um fala uma língua... rs [e tenho que rir =D].
Estou às voltas com uma mãe entrando na menopausa, um irmão pré-"casado" (¬¬' amigado), uma cunhada (a única que não briga, aqui!), uma tia reconstruindo a vida dela e eu às voltas com os Meus problemas no trabalho, Meus problemas pessoais, Meus problemas no geral...
Com base em tudo isso, pense em trabalhar o dia todo num calor de rachar mamona e chegar em casa para discutir problemas dos mais banais aos mais sérios, do fundo do baú ainda! Nossa, ninguém merece! Estou com calor, com fome, cansado e ainda tenho que ir estudar; ou tomo banho ou como algo antes de ir à escola. Opto por tomar banho!!

Nossa, eu sei que Família é 1 só. Mas tem uma exata explicação: se fossem 2, quem aguentava??

Não estou reclamando, não. Até sei que o "Kit-Família" vem com tudo isso mas é difícil tolerar (ainda mais nesse calor... que calor!).
Apesar de tuudo isso, estou feliz. Sabe por quê?
-Me mantive sereno e calmo. Não aumentei o tom de voz contra minha mãe. Não dei ouvidos as ofensas do meu irmão. Finge nem ouvir as inderetas de todos. Relevei... bem leve, releve...

Quero mostrar que a minha vida é um inferno? É! (as vezes... rs rs rs) Mesmo assim, dou graças a Deus por tê-los, por serem exatamente como são e na certeza de que, eu não viveria bem sem eles por perto.
Família não é fácil? Não é mesmo. É bem difícil. Mas são eles que estão ali do seu lado. São eles o seu porto seguro. É neles que confia. Nada na vida é muito fácil; e se for atente. Pára de bater de frente com sua mãe, seu pai, ou seus irmãos. A casa pode ser verde ou roxa, ter portão ou sem, ser pintada ou não, ter lustres na varanda ou fios sem força; por Dentro é sempre igual: algumas discusões, algumas briguinhas tolas, desentendimentos sérios, porém, limiti-se a ouvir cada um. Respeite a opinião de todos.

E lembre-se, sempre:

- Nunca faça nada de cabeça quente. Não dê campo a ira. Aprenda que, no outro dia, todos acordam Mais calmos, Mais educados, Mais carinhosos, e se possível, MENOS arrependidos [cuidado com o que falar ou fizer - tem coisas que ainda no dia seguinte podem ecoar! ;)]