Já passei bastante tempo
da minha vida brigando com aqueles que não conseguiam enxergar aquilo que
eu via. Com aqueles que tinham ideias diferentes das minhas sobre as
mesmas coisas. Eu não conseguia entender que o mundo aos olhos do
outro é de fato um outro mundo. É um outro universo. É estranho
pra mim admitir que as pessoas olham para o mesmo objeto e captam
características diferentes dele. Se fixam em coisas diferentes, e
muitas vezes intuem e concluem o contrário uma da outra. Acho que hoje, aos vinte
e cinco anos de idade, muita coisa mudou. Ainda tenho dificuldade
quando me deparo com alguém que tem uma personalidade oposta à
minha. Mas já melhorei muito também. Acredito que a diferença é o que
propicia a evolução das relações. No fundo confesso que
precisamos agradecer por isso. Pelo mundo ser composto de pessoas com
ideias diferentes, personalidades distintas. Primeiro porque se todos
fôssemos iguais seria tudo muito previsível e sem graça. Segundo
porque não haveria evolução nem crescimento.
Hoje quando me deparo
com alguém muito diferente de mim – no sentido de ver a vida, de
ter ideias opostas as minhas –, tento ver o que essa pessoa vê.
Tento me colocar no mundo dela. No seu contexto de vida, e,
principalmente, no seu momento atual de vida. Aí acontece algo
bacana. Mesmo sem entender passo a respeitá-la. Legitimo a sua visão.
É um exercício muito bom para regular e manter as relações
pessoais. Embora assumo que exige bastante maleabilidade. Doses e doses de
humildade e condescendência. Pois no fundo o que todos
queremos é estarmos sempre certos. Descer desse pódio custa caro. Ceder às
vezes dá uma raiva... E assumir uma derrota tem um sabor amargo. Porém
continuo convicto que é melhor perder com dignidade e ganhar uma boa
lição, que sair por cima pisando em todos. Fazendo inimigos a troco
de nada. O ditado é velho mas é sábio: dessa vida nada levamos.
Será que vale a pena batermos de frente sempre? Eu tenho certeza de que não. Quase sempre dá pra relevar. E na maioria das vezes
buscar aprender com a outra parte. Dar o braço a torcer é difícil só no
começo, e no fim acaba sempre valendo mais a pena.
Faço esse post pra
levantar a questão da intolerância com as diferenças. Sejam elas quais forem! Vejo o
quanto é difícil a gente entender que o outro vê o mundo diferente
de nós. O nosso mundo não é compartilhado na íntegra. Não
psicologicamente. Quanticamente. Ou emocionalmente falando. O outro ouve, pressente,
intui, enxerga e avalia diferente. E ele tem o direito de ser assim. De se
exercer assim.
Acredito que às vezes nutrimos certos preconceitos porque olhamos para fora julgando ações com a nossa cabeça. Nada mais óbvio, sei. Mas assim não dá! Não é justo. Se o julgamento deve ser justo, então é necessário pôr-se na pele do outro. Tentar saber a fundo a história dessa pessoa. Procurar trilhar o mesmo caminho que a trouxe até o ponto em questão. Existe um ditado que diz mais ou menos assim: antes de julgar alguém vista os seus sapatos e faça o seu caminho. Como é impossível essa façanha, porque cada experiência é pessoal e intransferível, acredito que todo e qualquer julgamento irrefletido já de início está errado. É desumano. É leviano. Presunçoso.
Acredito que às vezes nutrimos certos preconceitos porque olhamos para fora julgando ações com a nossa cabeça. Nada mais óbvio, sei. Mas assim não dá! Não é justo. Se o julgamento deve ser justo, então é necessário pôr-se na pele do outro. Tentar saber a fundo a história dessa pessoa. Procurar trilhar o mesmo caminho que a trouxe até o ponto em questão. Existe um ditado que diz mais ou menos assim: antes de julgar alguém vista os seus sapatos e faça o seu caminho. Como é impossível essa façanha, porque cada experiência é pessoal e intransferível, acredito que todo e qualquer julgamento irrefletido já de início está errado. É desumano. É leviano. Presunçoso.
Hoje em dia, na era que estamos
vivendo conhecida como sociedade do conhecimento, as pessoas estão
mais conscientes dos seus direitos. Mais informadas das suas
possibilidades. O que as torna livres para escolher, ser, viver e se
exercer como querem. Isso é muito rico para nós como sociedade, que enseja ser
democrática, que deseja aprender, crescer, evoluir. Mas também é
uma passagem dificílima, porque gera conflito de interesses
políticos, religiosos, morais, éticos... Vejo muitas possibilidades
na diversidade, porém muitas dificuldades acompanhadas também. E tenho
certeza de que qualquer ganho virá sempre de muita luta. Mas uma coisa
pra mim é fato: não se pode barrar a vida, isso é impossível! E pra mim a vida de nada tem de uniforme, de constante e de certa.


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